Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 2 de Junho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Indústria reforça atenções com o Reach


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

08/08/2008 | 07:00


As indústrias brasileiras que exportam para a Europa têm de redobrar as atenções com o Reach - sigla para um novo sistema europeu de regulação, avaliação e autorização de produtos químicos.

O sistema estabelece a exigência de registro de substâncias contidas em produtos importados pelos países do velho continente. Desde junho último até 1º dezembro deste ano, as empresas fabricantes estão obrigadas a fazer um pré-registro na agência reguladora da Europa e, a partir do ano que vem, a exigência aumenta, com a necessidade do registro e análise dos itens.

A preocupação se deve ao fato de que os exportadores de lubrificantes, aditivos, conservantes, corantes etc (ou produtos que contenham esses itens) terão custos adicionais nas vendas a esse mercado. Podem ainda ter dificuldade de efetivar encomendas se não se adaptarem às regras.

Atualmente são cerca de US$ 2 bilhões exportados por aproximadamente 500 empresas químicas nacionais para lá. Segundo o presidente do Sinproquim (Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos do Estado de São Paulo), Nelson Pereira do Reis, as empresas do segmento têm de ficar atentas e fazer o pré-registro (com informações básicas), que não tem custo mas precisa ser feito por representante sediado em um país europeu - o que por si só já representa despesas.

A partir do ano que vem, após essa fase inicial, as empresas terão de se cadastrar e, para isso, fazer testes de riscos à saúde e ao meio-ambiente (por exemplo, carcinogênicos, mutagênicos e outros). Os valores para cadastro vão variar de acordo com o volume exportado. Entre uma e dez toneladas exportadas, sairá por 640 euros (por substância e por empresa) mais o custo do teste (de 60 mil euros até 1 milhão de euros, também de acordo com a quantidade).

No Grande ABC, a Quattor, que produz e exporta resinas plásticas (cuja matéria-prima precisará ser registrada), já iniciou o cadastramento na Europa. "Temos interesse em continuar exportando e precisamos nos adequar", afirma Eduardo Sanches, gerente de qualidade da companhia.

Para a etapa posterior, o plano da Quattor é fazer o processo de análise dos produtos em consórcio com outras fabricantes. "O custo impactará nos resultados se fizermos sozinhos, a expectativa é diluir isso com empresas".



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Indústria reforça atenções com o Reach

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

08/08/2008 | 07:00


As indústrias brasileiras que exportam para a Europa têm de redobrar as atenções com o Reach - sigla para um novo sistema europeu de regulação, avaliação e autorização de produtos químicos.

O sistema estabelece a exigência de registro de substâncias contidas em produtos importados pelos países do velho continente. Desde junho último até 1º dezembro deste ano, as empresas fabricantes estão obrigadas a fazer um pré-registro na agência reguladora da Europa e, a partir do ano que vem, a exigência aumenta, com a necessidade do registro e análise dos itens.

A preocupação se deve ao fato de que os exportadores de lubrificantes, aditivos, conservantes, corantes etc (ou produtos que contenham esses itens) terão custos adicionais nas vendas a esse mercado. Podem ainda ter dificuldade de efetivar encomendas se não se adaptarem às regras.

Atualmente são cerca de US$ 2 bilhões exportados por aproximadamente 500 empresas químicas nacionais para lá. Segundo o presidente do Sinproquim (Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos do Estado de São Paulo), Nelson Pereira do Reis, as empresas do segmento têm de ficar atentas e fazer o pré-registro (com informações básicas), que não tem custo mas precisa ser feito por representante sediado em um país europeu - o que por si só já representa despesas.

A partir do ano que vem, após essa fase inicial, as empresas terão de se cadastrar e, para isso, fazer testes de riscos à saúde e ao meio-ambiente (por exemplo, carcinogênicos, mutagênicos e outros). Os valores para cadastro vão variar de acordo com o volume exportado. Entre uma e dez toneladas exportadas, sairá por 640 euros (por substância e por empresa) mais o custo do teste (de 60 mil euros até 1 milhão de euros, também de acordo com a quantidade).

No Grande ABC, a Quattor, que produz e exporta resinas plásticas (cuja matéria-prima precisará ser registrada), já iniciou o cadastramento na Europa. "Temos interesse em continuar exportando e precisamos nos adequar", afirma Eduardo Sanches, gerente de qualidade da companhia.

Para a etapa posterior, o plano da Quattor é fazer o processo de análise dos produtos em consórcio com outras fabricantes. "O custo impactará nos resultados se fizermos sozinhos, a expectativa é diluir isso com empresas".

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;