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FSA corre contra o tempo para apresentar plano ao MP amanhã

Instituição pode fechar as portas caso prazo não seja cumprido; reitoria aposta em cortes e na redução salarial para superar crise


Bia Moço
Especial para o Diário

07/06/2018 | 07:00


 A reitoria da FSA (Fundação Santo André) corre contra o tempo para finalizar o novo PRI (Plano de Recuperação Institucional) até amanhã. Integrantes da administração dizem que o trabalho é extenso, tendo em vista a quantidade de documentos, ações e gráficos a serem exemplificados ao MP (Ministério Público). Não há possibilidade de prorrogação do prazo determinado pela promotora de Fundações de Santo André, Ana Carolina Fuliaro Bittencourt, em inquérito aberto no dia 28 de março. Caso a instituição não apresente medidas capazes de superar a grave crise financeira, corre o risco de sofrer intervenção ou até mesmo fechar as portas.

O inquérito civil deu dois meses de prazo para que a instituição apresentasse estudo, período estendido por dez dias e que se encerra amanhã.

Pró-reitor da Proppex (Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão) da FSA, Roberto Carlos Sallai adiantou ao Diário que o plano de recuperação prevê corte de funcionários, redução salarial e também da carga horária dos profissionais, mudanças consideradas pela reitoria necessárias para a recuperação da saúde econômica da instituição de Ensino Superior. No entanto, Sallai garante que toda a comunidade acadêmica terá conhecimento do plano de recuperação e que cada uma das ações será explicada.

“Estamos confiantes de que o MP nos dará nova chance e permitirá que coloquemos as práticas em ação. Tenho falado aos meus alunos que estamos empenhados e vamos fazer de tudo para não fecharem a instituição”, afirma Sallai.

Algumas das propostas que deverão ser apresentadas ao MP foram aprovadas em reuniões do Condir (Conselho Diretor). Entre elas estão convênio com núcleo de mediação para otimização do processo de cobrança dos alunos inadimplentes e contratação de empresa de topografia com o objetivo de que seja feita análise para cessão do campus – que pertence à Prefeitura – para ampliar o patrimônio da instituição.

Sallai ressalta que toda mudança é de difícil aceitação, principalmente por parte dos funcionários. “Quando se fala em mudança financeira, assusta. Ninguém quer corte, mas hoje temos visto que não há outra saída. A antiga reitoria fez um plano, que não deu certo. Precisamos fazer dar certo a curto prazo para recuperar a credibilidade da Fundação Santo André. Vai mexer no meu bolso, no de outros colaboradores, mas tudo isso atrelado à prospecção de novos alunos para que possamos voltar a ser instituição de Ensino Superior renomada.”

O professor diz que o projeto prevê ainda busca de novos alunos e realização de melhorias para o colégio. “Tudo faz parte de um novo plano de vida para fundação. Vamos mudar muita coisa e fazer dar certo”, prospecta o pró-reitor.

 

Pente-fino é entregue incompleto

O pente-fino que investiga o número de funcionários da FSA (Fundação Santo André) que ingressaram sem concurso público foi entregue à reitoria na última terça-feira, no entanto, integrantes da administração da instituição de Ensino Superior afirmam que o documento ainda está incompleto. Após análise inicial, a promessa é a de que o resultado seja divulgado na segunda-feira.

O novo reitor, professor Francisco José Santos Milreu, é o principal alvo da investigação. Há três meses ele assumiu ao Diário ter sido contratado sem passar por seleção pública, em 1989.

A comunidade acadêmica aguarda para saber se Milreu poderá, ou não, seguir no comando da FSA, tendo em vista que o prefeito do município, Paulo Serra (PSDB), afirmou que caso a contratação do novo reitor esteja irregular, a nomeação será cancelada.

A apuração somou 134 dias de trabalho, tendo prazo de entrega prorrogado por quatro vezes. A comissão avaliadora justificou os atrasos e documentação incompleta pela quantidade de papéis a serem encontrados e verificados. “Vamos analisar o resultado e, aqueles que estiverem incompletos, devem ter de terminar em curto prazo. Ainda nada foi determinado”, diz o o professor e pró-reitor da Proppex (Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão), Roberto Carlos Sallai.

