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Letícia Spiller aposta no humor


Márcio Maio
Da TV Press

13/04/2008 | 07:01


O papel de Letícia Spiller em ‘Duas Caras’ seria o de uma mulher sem escrúpulos e disposta a fazer de tudo para se dar bem na vida. Mas para não correr o risco de se repetir e tornar Maria Eva parecida com a interesseira Viviane, que interpretou em sua última novela, ‘Senhora do Destino’, decidiu tentar um caminho diferente e investir no humor.

“Sempre me dei bem em papéis que carreguei no humor na TV. Meu primeiro sucesso foi com um”, lembra ela, que se destacou na pele da espevitada Babalu em ‘Quatro por Quatro’, exibida em 1994 pela Globo.

Aos 34 anos, Letícia se orgulha da carreira que construiu na TV depois que estreou como paquita no ‘Xou da Xuxa’, em 1988. Quando começaram suas tentativas de se estabilizar como atriz, a carioca cansou de receber respostas negativas para papéis em peças que considerava sérias.

Confira trechos da entrevista:

Quando a Eva foi escrita, a idéia era mostrar uma personagem interesseira e mau-caráter. Mas a situação se inverteu. O que aconteceu?

LETÍCIA SPILLER – A sinopse não induzia esse toque de humor. Mas na época conversei com o Aguinaldo e disse que gostaria de fazer algo diferente da Viviane, que interpretei em ‘Senhora do Destino’. O perfil das duas era muito próximo. É claro que é ele quem decide, mas o próprio autor me avisou que já tinha pensado em outro rumo para a Eva. E fui descobrindo esse caminho conforme recebia os capítulos. Só tento dosar o humor para não ficar exagerado.

Você enxerga exagero nas cenas da Eva?

LETÍCIA – A Eva foi se transformando em uma personagem que é fiel, leve, engraçada e que demonstra verdadeira loucura pela família. Não vejo problemas nesse tipo de exagero, porque funciona na hora de fazer rir. Pelo menos é isso que vejo nas manifestações do público.

Como são essas manifestações?

LETÍCIA – As pessoas sempre brincam muito com o lado chique e fogoso dela. Hoje mesmo estacionei meu carro e um guardador de rua ficou me zoando. Mas uma coisa que me surpreende muito é a identificação de várias mulheres com a personagem e o carinho das crianças. Acho que a Eva se tornou também uma mãe que elas gostariam de ter.

Algumas ex-paquitas tiveram dificuldades para se firmarem na carreira de atriz. Como você lidou com esse rótulo?

LETÍCIA – É claro que as pessoas que se informam ou que viveram aquela época sabem que fui paquita, sempre vão saber, mas não vejo o menor problema nisso. Sofri preconceitos no início. E muito. Consegui uma ponta, elenco de apoio mesmo, na novela ‘Despedida de Solteiro’. Foi ótimo, mas vários profissionais me tratavam como a ajudante da Xuxa e só. Era difícil tentar um papel em algum espetáculo sério de teatro. As pessoas me enxergavam como a bonitinha que queria sucesso. Não sabiam tudo que eu já tinha feito.

O que você já tinha feito até ali?

LETÍCIA – Comecei a estudar teatro na escola. Mas não era só brincadeirinha, fui aluna do Colégio Sacre-Coeur de Marie, em Copacabana, no Rio, e lá eles valorizam muito as atividades culturais. A gente usava o auditório para fazer teatro como atividade para artes e português. Gostei tanto que aos 12 anos me inscrevi em um curso. Fui aluna do Roberto Bomtempo. Fiquei estudando com o grupo durante um período longo e, aos 14, me tornei paquita. Aí me matriculei no curso Tablado e fui conciliando a escola, o ‘Xou da Xuxa’ e as aulas de teatro. Saí do programa em 1991, mas só em 1994 consegui uma oportunidade boa na TV. Desde então, sou contratada da Globo.

Você recusou interpretar a Jade em ‘O Clone’ e a Mariana em ‘Coração de Estudante’ e recebeu uma suspensão. Isso prejudicou sua relação com autores e diretores da emissora?

LETÍCIA – Na época houve muita repercussão em cima dessa história. É claro que ninguém gosta de dizer ‘não’ para a empresa que paga o seu salário, mas eu não podia fazer mesmo. O mais engraçado é que outras atrizes recusaram também. No caso de ‘O Clone’, eu não era o primeiro nome da lista, era o da Ana Paula Arósio. O problema é que eu tinha acabado de raspar a cabeça e liberaram na mesma época o patrocínio para a peça ‘O Falcão e o Imperador’. Foi difícil para algumas pessoas entenderem que isso era fundamental para o meu crescimento.

Antes de ser escalada para ‘Amazônia – De Galvez a Chico Mendes’, você demonstrou seu interesse na minissérie para a autora Glória Perez. Você não se importa em pedir trabalho?

LETÍCIA –Sou contratada da Globo desde a época de Babalu, quero mais é ser aproveitada em bons papéis. Até uma determinada época da minha vida, eu ia para onde a vida me levava. Agora acho que já tenho a capacidade de correr atrás daquilo que eu tenho vontade de fazer. Me esforço para trabalhar no que eu quero e com quem eu gosto. Já tenho uma parceria excelente com o Aguinaldo Silva, por exemplo. Se puder, quero estar na novela da Glória Perez e criar esse laço profissional com ela também. E tem outras várias pessoas com quem me identifico, como o Gilberto Braga, o Manoel Carlos e o Dennis Carvalho. Quero encontrar essas pessoas e dizer que sinto vontade de trabalhar com elas.


