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O Brasil e os negros

Para quem pretende compreender a situação atual dos negros, no Brasil, deve, irremediavelmente, ater-se a dois pontos que são determinantes


Dgabc

17/11/2012 | 00:00


Artigo

Para quem pretende compreender a situação atual dos negros, no Brasil, deve, irremediavelmente, ater-se a dois pontos que são determinantes: a escravidão objetiva que explorou e matou milhões de nossos ancestrais - por mais de três séculos - e a forte rede subjetiva que persiste, até hoje, a nos manter distantes dos melhores postos de trabalho e, consequentemente, engessando-nos em classes sociais economicamente precárias.

Poderão dizer que há muitas situações em que os negros são colocados em condições de igualdade para disputar concursos públicos, vestibulares e, no entanto, perdem para a concorrência. As causas do fracasso não estão na menor vontade ou inteligência dos negros, mas sim na perversidade do sistema escolar. Esse modelo destina cota acima de 90% dos melhores cursos e altos cargos aos brancos que, assim, vão assumindo privilegiados postos profissionais. Os mecanismos discriminatórios se sofisticam nos estamentos mais altos da sociedade.

É importante citar algumas atividades que não dependem da escolaridade. No caso de atletas, a atuação é facilitada pelo biótipo peculiar, que implica na capacidade física e habilidade psicomotora; a formação escolar não é prioritária. Outra atividade que exige talento e criatividade é a do artista, principalmente na música e participações no Carnaval. Nessas atividades somos ‘top de linha', não por sermos melhores que outras etnias, mas porque os inimigos da igualdade ‘cochilaram', avaliando que se tratava de áreas apenas lúdicas da atividade humana e, no início, desvalorizadas socialmente.

Mas, apesar de alguns avanços nesse jogo dialético da cultura, persiste a rede invisível da discriminação não declarada, das explicações equivocadas sobre nossos insucessos; enfim, vocês entenderão porque, aqui no Brasil, nossa etnia vive seis anos menos que as demais. É que continuam a abater nossos jovens a tiros ou a nos conter com mecanismos não vistos pela cegueira conveniente dos que estão levando vantagem sobre nós ou aqueles nossos parentes que, ainda alienados, esperam benesses que caiam milagrosamente do céu.

Dermeval Corrêa de Andrade é diretor-presidente do Instituto Argumentos - Ciência e Cultura, formulador da Educação Social Transformadora, psicólogo e escritor.

Palavra do leitor

Estatísticas
Como assinante e leitor assíduo deste Diário, tive o trabalho de pegar todas as colunas desta Palavra do Leitor, basicamente do período eleitoral e concomitantemente do julgamento do pseudomensalão e constatei algo sui generis. Uma meia dúzia de leitores - alguns nem leitores são, são apenas profissionais missivistas - ficam diuturnamente achincalhando o PT e seus dirigentes. Teve um que foi muito sincero: ‘Temos de arranjar um meio de proibir o PT de existir!'. Seria cômico se não fosse trágico. Não engolem o sucesso petista nas urnas e que o País só melhora, dia a dia. Continuem comemorando essa verdadeira violência jurídica que foi o processo 470 no STF, que nós, petistas e simpatizantes, continuaremos nas trincheiras por um Brasil cada vez mais democrático, honesto e para todos e todas!
Francisco José de Souza Ribeiro
São Caetano

Unesco
Começou no Cairo o julgamento de Farouk Hosni, ex-ministro da Cultura do ex-ditador egípcio Hosni Moubarak, acusado de roubar 2,35 milhões de euros dos cofres públicos egípcios. Farouk recebeu apoio do então presidente Lula e do ex-chanceler Celso Amorim para derrotar o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que ambos detestam, na disputa pela direção-geral da Unesco, órgão das Nações Unidas. Antissemita, Farouk Hosni é um dos ladrões impedidos de sair do Egito, após a queda do ditador. Cristovam tinha condições de vencer a disputa na Unesco, mas só com apoio do governo brasileiro, que preferiu apoiar o egípcio corrupto.Celso Amorim, bajulador incorrigível, pilotou o boicote a Cristovam para agradar ao chefe Lula, que demitira o senador do Ministério da Cultura com humilhação.
Luizinho Fernandes
São Bernardo

