Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 24 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Diadema registra a 1ª morte por dengue

Segundo o Ministério da Saúde, este é o terceiro óbito pela doença em oito anos na região


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

25/04/2015 | 07:00


A Prefeitura de Diadema confirmou ontem a primeira morte por dengue na cidade neste ano. Segundo o Executivo, trata-se de uma mulher jovem, moradora do município, que recebeu atendimento em São Bernardo, onde foi diagnosticada a doença. Não foram informadas, porém, a data nem a identidade da vítima, questionamentos feitos pela equipe do Diário.

Segundo o Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, este é o terceiro óbito pela doença registrado no Grande ABC em oito anos. Entre 2007 e 2012, duas pessoas morreram de dengue na região: uma em Diadema e uma em Santo André.

Diadema, inclusive, é o município que teve a maior quantidade de registros autóctones em março entre as sete cidades. A alta foi de 620,6% – passou de 58 para 418 doentes. Em 2014, 167 pessoas tiveram a patologia.

Os números preocupam o Grande ABC. Dados das prefeituras apontam que os casos quadruplicaram em um mês. Foram registradas 252 pessoas infectadas pelo mosquito Aedes aegypti até o dia 12 de março, que saltaram para 1.235 até o dia 15 de abril. O total de doentes é 107,2% maior que no mesmo período de 2014, quando houve 596 infecções confirmadas.

Um dos casos é o da mãe da analista de desenvolvimento Klicya Nacena da Silva, 29 anos. Maria Cristina Nacena da Silva, 53, passou mal no sábado, quando procurou a UPA Jardim Zaíra. “Eles deram soro e falaram para ela voltar para casa. Só na terça-feira pediram exames e diagnosticaram dengue hemorrágica.”

Conforme a filha, a UPA informou que não havia leito para transferi-la ao Hospital Nardini. A senhora aguardava sentada em uma cadeira quando a família resolveu levá-la para a Santa Casa de Mauá. “O médico ficou assustado e mandou interná-la na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) imediatamente. Não sei o que fazer, porque não temos dinheiro. A diária custa R$ 3.000. Estamos tentando vaga via SUS.”

Mauá tem 119 pessoas infectadas. Em 2014, o município tinha 23 transmissões autóctones até abril.

Procurada, a Prefeitura informou que, até ontem, a Vigilância Sanitária não foi notificada sobre dengue hemorrágica na cidade, mas o caso da paciente seria apurado. Já na Santa Casa, não foi localizado ninguém para comentar.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Diadema registra a 1ª morte por dengue

Segundo o Ministério da Saúde, este é o terceiro óbito pela doença em oito anos na região

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

25/04/2015 | 07:00


A Prefeitura de Diadema confirmou ontem a primeira morte por dengue na cidade neste ano. Segundo o Executivo, trata-se de uma mulher jovem, moradora do município, que recebeu atendimento em São Bernardo, onde foi diagnosticada a doença. Não foram informadas, porém, a data nem a identidade da vítima, questionamentos feitos pela equipe do Diário.

Segundo o Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, este é o terceiro óbito pela doença registrado no Grande ABC em oito anos. Entre 2007 e 2012, duas pessoas morreram de dengue na região: uma em Diadema e uma em Santo André.

Diadema, inclusive, é o município que teve a maior quantidade de registros autóctones em março entre as sete cidades. A alta foi de 620,6% – passou de 58 para 418 doentes. Em 2014, 167 pessoas tiveram a patologia.

Os números preocupam o Grande ABC. Dados das prefeituras apontam que os casos quadruplicaram em um mês. Foram registradas 252 pessoas infectadas pelo mosquito Aedes aegypti até o dia 12 de março, que saltaram para 1.235 até o dia 15 de abril. O total de doentes é 107,2% maior que no mesmo período de 2014, quando houve 596 infecções confirmadas.

Um dos casos é o da mãe da analista de desenvolvimento Klicya Nacena da Silva, 29 anos. Maria Cristina Nacena da Silva, 53, passou mal no sábado, quando procurou a UPA Jardim Zaíra. “Eles deram soro e falaram para ela voltar para casa. Só na terça-feira pediram exames e diagnosticaram dengue hemorrágica.”

Conforme a filha, a UPA informou que não havia leito para transferi-la ao Hospital Nardini. A senhora aguardava sentada em uma cadeira quando a família resolveu levá-la para a Santa Casa de Mauá. “O médico ficou assustado e mandou interná-la na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) imediatamente. Não sei o que fazer, porque não temos dinheiro. A diária custa R$ 3.000. Estamos tentando vaga via SUS.”

Mauá tem 119 pessoas infectadas. Em 2014, o município tinha 23 transmissões autóctones até abril.

Procurada, a Prefeitura informou que, até ontem, a Vigilância Sanitária não foi notificada sobre dengue hemorrágica na cidade, mas o caso da paciente seria apurado. Já na Santa Casa, não foi localizado ninguém para comentar.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;