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Criança fica sem escola em S.Bernardo


Gabriel Batista
Do Diário do Grande ABC

11/02/2006 | 08:09


A maior preocupação de Elaine Cristina Barbosa, 24 anos, moradora de São Bernardo, é algo que não deveria tomar seu tempo. Ela afirma que desde novembro tenta matricular a filha Giselle Mayumi Barbosa, que faz 7 anos em maio, na rede municipal de ensino, sem êxito. De acordo com Elaine, sua filha está na lista de espera de quatro escolas para iniciar a 1ªsérie e ser alfabetizada. Com uma renda mensal de R$ 400, mais a ajuda de outros R$ 400 do ex-marido, ela tem levado as duas filhas para o trabalho – a mais nova tem 4 anos, porque não tem onde deixá-las.

"Fui à Secretaria de Educação de São Bernardo e pediram para eu ter paciência. Mas não tenho de ter paciência, ela tem de estudar. A 1ªsérie é muito importante", ressaltou Elaine, que vive na Vila Mussolini. Questionada sexta-feira pela reportagem, a Prefeitura de São Bernardo afirmou que "vai averiguar o caso e enviará resposta na segunda-feira". Elaine conta que sua peregrinação em busca de escola para a filha começou na Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Kazue Fuzinaka, no Rudge Ramos. "Pediram para eu levar documentos da Giselle em janeiro. Levei em janeiro e pediram para eu voltar depois. Na semana passada, falaram que havia 25 crianças na frente. Agora, falam que tem 13", afirmou Elaine.

Preocupada com a possibilidade de a filha perder o ano letivo, Elaine conta que pôs o nome de Giselle na lista de espera de outras três escolas: Emeb Mário de Andrade, Emeb Viriato Correia e Emeb Profº Otílio de Oliveira, todas na região do Rudge Ramos. Até hoje, não conseguiu uma vaga. As quatro escolas procuradas por Elaine ficam próximas de sua casa. Ela diz que na primeira – Kazue Fuzinaka – pode levar a filha a pé. Nas outras três, teria de pagar uma condução ou levar Giselle de ônibus.

"Não tenho um mês de serviço e já faltei três dias para tentar matricular minha filha. Tenho a sorte de meu patrão ser compreensivo", disse Elaine Barbosa, que trabalha co-mo atendente em uma oficina de funilaria, também na Vila Mussolini.

Além do problema de não conseguir vaga, Elaine afirma que a rede municipal de ensino prioriza crianças de bairros nobres nas escolas do Rudge Ramos. "São crianças que vêm de outros pontos da cidade, por meio de condução fretada, para estudar aqui na Vila Mussolini e arredores", disse. Todas as afirmações feitas por Elaine foram repassadas sexta-feira pela reportagem à Prefeitura, que emitiu nota informando que se pronunciará na segunda-feira.

Municipalização – O ensino público de 1ªa 4ª série, antes oferecido exclusivamente pelo governo do Estado, foi totalmente municipalizado em São Bernardo em 2004. Para amparar tal medida, a Prefeitura se prontificou a assumir totalmente a educação de crianças de 1ª a 4ª série no município. Atualmente, a Prefeitura de São Bernardo também quer municipalizar todo o ensino público de 5ª a 8ª série.



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Criança fica sem escola em S.Bernardo

Gabriel Batista
Do Diário do Grande ABC

11/02/2006 | 08:09


A maior preocupação de Elaine Cristina Barbosa, 24 anos, moradora de São Bernardo, é algo que não deveria tomar seu tempo. Ela afirma que desde novembro tenta matricular a filha Giselle Mayumi Barbosa, que faz 7 anos em maio, na rede municipal de ensino, sem êxito. De acordo com Elaine, sua filha está na lista de espera de quatro escolas para iniciar a 1ªsérie e ser alfabetizada. Com uma renda mensal de R$ 400, mais a ajuda de outros R$ 400 do ex-marido, ela tem levado as duas filhas para o trabalho – a mais nova tem 4 anos, porque não tem onde deixá-las.

"Fui à Secretaria de Educação de São Bernardo e pediram para eu ter paciência. Mas não tenho de ter paciência, ela tem de estudar. A 1ªsérie é muito importante", ressaltou Elaine, que vive na Vila Mussolini. Questionada sexta-feira pela reportagem, a Prefeitura de São Bernardo afirmou que "vai averiguar o caso e enviará resposta na segunda-feira". Elaine conta que sua peregrinação em busca de escola para a filha começou na Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Kazue Fuzinaka, no Rudge Ramos. "Pediram para eu levar documentos da Giselle em janeiro. Levei em janeiro e pediram para eu voltar depois. Na semana passada, falaram que havia 25 crianças na frente. Agora, falam que tem 13", afirmou Elaine.

Preocupada com a possibilidade de a filha perder o ano letivo, Elaine conta que pôs o nome de Giselle na lista de espera de outras três escolas: Emeb Mário de Andrade, Emeb Viriato Correia e Emeb Profº Otílio de Oliveira, todas na região do Rudge Ramos. Até hoje, não conseguiu uma vaga. As quatro escolas procuradas por Elaine ficam próximas de sua casa. Ela diz que na primeira – Kazue Fuzinaka – pode levar a filha a pé. Nas outras três, teria de pagar uma condução ou levar Giselle de ônibus.

"Não tenho um mês de serviço e já faltei três dias para tentar matricular minha filha. Tenho a sorte de meu patrão ser compreensivo", disse Elaine Barbosa, que trabalha co-mo atendente em uma oficina de funilaria, também na Vila Mussolini.

Além do problema de não conseguir vaga, Elaine afirma que a rede municipal de ensino prioriza crianças de bairros nobres nas escolas do Rudge Ramos. "São crianças que vêm de outros pontos da cidade, por meio de condução fretada, para estudar aqui na Vila Mussolini e arredores", disse. Todas as afirmações feitas por Elaine foram repassadas sexta-feira pela reportagem à Prefeitura, que emitiu nota informando que se pronunciará na segunda-feira.

Municipalização – O ensino público de 1ªa 4ª série, antes oferecido exclusivamente pelo governo do Estado, foi totalmente municipalizado em São Bernardo em 2004. Para amparar tal medida, a Prefeitura se prontificou a assumir totalmente a educação de crianças de 1ª a 4ª série no município. Atualmente, a Prefeitura de São Bernardo também quer municipalizar todo o ensino público de 5ª a 8ª série.

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