Discurso de Toffoli
O discurso de Toffoli sobre as penas dos condenados do Mensalão soou como nota de R$ 3. Mais falso impossível! No papel de menino de recado, o ministro prestou-se à missão de defender os réus da quadrilha do Mensalão, diga-se, os réus do núcleo político, pois os demais foram por ele condenados e merecem a cadeia. Interessante observar que se não houvesse a vontade do ex-ministro José Dirceu em comprar apoio dos parlamentares os demais integrantes estariam fora do plano. Se entraram no esquema é porque valeu a pena para todos. Relembrando ao ministro, o crime do núcleo político é sim crime contra à vida, pois muitos morreram por falta de recursos, recursos esses embolsados pelos golpistas. Além de cadeia eles terão de devolver o dinheiro. É o mínimo que se espera da Justiça.
Izabel Avallone
Capital

Intermédica
Será que existe plano de saúde pior do que esse da Intermédica? Além de ter de pagar a mensalidade ainda tem de se pagar à parte cada vez que se passa em consulta ou se faz exame. Parece que os médicos credenciados não são preparados para atender e também não solicitam exames. Outro dia, ao querer passar e um dermatologista na Rua Luís Pinto Flaquer, Centro de Santo André, a atendente não avisou que era por ordem de chegada e que horas o médico chegaria. Conclusão: cheguei as 13h, a mesma hora do médico, e havia 11 pessoas na minha frente. Desisti! Se alguém conhecer algum pior, me avisa, para que eu possa passar longe!
Gustavo H. M. Carli
Santo André

Guantánamo neles!
Ministro José Eduardo Cardoso, certamente no Campo de Detenção da Baia de Guantánamo ainda deve existir vagas no Camp Delta, no Camp Iguana ou no Camp X-Ray para os condenados da Ação Penal 470 e para todos os outros que Marcos Valério e Roberto Jefferson vão dedurar. Guantánamo não deve ter prisões medievais como as nossas. Fidel vai gostar desses brasileiros perto dele.
Leônidas Marques
Volta Redonda (RJ)



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O Brasil e os negros

Para quem pretende compreender a situação atual dos negros, no Brasil, deve, irremediavelmente, ater-se a dois pontos que são determinantes

Dgabc

17/11/2012 | 00:00


Artigo

Para quem pretende compreender a situação atual dos negros, no Brasil, deve, irremediavelmente, ater-se a dois pontos que são determinantes: a escravidão objetiva que explorou e matou milhões de nossos ancestrais - por mais de três séculos - e a forte rede subjetiva que persiste, até hoje, a nos manter distantes dos melhores postos de trabalho e, consequentemente, engessando-nos em classes sociais economicamente precárias.

Poderão dizer que há muitas situações em que os negros são colocados em condições de igualdade para disputar concursos públicos, vestibulares e, no entanto, perdem para a concorrência. As causas do fracasso não estão na menor vontade ou inteligência dos negros, mas sim na perversidade do sistema escolar. Esse modelo destina cota acima de 90% dos melhores cursos e altos cargos aos brancos que, assim, vão assumindo privilegiados postos profissionais. Os mecanismos discriminatórios se sofisticam nos estamentos mais altos da sociedade.

É importante citar algumas atividades que não dependem da escolaridade. No caso de atletas, a atuação é facilitada pelo biótipo peculiar, que implica na capacidade física e habilidade psicomotora; a formação escolar não é prioritária. Outra atividade que exige talento e criatividade é a do artista, principalmente na música e participações no Carnaval. Nessas atividades somos ‘top de linha', não por sermos melhores que outras etnias, mas porque os inimigos da igualdade ‘cochilaram', avaliando que se tratava de áreas apenas lúdicas da atividade humana e, no início, desvalorizadas socialmente.

Mas, apesar de alguns avanços nesse jogo dialético da cultura, persiste a rede invisível da discriminação não declarada, das explicações equivocadas sobre nossos insucessos; enfim, vocês entenderão porque, aqui no Brasil, nossa etnia vive seis anos menos que as demais. É que continuam a abater nossos jovens a tiros ou a nos conter com mecanismos não vistos pela cegueira conveniente dos que estão levando vantagem sobre nós ou aqueles nossos parentes que, ainda alienados, esperam benesses que caiam milagrosamente do céu.