 



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FSA corre contra o tempo para apresentar plano ao MP amanhã

Instituição pode fechar as portas caso prazo não seja cumprido; reitoria aposta em cortes e na redução salarial para superar crise

Bia Moço
Especial para o Diário

07/06/2018 | 07:00


 A reitoria da FSA (Fundação Santo André) corre contra o tempo para finalizar o novo PRI (Plano de Recuperação Institucional) até amanhã. Integrantes da administração dizem que o trabalho é extenso, tendo em vista a quantidade de documentos, ações e gráficos a serem exemplificados ao MP (Ministério Público). Não há possibilidade de prorrogação do prazo determinado pela promotora de Fundações de Santo André, Ana Carolina Fuliaro Bittencourt, em inquérito aberto no dia 28 de março. Caso a instituição não apresente medidas capazes de superar a grave crise financeira, corre o risco de sofrer intervenção ou até mesmo fechar as portas.

O inquérito civil deu dois meses de prazo para que a instituição apresentasse estudo, período estendido por dez dias e que se encerra amanhã.

Pró-reitor da Proppex (Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão) da FSA, Roberto Carlos Sallai adiantou ao Diário que o plano de recuperação prevê corte de funcionários, redução salarial e também da carga horária dos profissionais, mudanças consideradas pela reitoria necessárias para a recuperação da saúde econômica da instituição de Ensino Superior. No entanto, Sallai garante que toda a comunidade acadêmica terá conhecimento do plano de recuperação e que cada uma das ações será explicada.

“Estamos confiantes de que o MP nos dará nova chance e permitirá que coloquemos as práticas em ação. Tenho falado aos meus alunos que estamos empenhados e vamos fazer de tudo para não fecharem a instituição”, afirma Sallai.

Algumas das propostas que deverão ser apresentadas ao MP foram aprovadas em reuniões do Condir (Conselho Diretor). Entre elas estão convênio com núcleo de mediação para otimização do processo de cobrança dos alunos inadimplentes e contratação de empresa de topografia com o objetivo de que seja feita análise para cessão do campus – que pertence à Prefeitura – para ampliar o patrimônio da instituição.

Sallai ressalta que toda mudança é de difícil aceitação, principalmente por parte dos funcionários. “Quando se fala em mudança financeira, assusta. Ninguém quer corte, mas hoje temos visto que não há outra saída. A antiga reitoria fez um plano, que não deu certo. Precisamos fazer dar certo a curto prazo para recuperar a credibilidade da Fundação Santo André. Vai mexer no meu bolso, no de outros colaboradores, mas tudo isso atrelado à prospecção de novos alunos para que possamos voltar a ser instituição de Ensino Superior renomada.”

O professor diz que o projeto prevê ainda busca de novos alunos e realização de melhorias para o colégio. “Tudo faz parte de um novo plano de vida para fundação. Vamos mudar muita coisa e fazer dar certo”, prospecta o pró-reitor.

 

Pente-fino é entregue incompleto

O pente-fino que investiga o número de funcionários da FSA (Fundação Santo André) que ingressaram sem concurso público foi entregue à reitoria na última terça-feira, no entanto, integrantes da administração da instituição de Ensino Superior afirmam que o documento ainda está incompleto. Após análise inicial, a promessa é a de que o resultado seja divulgado na segunda-feira.

O novo reitor, professor Francisco José Santos Milreu, é o principal alvo da investigação. Há três meses ele assumiu ao Diário ter sido contratado sem passar por seleção pública, em 1989.

A comunidade acadêmica aguarda para saber se Milreu poderá, ou não, seguir no comando da FSA, tendo em vista que o prefeito do município, Paulo Serra (PSDB), afirmou que caso a contratação do novo reitor esteja irregular, a nomeação será cancelada.

A apuração somou 134 dias de trabalho, tendo prazo de entrega prorrogado por quatro vezes. A comissão avaliadora justificou os atrasos e documentação incompleta pela quantidade de papéis a serem encontrados e verificados. “Vamos analisar o resultado e, aqueles que estiverem incompletos, devem ter de terminar em curto prazo. Ainda nada foi determinado”, diz o o professor e pró-reitor da Proppex (Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão), Roberto Carlos Sallai.

 

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