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SPFW termina com mulheres nuas na passarela


Rosângela Espinossi
Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

19/07/2006 | 08:10


A 21ª edição da São Paulo Fashion Week terminou na noite de ontem sem roupa. O desfile de encerramento da grife Cavalera feminina criou uma praia espelhada com seis mulheres peladas (com tapa-sexo cor-da-pele) que permaneceram deitadas nas areias enquanto as modelos, com perucas lisas, desfilavam roupas volumosas e curtas, feitas com renda renascença e bordado Rechilieu, em cores quase lisérgicas. Neste universo, Marcelle Bittar, Mariana Weickert e Luana Piovani entraram com peças em tons fortes para representar, segundo a grife, ‘uma feminilidade ácida‘. Já as ‘musas nuas‘ mostravam a ‘mulher que encara a própria imagem e gosta do que vê‘.

Assim como encerrou o evento, a Cavalera abriu o dia com sua coleção masculina no Autódromo de Interlagos, com as múltiplas faces do universo dos homens. A começar pelo próprio automobilismo, representado por meio de bermudas e peças quadriculadas como a bandeira de largada. Os macacões, presença obrigatória nas coleções femininas, também deram as caras, lembrando os utilizados pelo mecânico Pascoal, de Reynaldo Gianechinni, em tempos da novela Belíssima. O piloto Bruno Senna, da F-3 Inglesa e sobrinho de Ayrton Senna, desfilou com um desses. As cores predominam, principalmente o verde e o amarelo.

Virtual – A grife carioca Oestudio, um coletivo formado por sete sócios, sendo apenas uma delas estilista (Anne Gaul), colocou a platéia voltada para dois telões e, enquanto os modelos desfilavam, cenas computadorizadas eram projetadas, de acordo com o tema de cada peça da coleção, chamada Love Fuel. Uma prova que os mundos da moda e virtual caminham muito bem juntos. Estampas tipo pixels apareciam nas roupas e nos telões. Na hora das lindas roupas com cores mescladas, essa mistura ia aparecendo na tela. Quando um modelo entrou de guarda-chuva, a chuva projetada era de gotas de pixels.

O paranaense Jefferson Kulig, apesar de algum exagero nas proporções das saias-bolas do final do desfile, trouxe algo novo: blusas feitas com fibras de tururi, vinda da ilha de Maruim, no Pará. Em trabalho de moulage, as peças foram moldadas à mão e, conforme estica-se a fibra, a textura fica mais aberta ou fechada, lembrando uma renda. Fabia Bercsek usou rendas, babados e botões quadrados para enfeitar os looks. As modelos passavam pela sala de desfiles e davam as tradicionais voltinhas chamadas de pivô, há algum tempo ausente das passarelas.

No desfile da Neon, sobre um tablado com um ventilador por baixo, as meninas também rodopiavam com suas roupas esvoaçantes e supercoloridas, num efeito à la Marilyn Monroe. Os estilistas Rita Comparato e Dudu Bertholini mantiveram-se fiéis às suas criações exuberantes, em cores fortes e estampas exclusivas, criadas por artistas plásticos.



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SPFW termina com mulheres nuas na passarela

Rosângela Espinossi
Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

19/07/2006 | 08:10


A 21ª edição da São Paulo Fashion Week terminou na noite de ontem sem roupa. O desfile de encerramento da grife Cavalera feminina criou uma praia espelhada com seis mulheres peladas (com tapa-sexo cor-da-pele) que permaneceram deitadas nas areias enquanto as modelos, com perucas lisas, desfilavam roupas volumosas e curtas, feitas com renda renascença e bordado Rechilieu, em cores quase lisérgicas. Neste universo, Marcelle Bittar, Mariana Weickert e Luana Piovani entraram com peças em tons fortes para representar, segundo a grife, ‘uma feminilidade ácida‘. Já as ‘musas nuas‘ mostravam a ‘mulher que encara a própria imagem e gosta do que vê‘.

Assim como encerrou o evento, a Cavalera abriu o dia com sua coleção masculina no Autódromo de Interlagos, com as múltiplas faces do universo dos homens. A começar pelo próprio automobilismo, representado por meio de bermudas e peças quadriculadas como a bandeira de largada. Os macacões, presença obrigatória nas coleções femininas, também deram as caras, lembrando os utilizados pelo mecânico Pascoal, de Reynaldo Gianechinni, em tempos da novela Belíssima. O piloto Bruno Senna, da F-3 Inglesa e sobrinho de Ayrton Senna, desfilou com um desses. As cores predominam, principalmente o verde e o amarelo.

Virtual – A grife carioca Oestudio, um coletivo formado por sete sócios, sendo apenas uma delas estilista (Anne Gaul), colocou a platéia voltada para dois telões e, enquanto os modelos desfilavam, cenas computadorizadas eram projetadas, de acordo com o tema de cada peça da coleção, chamada Love Fuel. Uma prova que os mundos da moda e virtual caminham muito bem juntos. Estampas tipo pixels apareciam nas roupas e nos telões. Na hora das lindas roupas com cores mescladas, essa mistura ia aparecendo na tela. Quando um modelo entrou de guarda-chuva, a chuva projetada era de gotas de pixels.

O paranaense Jefferson Kulig, apesar de algum exagero nas proporções das saias-bolas do final do desfile, trouxe algo novo: blusas feitas com fibras de tururi, vinda da ilha de Maruim, no Pará. Em trabalho de moulage, as peças foram moldadas à mão e, conforme estica-se a fibra, a textura fica mais aberta ou fechada, lembrando uma renda. Fabia Bercsek usou rendas, babados e botões quadrados para enfeitar os looks. As modelos passavam pela sala de desfiles e davam as tradicionais voltinhas chamadas de pivô, há algum tempo ausente das passarelas.

No desfile da Neon, sobre um tablado com um ventilador por baixo, as meninas também rodopiavam com suas roupas esvoaçantes e supercoloridas, num efeito à la Marilyn Monroe. Os estilistas Rita Comparato e Dudu Bertholini mantiveram-se fiéis às suas criações exuberantes, em cores fortes e estampas exclusivas, criadas por artistas plásticos.

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