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Letícia Spiller aposta no humor

Márcio Maio
Da TV Press

13/04/2008 | 07:01


O papel de Letícia Spiller em ‘Duas Caras’ seria o de uma mulher sem escrúpulos e disposta a fazer de tudo para se dar bem na vida. Mas para não correr o risco de se repetir e tornar Maria Eva parecida com a interesseira Viviane, que interpretou em sua última novela, ‘Senhora do Destino’, decidiu tentar um caminho diferente e investir no humor.

“Sempre me dei bem em papéis que carreguei no humor na TV. Meu primeiro sucesso foi com um”, lembra ela, que se destacou na pele da espevitada Babalu em ‘Quatro por Quatro’, exibida em 1994 pela Globo.

Aos 34 anos, Letícia se orgulha da carreira que construiu na TV depois que estreou como paquita no ‘Xou da Xuxa’, em 1988. Quando começaram suas tentativas de se estabilizar como atriz, a carioca cansou de receber respostas negativas para papéis em peças que considerava sérias.

Confira trechos da entrevista:

Quando a Eva foi escrita, a idéia era mostrar uma personagem interesseira e mau-caráter. Mas a situação se inverteu. O que aconteceu?

LETÍCIA SPILLER – A sinopse não induzia esse toque de humor. Mas na época conversei com o Aguinaldo e disse que gostaria de fazer algo diferente da Viviane, que interpretei em ‘Senhora do Destino’. O perfil das duas era muito próximo. É claro que é ele quem decide, mas o próprio autor me avisou que já tinha pensado em outro rumo para a Eva. E fui descobrindo esse caminho conforme recebia os capítulos. Só tento dosar o humor para não ficar exagerado.

Você enxerga exagero nas cenas da Eva?

LETÍCIA – A Eva foi se transformando em uma personagem que é fiel, leve, engraçada e que demonstra verdadeira loucura pela família. Não vejo problemas nesse tipo de exagero, porque funciona na hora de fazer rir. Pelo menos é isso que vejo nas manifestações do público.

Como são essas manifestações?

LETÍCIA – As pessoas sempre brincam muito com o lado chique e fogoso dela. Hoje mesmo estacionei meu carro e um guardador de rua ficou me zoando. Mas uma coisa que me surpreende muito é a identificação de várias mulheres com a personagem e o carinho das crianças. Acho que a Eva se tornou também uma mãe que elas gostariam de ter.

Algumas ex-paquitas tiveram dificuldades para se firmarem na carreira de atriz. Como você lidou com esse rótulo?

LETÍCIA – É claro que as pessoas que se informam ou que viveram aquela época sabem que fui paquita, sempre vão saber, mas não vejo o menor problema nisso. Sofri preconceitos no início. E muito. Consegui uma ponta, elenco de apoio mesmo, na novela ‘Despedida de Solteiro’. Foi ótimo, mas vários profissionais me tratavam como a ajudante da Xuxa e só. Era difícil tentar um papel em algum espetáculo sério de teatro. As pessoas me enxergavam como a bonitinha que queria sucesso. Não sabiam tudo que eu já tinha feito.

O que você já tinha feito até ali?

LETÍCIA – Comecei a estudar teatro na escola. Mas não era só brincadeirinha, fui aluna do Colégio Sacre-Coeur de Marie, em Copacabana, no Rio, e lá eles valorizam muito as atividades culturais. A gente usava o auditório para fazer teatro como atividade para artes e português. Gostei tanto que aos 12 anos me inscrevi em um curso. Fui aluna do Roberto Bomtempo. Fiquei estudando com o grupo durante um período longo e, aos 14, me tornei paquita. Aí me matriculei no curso Tablado e fui conciliando a escola, o ‘Xou da Xuxa’ e as aulas de teatro. Saí do programa em 1991, mas só em 1994 consegui uma oportunidade boa na TV. Desde então, sou contratada da Globo.

Você recusou interpretar a Jade em ‘O Clone’ e a Mariana em ‘Coração de Estudante’ e recebeu uma suspensão. Isso prejudicou sua relação com autores e diretores da emissora?

LETÍCIA – Na época houve muita repercussão em cima dessa história. É claro que ninguém gosta de dizer ‘não’ para a empresa que paga o seu salário, mas eu não podia fazer mesmo. O mais engraçado é que outras atrizes recusaram também. No caso de ‘O Clone’, eu não era o primeiro nome da lista, era o da Ana Paula Arósio. O problema é que eu tinha acabado de raspar a cabeça e liberaram na mesma época o patrocínio para a peça ‘O Falcão e o Imperador’. Foi difícil para algumas pessoas entenderem que isso era fundamental para o meu crescimento.

Antes de ser escalada para ‘Amazônia – De Galvez a Chico Mendes’, você demonstrou seu interesse na minissérie para a autora Glória Perez. Você não se importa em pedir trabalho?

LETÍCIA –Sou contratada da Globo desde a época de Babalu, quero mais é ser aproveitada em bons papéis. Até uma determinada época da minha vida, eu ia para onde a vida me levava. Agora acho que já tenho a capacidade de correr atrás daquilo que eu tenho vontade de fazer. Me esforço para trabalhar no que eu quero e com quem eu gosto. Já tenho uma parceria excelente com o Aguinaldo Silva, por exemplo. Se puder, quero estar na novela da Glória Perez e criar esse laço profissional com ela também. E tem outras várias pessoas com quem me identifico, como o Gilberto Braga, o Manoel Carlos e o Dennis Carvalho. Quero encontrar essas pessoas e dizer que sinto vontade de trabalhar com elas.

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