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Nossas casas-padrão, simples, fortes, gostosas...

Luiz Carlos Sperandio, jornalista. Trabalhou aqui no Diário


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

21/02/2010 | 00:00


Luiz Carlos Sperandio, jornalista. Trabalhou aqui no Diário. Com maestria, ajudou a popularizar o voleibol brasileiro. Está na área até hoje. Mas o que queremos é abrigar o lado Memória que Sperandio carrega, defende e com o qual se emociona.

Outro dia, na casa da mãe, Dona Cezarina (ou Cezzira, em italiano), descobriu uma foto da sua antiga casa. Foi o que bastou para que a memória aflorasse e mais descobertas acontecessem.

Do tempo do raspa-pé
Pesquisa e texto: Luiz Carlos Sperandio

Quando Memória fizer uma matéria sobre as casas-padrão dos fins da década de 1930, aqui no Grande ABC, inclua esta. É a casa que meu pai, Angelim Sperandio (falecido em 1986), construiu naquela época. Ali eu nasci em 1952.

O detalhe é que esse era o padrão das casas construídas nos finais de 1930 e início dos anos 1940. Há ainda muitas no estilo original por aqui: um pequeno terraço na frente, ao lado do quarto dos pais; depois vinha outro quarto e a cozinha. Sem esgotos ou água encanada, a gente vivia de um poço, encavado dentro da cozinha. E o banheiro era uma privada lá fora, sobre uma fossa.

Tudo isso na Rua Belém, Vila Assunção, em Santo André, que só recebeu pavimentação de paralelepípedos em 1957, por ocasião da construção do Jardim Tamoio. Até então, os caminhões de gás e de material de construção subiam a rua com correntes nos pneus, para não encalhar no barro.

Lembro-me que, às sextas-feiras, vinha um caminhão de bebidas, que parava em frente à nossa casa, para vender tubaína, guaraná Antárctica (que meu pai furava a tampinha com um prego para eu mamar), a extinta caçulinha, e a pinga Morrão, cerveja, entre outros líquidos. Vinha também um caminhão amarelo, que vendia doces, pães e bolos.

Naquela época meu pai criava cabritas, patos, coelhos e galinhas no quintal. Fui criado com ovos de pata e leite de cabra.

O muro ainda é o mesmo. Mas defronte ao centro dele, na calçada ainda de terra, havia aquele tipo de raspa-pé para tirar o barro dos sapatos. Que belos tempos! Era assim...

NEWS SELLER

Domingo, 21 de fevereiro de 1960

Manchete - Novas denúncias do vereador Glauco Perrella, de São Caetano: irregularidades no Ginásio Coronel Bonifácio de Carvalho

ACISA - Walter Serena reeleito presidente da Associação Comercial e Industrial de Santo André.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Quinta-feira, 21 de fevereiro de 1980

Manchete - Chuvas de 12 horas trazem pânico e provocam desabamentos e mortes no Grande ABC

Carnaval - "C'est fini. Carnaval chega ao fim. Tive a impressão que foi um dos melhores dos últimos anos nos salões do Grande ABC" (Chiquinho Palmério em sua Coluna S).

SANTOS DO DIA

Fortunato, Eleonora, Natal Pinot (sacerdote francês nascido em 1747), Pedro Damião (doutor da igreja falecido na Itália em 1072) e Sérvulo. Na estampa, São Félix, bispo.

Crédito da estampa: acervo Vangelista Bazani e João de Deus Martinez.

EM 21 DE FEVEREIRO DE...

1970 - Paróquia Nossa Senhora do Paraíso, em Santo André, promove quermesse para poder concluir as obras da sua igreja.

FALECIMENTOS

GILDO MARÇAL BEZERRA BRANDÃO
(Mata Grande, AL, 17-2-1949 - São Sebastião, SP, 15-2-2010)

Durante pouco mais de um ano, entre abril de 1982 e maio de 1983, o jornalista e professor Gildo Brandão foi secretário de Redação do Diário. Foi um período curto, mas Gildo, graduado em filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco em 1971, conseguiu transmitir ao grupo uma visão mais crítica e moderna do jornalismo. O interpretativo, sem cair para o opinativo, passou a ganhar do mero jornalismo informativo do cotidiano da imprensa. Ganharam todos: nós, os jornalistas, e os leitores.

Depois Gildo Brandão tocou sua vida acadêmica sem deixar o jornalismo. Tornou-se doutor na USP, em 1992, e livre docente em 2004. Transformou-se em cientista político de renome nacional e legou ao pensamento brasileiro novo viés e nova interpretação. É autor, entre outros, do livro Linhagens do Pensamento Político Brasileiro.

Era filho de José Brandão Vieira e Eva Bezerra Brandão. Sua ficha funcional guardada pelo Diário registra o casamento de Gildo com Joana de Lima Brandão e o nome da filha Maria de Fátima. Nos anos 1990 voltou a colaborar com o Diário, com comentários semanais. Partiu aos 60 anos, quando coordenava um projeto de pesquisa sobre o pensamento político brasileiro.



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