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Faltam água e luz em escola recém-inaugurada


Illenia Negrin
Do Diário do Grande ABC

01/03/2005 | 13:59


Inaugurada há 15 dias, a Emeief (Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental) Cata Preta, em Santo André, já coleciona uma lista de reclamações de pais e alunos. A unidade, localizada no complexo do Cesa (Centro Educacional de Santo André), é a mais nova do município e abriu as portas com falhas no abastecimento de água e de luz. Segunda-feira, a carga horária das crianças em sala de aula, que é de quatro horas por período, foi reduzida pela metade e deve permanecer assim até o fim da semana. Além de voltar para casa mais cedo, as crian-ças, segundo os pais, estão chegando com sede e com fome porque a merenda foi reduzida um modesto lanche.

Um vazamento transformou o reservatório de água vertical em cachoeira do lado externo da escola. Além disso, impede que os alunos realizem ações corriqueiras, como escovar os dentes, lavar as mãos depois de comer e até beber água. “Meu filho vem com sede, com os dentes sujos. Assim fica difícil”, conta a dona de casa Claudia Aragão. A mãe Vanessa Francisca da Silva afirma que a filha Amanda, 6 anos, chega reclamando de fome. “Ela fala que na escola só tem pão e bolacha.”

O catador Paulo César da Silva, pai de Ariane, 9 anos, e Alana, 8, fala do transtorno causado por conta do horário que as filhas são dispensadas: às 10h, em vez de às 12h. “Não posso parar de trabalhar no meio da manhã, caso contrário, perco clientes”, diz. Segunda-feira, assim como outros alunos, as filhas o esperaram até o meio-dia.

A diretora da Emeief Cata Preta, Sueli Pessoti, admitiu os problemas da unidade e reconheceu que a falta parcial de água foi identificada no primeiro dia de aula, 14 de fevereiro. “Percebemos que a água não estava chegando e, quando vinha, não era suficiente para fazermos tudo o que precisávamos. Quando sai água da torneira, não demora muito para acabar. O jeito é encher os baldes para limpar os banheiros e garantir um pouco para beber”, explica.

As crianças, segundo a diretora, não estão reclamando. “Claro que é inconveniente. Mas, para mim, ainda não vieram se queixar.” A nova Emeief é uma das partes do Cesa Cata Preta, complexo que reúne a escola, ampla área de lazer e Centro Comunitário, e que deverá ser concluído em abril. A unidade é freqüentada diariamente por 1,2 mil alunos, a maioria crianças de 6 a 10 anos, além de jovens e adultos que à noite passam pela alfabetização.

A empresa que executou a obra, a Construtora Ubiratan Ltda, se comprometeu a resolver o problema na caixa d’água nos próximos dias. O engenheiro Antonio Nobre Correia, um dos proprietários da Ubiratan, afirma que a empresa terceirizada contratada para instalar o reservatório é “insistentemente” cobrada para solucionar a questão. “Até o fim desta semana, no máximo, o vazamento será contido e as aulas poderão voltar ao horário normal.”

A Emeief também não conta com energia elétrica, segundo pais e funcionários. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Santo André nega a falta de luz, apesar de dizer que o abastecimento é improvisado. A Eletropaulo teria pedido algumas modificações no prédio da escola para regularizar o fornecimento. A assessoria garante que o pedido foi atendido e que, nesta semana, o prédio não precisará mais dividir a energia elétrica com a creche, que fica ao lado.


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