Política Titulo Reunião
Lauro Michels cobra
investimentos de Alckmin

O prefeito eleito de Diadema se reúne em janeiro com
o governador para discutir sobre Saned e Transporte

Rapahael Rocha
do Diário do Grande ABC
25/12/2012 | 07:00
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O prefeito eleito de Diadema, Lauro Michels (PV), acertou reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para janeiro com o objetivo de discutir investimentos estaduais para a cidade, principalmente nos dois primeiros anos de sua gestão, que se iniciará no dia 1º.

Michels esteve no gabinete de Alckmin na terça-feira, mas a pauta foi o pedido de execução de dívida feito pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo). A estatal cobrou judicialmente R$ 432,8 milhões pelo rompimento do contrato com o município em 1996 para a criação da Saned (Companhia de Saneamento de Diadema), a despeito do andamento do acordo para implementação da Caed (Companhia de Água e Esgoto de Diadema). A solicitação está impedida por efeito suspensivo conquistado pela Prefeitura.

Durante a eleição, o verde prometeu a instalação de um AME (Ambulatório Médico de Especialidades) e uma unidade da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, para tratamento de pessoas com deficiência física. A abertura de uma Fábrica de Cultura, pedido do deputado estadual Orlando Morando (PSDB - São Bernardo), também pode entrar na lista de desejos do próximo chefe do Executivo diademense. Todos os projetos relacionados dependem de verba estadual.

Prioridades - A reunião entre Lauro Michels e Geraldo Alckmin vai envolver, além da possível venda da Saned para a Sabesp, a revisão da cobrança da integração nos terminais Diadema e Piraporinha da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos).

A possibilidade de negociação integral da Saned aumentou depois que Michels liderou manobra na Câmara, na quinta-feira, para adiar a votação do projeto de alterações contratuais para instalação da Caed. O prefeito Mário Reali (PT) utilizaria o aval dado aos vereadores como trunfo para fazer a Sabesp recuar da cobrança da dívida. Comenta-se que a venda da Saned, além de amortizar todo o passivo de R$ 685 milhões, garantiria dinheiro em caixa para o verde investir em seu primeiro ano à frente do Parque do Paço.

Já o fim da integração gratuita do sistema de transporte será mais difícil de dialogar. A EMTU informou que a partir do ano que vem vai cobrar tarifa cheia dos usuários, alegando que a Prefeitura não acordou a tempo a proposta de subsídio de metade do bilhete. Na campanha eleitoral, Michels prometeu bancar o valor adicional no transporte coletivo.




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