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Crianças de Mauá vivem sonho em Interlagos


Raphael Ramos
Do Diário do Grande ABC

24/09/2005 | 08:22


O barulho tinindo nos ouvidos não tem importância alguma se comparado com a emoção de acompanhar de perto um treino de Fórmula 1. Pelo menos para 500 crianças que tiveram sexta-feira a oportunidade de pela primeira vez pisar em Interlagos, a sensação é única. É como se o mundo ao redor não existisse. Tudo estava resumido a carros que, literalmente, voam baixo e assim conquistam a cada dia milhares de fãs. E sexta-feira, foram pelo menos mais 90 de Mauá.

São crianças que moram na região do Pólo Petroquímico de Capuava e foram levadas pela Petrobrás, fornecedora de combustível da Williams para Interlagos. Sentadas nas arquibancadas da reta dos boxes, puderam sentir, de fato, o que é o mundo da Fórmula 1. "Isso aqui é ótimo. É barulhento, mas é muito bom", disse Eliezer Campos Júnior, de 9 anos, fã de Michael Schumacher.

Nem mesmo a altíssima velocidade com que os carros passavam – muitas vezes não era possível identificar a escuderia – fez com que Júnior desgrudasse os olhos da pista por um único instante. "Fico olhando desde lá de baixo (entrada da reta) e depois acompanho até o final. É muito rápido, mas dá para ver", afirmou.

Antes, Júnior havia visto carros de Fórmula 1 apenas pela televisão. Mesmo assim, eram só alguns relances quando passava pela sala e o pai estava assistindo a alguma corrida ou treino. Mas depois de sexta-feira, ele já demonstra um interesse muito maior pelo automobilismo. "Quero ser piloto quando crescer".

Seu amigo Denis Machado, de 11 anos, também ficou impressionado com o que viu e, principalmente, ouviu em Interlagos. Quando os primeiros motores começam a roncar, por volta das 11h, ele ainda estava do lado de fora do autódromo e foi então que começou a gritar. Os berros tinham uma justificativa simples: não havia conseguido dormir direto na noite anterior tamanha era ansiedade por aquele momento. "É um sonho que estou realizando. Via pela televisão e só ficava me imaginado um dia aqui. Agora para ficar completo, o (Fernando) Alonso tem de ser o campeão", disse.

A torcida pelo espanhol, que precisa apenas de um terceiro lugar na prova de domingo para sagra-se aos 24 anos o mais novo campeão da história da Fórmula 1, cresce pela descrença no brasileiro Rubens Barrichello, que esta temporada não conseguiu vencer nenhum GP. "Ele é muito fraco, não consegue ganhar nada. Bom é o Alonso", afirmou.



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Crianças de Mauá vivem sonho em Interlagos

Raphael Ramos
Do Diário do Grande ABC

24/09/2005 | 08:22


O barulho tinindo nos ouvidos não tem importância alguma se comparado com a emoção de acompanhar de perto um treino de Fórmula 1. Pelo menos para 500 crianças que tiveram sexta-feira a oportunidade de pela primeira vez pisar em Interlagos, a sensação é única. É como se o mundo ao redor não existisse. Tudo estava resumido a carros que, literalmente, voam baixo e assim conquistam a cada dia milhares de fãs. E sexta-feira, foram pelo menos mais 90 de Mauá.

São crianças que moram na região do Pólo Petroquímico de Capuava e foram levadas pela Petrobrás, fornecedora de combustível da Williams para Interlagos. Sentadas nas arquibancadas da reta dos boxes, puderam sentir, de fato, o que é o mundo da Fórmula 1. "Isso aqui é ótimo. É barulhento, mas é muito bom", disse Eliezer Campos Júnior, de 9 anos, fã de Michael Schumacher.

Nem mesmo a altíssima velocidade com que os carros passavam – muitas vezes não era possível identificar a escuderia – fez com que Júnior desgrudasse os olhos da pista por um único instante. "Fico olhando desde lá de baixo (entrada da reta) e depois acompanho até o final. É muito rápido, mas dá para ver", afirmou.

Antes, Júnior havia visto carros de Fórmula 1 apenas pela televisão. Mesmo assim, eram só alguns relances quando passava pela sala e o pai estava assistindo a alguma corrida ou treino. Mas depois de sexta-feira, ele já demonstra um interesse muito maior pelo automobilismo. "Quero ser piloto quando crescer".

Seu amigo Denis Machado, de 11 anos, também ficou impressionado com o que viu e, principalmente, ouviu em Interlagos. Quando os primeiros motores começam a roncar, por volta das 11h, ele ainda estava do lado de fora do autódromo e foi então que começou a gritar. Os berros tinham uma justificativa simples: não havia conseguido dormir direto na noite anterior tamanha era ansiedade por aquele momento. "É um sonho que estou realizando. Via pela televisão e só ficava me imaginado um dia aqui. Agora para ficar completo, o (Fernando) Alonso tem de ser o campeão", disse.

A torcida pelo espanhol, que precisa apenas de um terceiro lugar na prova de domingo para sagra-se aos 24 anos o mais novo campeão da história da Fórmula 1, cresce pela descrença no brasileiro Rubens Barrichello, que esta temporada não conseguiu vencer nenhum GP. "Ele é muito fraco, não consegue ganhar nada. Bom é o Alonso", afirmou.

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