Dermeval Corrêa de Andrade é diretor-presidente do Instituto Argumentos - Ciência e Cultura, formulador da Educação Social Transformadora, psicólogo e escritor.

Palavra do leitor

Estatísticas
Como assinante e leitor assíduo deste Diário, tive o trabalho de pegar todas as colunas desta Palavra do Leitor, basicamente do período eleitoral e concomitantemente do julgamento do pseudomensalão e constatei algo sui generis. Uma meia dúzia de leitores - alguns nem leitores são, são apenas profissionais missivistas - ficam diuturnamente achincalhando o PT e seus dirigentes. Teve um que foi muito sincero: ‘Temos de arranjar um meio de proibir o PT de existir!'. Seria cômico se não fosse trágico. Não engolem o sucesso petista nas urnas e que o País só melhora, dia a dia. Continuem comemorando essa verdadeira violência jurídica que foi o processo 470 no STF, que nós, petistas e simpatizantes, continuaremos nas trincheiras por um Brasil cada vez mais democrático, honesto e para todos e todas!
Francisco José de Souza Ribeiro
São Caetano

Unesco
Começou no Cairo o julgamento de Farouk Hosni, ex-ministro da Cultura do ex-ditador egípcio Hosni Moubarak, acusado de roubar 2,35 milhões de euros dos cofres públicos egípcios. Farouk recebeu apoio do então presidente Lula e do ex-chanceler Celso Amorim para derrotar o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que ambos detestam, na disputa pela direção-geral da Unesco, órgão das Nações Unidas. Antissemita, Farouk Hosni é um dos ladrões impedidos de sair do Egito, após a queda do ditador. Cristovam tinha condições de vencer a disputa na Unesco, mas só com apoio do governo brasileiro, que preferiu apoiar o egípcio corrupto.Celso Amorim, bajulador incorrigível, pilotou o boicote a Cristovam para agradar ao chefe Lula, que demitira o senador do Ministério da Cultura com humilhação.
Luizinho Fernandes
São Bernardo

Discurso de Toffoli
O discurso de Toffoli sobre as penas dos condenados do Mensalão soou como nota de R$ 3. Mais falso impossível! No papel de menino de recado, o ministro prestou-se à missão de defender os réus da quadrilha do Mensalão, diga-se, os réus do núcleo político, pois os demais foram por ele condenados e merecem a cadeia. Interessante observar que se não houvesse a vontade do ex-ministro José Dirceu em comprar apoio dos parlamentares os demais integrantes estariam fora do plano. Se entraram no esquema é porque valeu a pena para todos. Relembrando ao ministro, o crime do núcleo político é sim crime contra à vida, pois muitos morreram por falta de recursos, recursos esses embolsados pelos golpistas. Além de cadeia eles terão de devolver o dinheiro. É o mínimo que se espera da Justiça.
Izabel Avallone
Capital

Intermédica
Será que existe plano de saúde pior do que esse da Intermédica? Além de ter de pagar a mensalidade ainda tem de se pagar à parte cada vez que se passa em consulta ou se faz exame. Parece que os médicos credenciados não são preparados para atender e também não solicitam exames. Outro dia, ao querer passar e um dermatologista na Rua Luís Pinto Flaquer, Centro de Santo André, a atendente não avisou que era por ordem de chegada e que horas o médico chegaria. Conclusão: cheguei as 13h, a mesma hora do médico, e havia 11 pessoas na minha frente. Desisti! Se alguém conhecer algum pior, me avisa, para que eu possa passar longe!
Gustavo H. M. Carli
Santo André

Guantánamo neles!
Ministro José Eduardo Cardoso, certamente no Campo de Detenção da Baia de Guantánamo ainda deve existir vagas no Camp Delta, no Camp Iguana ou no Camp X-Ray para os condenados da Ação Penal 470 e para todos os outros que Marcos Valério e Roberto Jefferson vão dedurar. Guantánamo não deve ter prisões medievais como as nossas. Fidel vai gostar desses brasileiros perto dele.
Leônidas Marques
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