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Greve atinge serviços públicos em Diadema

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Alunos são dispensados na EM Daniel Trivinho porque professores estão parados; Paço nega impacto


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

23/04/2015 | 07:00


Em seu oitavo dia, a greve do funcionalismo público de Diadema afetou pela primeira vez, diretamente, o serviço oferecido ao cidadão. Alunos da EM Daniel Trivinho, no Centro, foram dispensados pela manhã porque professores da unidade aderiram à paralisação iniciada no dia 15. Por outro lado, o governo Lauro Michels (PV) nega que o movimento tenha atrapalhado o andamento da administração.

A dona de casa Andrea Josefa, 37 anos, mãe de criança de 6 anos que estuda no local, teve de ficar com o filho, atrapalhando seu trabalho. “Liguei (ontem) de manhã para escola e me informaram que não tem previsão de volta para as aulas. Está atrapalhando demais, pois meu filho estuda das 7h ao meio-dia e o problema é que não tem ninguém para ficar com ele para eu ir trabalhar”, contou.

A munícipe também teceu críticas à atual condição da unidade educacional, responsabilizando diretamente o governo Lauro. “O prefeito está deixando a desejar. Na escola há muito mau cheiro e não tem pessoas para fazer a limpeza. Existem goteiras nas salas da aula”, acrescentou ela, relatando que os problemas de higiene geraram a presença de muitos insetos, como ratos, baratas e pernilongos. “Votei no Lauro e me arrependo.”

Por nota, a administração do verde voltou a insistir que “até o momento, não foi necessária a adoção de nenhuma ação emergencial”. “As paralisações são parciais em alguns equipamentos, mas nenhum serviço foi interrompido”. Posicionamento tem sido adotado desde início da greve.

O Executivo também destacou que Lauro “respeita o direito de greve dos servidores públicos e que a gestão se coloca à disposição para dialogar sobre o reajuste salarial”, adicionou.

A classe reivindica 11% de acréscimo nos vencimentos salariais, sendo 7,89% de reposição da inflação e 3,11% de aumento real. Alegando dificuldade financeira e perda de arrecadação de receita, a Prefeitura propôs 3,5%, parcelados em três vezes, o que foi rejeitado pela categoria. O governo acrescentou que “se compromete a repor a inflação assim que houver melhora nas finanças”.

Na semana passada, o chefe do Executivo foi enfático em afirmar que a greve foi motivada por vontade política, salientando que a adesão estava muito baixa. Lauro ressaltou que não estava pensando em recorrer a uma intervenção do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para garantir retorno dos trabalhos, porém não sinalizou em elevar elevação da proposta.

ATIVIDADE
Ontem, os servidores realizaram atos de protestos em dois momentos. Logo pela manhã, se concentraram bem em frente ao prédio do Paço.

Na sequência, realizaram caminhada pelas ruas da Zona Norte da cidade, que engloba bairros do Campanário e Paineiras.

“A greve vem crescendo. As pessoas estão cada vez mais se informando e optando pela adesão. Vamos seguir batalhando pela melhora da proposta e das condições”, relatou o presidente do Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema), José Aparecido da Silva, o Neno.

O dirigente promete para hoje novos atos pela cidade. A concentração maior deve ocorrer em frente à Câmara, durante a sessão, repetindo ação da semana passada.  



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Greve atinge serviços públicos em Diadema

Alunos são dispensados na EM Daniel Trivinho porque professores estão parados; Paço nega impacto

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

23/04/2015 | 07:00


Em seu oitavo dia, a greve do funcionalismo público de Diadema afetou pela primeira vez, diretamente, o serviço oferecido ao cidadão. Alunos da EM Daniel Trivinho, no Centro, foram dispensados pela manhã porque professores da unidade aderiram à paralisação iniciada no dia 15. Por outro lado, o governo Lauro Michels (PV) nega que o movimento tenha atrapalhado o andamento da administração.

A dona de casa Andrea Josefa, 37 anos, mãe de criança de 6 anos que estuda no local, teve de ficar com o filho, atrapalhando seu trabalho. “Liguei (ontem) de manhã para escola e me informaram que não tem previsão de volta para as aulas. Está atrapalhando demais, pois meu filho estuda das 7h ao meio-dia e o problema é que não tem ninguém para ficar com ele para eu ir trabalhar”, contou.

A munícipe também teceu críticas à atual condição da unidade educacional, responsabilizando diretamente o governo Lauro. “O prefeito está deixando a desejar. Na escola há muito mau cheiro e não tem pessoas para fazer a limpeza. Existem goteiras nas salas da aula”, acrescentou ela, relatando que os problemas de higiene geraram a presença de muitos insetos, como ratos, baratas e pernilongos. “Votei no Lauro e me arrependo.”

Por nota, a administração do verde voltou a insistir que “até o momento, não foi necessária a adoção de nenhuma ação emergencial”. “As paralisações são parciais em alguns equipamentos, mas nenhum serviço foi interrompido”. Posicionamento tem sido adotado desde início da greve.

O Executivo também destacou que Lauro “respeita o direito de greve dos servidores públicos e que a gestão se coloca à disposição para dialogar sobre o reajuste salarial”, adicionou.

A classe reivindica 11% de acréscimo nos vencimentos salariais, sendo 7,89% de reposição da inflação e 3,11% de aumento real. Alegando dificuldade financeira e perda de arrecadação de receita, a Prefeitura propôs 3,5%, parcelados em três vezes, o que foi rejeitado pela categoria. O governo acrescentou que “se compromete a repor a inflação assim que houver melhora nas finanças”.

Na semana passada, o chefe do Executivo foi enfático em afirmar que a greve foi motivada por vontade política, salientando que a adesão estava muito baixa. Lauro ressaltou que não estava pensando em recorrer a uma intervenção do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para garantir retorno dos trabalhos, porém não sinalizou em elevar elevação da proposta.

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Ontem, os servidores realizaram atos de protestos em dois momentos. Logo pela manhã, se concentraram bem em frente ao prédio do Paço.

Na sequência, realizaram caminhada pelas ruas da Zona Norte da cidade, que engloba bairros do Campanário e Paineiras.

“A greve vem crescendo. As pessoas estão cada vez mais se informando e optando pela adesão. Vamos seguir batalhando pela melhora da proposta e das condições”, relatou o presidente do Sindema (Sindicato dos Servidores Públicos de Diadema), José Aparecido da Silva, o Neno.

O dirigente promete para hoje novos atos pela cidade. A concentração maior deve ocorrer em frente à Câmara, durante a sessão, repetindo ação da semana passada.  

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