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Racha no PMDB ameaça o ‘plano B’



04/01/2003 | 16:38


A semana política será movimentada em Brasília, com muitas reuniões das cúpulas dos partidos de oposição ao governo petista. PFL, PMDB e PSDB retomam conversas sobre a formação de um bloco parlamentar na Câmara, e o candidato do PT a presidente da Casa, João Paulo Cunha (SP), reinicia articulações para garantir sua vitória.   

O PT e PMDB partilham o discurso do respeito às regras do Parlamento, pelas quais a indicação do presidente da Casa cabe à legenda majoritária – PMDB é majoritário no Senado e o PT, na Câmara. Nos bastidores, os dois partidos trabalham um plano B. E ambos têm a mesma saída: em caso de dificuldade, compor com o PFL e dar a presidência do Senado ao senador eleito Marco Maciel (PFL-PE).   

“Vou procurar todos os partidos nesta semana. Quero conversar com PFL, PSDB e PMDB para restabelecer o acordo da maior bancada”, diz João Paulo. Na semana passada, ele reafirmou ao líder do PMDB e candidato a presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), sua disposição de respeito à tradição. Como seu adversário pelo comando do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Renan foi à posse de Lula.   

“A bola está com o PT. Se quiserem jogo sério, terão. Se vierem com molecagem, esperem conseqüências”, diz o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA).   

A conversa em torno da criação de um bloco parlamentar com PSDB e PFL também está de pé. “Estou aguardando a chegada de Michel (Temer, presidente do PMDB) para conversarmos”, diz o presidente do PSDB, deputado José Aníbal (SP). Um dirigente do PMDB diz que o plano B tem de ser montado, até para fortalecer o plano A, de eleger Renan presidente do Senado.  

Racha – Mas o plano já está ameaçado: Sarney avisou neste sábado que Temer não será candidato à presidência da Câmara – e confirmou sua própria pretensão de presidir o Senado. “Temos compromisso de apoiar João Paulo e vamos honrá-lo”, disse ele, em encontro na sede do PMDB do Paraná, em Curitiba, do qual participaram o senador Maguito Vilella (GO), o ex-governador Orestes Quércia, o governador do Paraná, Roberto Requião, e o deputado Gustavo Fruet.   

Eles querem uma convenção extraordinária do PMDB no dia 25 para avaliar a situação. O encontro ratificou a divisão do partido, cuja cúpula não aceita o apoio incondicional ao governo de Lula. Requião defende o apoio ao presidente: “Não estamos interessados em cargos. Daremos apoio progressivo.”  

Cargos – Além dos sete postos da Mesa Diretora, estão em jogo 20 relatorias e presidências de comissões permanentes, inclusive a Comissão Mista de Orçamento. Diante disso, José Aníbal investe no bloco dizendo que o entendimento para uma ação conjunta dos três partidos que trabalharam juntos nos últimos oito anos não implica em uma composição para a Mesa Diretora da Câmara. “Podemos fazer um bloco parlamentar e compor a Mesa Diretora em torno do PT”, admite.



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Racha no PMDB ameaça o ‘plano B’


04/01/2003 | 16:38


A semana política será movimentada em Brasília, com muitas reuniões das cúpulas dos partidos de oposição ao governo petista. PFL, PMDB e PSDB retomam conversas sobre a formação de um bloco parlamentar na Câmara, e o candidato do PT a presidente da Casa, João Paulo Cunha (SP), reinicia articulações para garantir sua vitória.   

O PT e PMDB partilham o discurso do respeito às regras do Parlamento, pelas quais a indicação do presidente da Casa cabe à legenda majoritária – PMDB é majoritário no Senado e o PT, na Câmara. Nos bastidores, os dois partidos trabalham um plano B. E ambos têm a mesma saída: em caso de dificuldade, compor com o PFL e dar a presidência do Senado ao senador eleito Marco Maciel (PFL-PE).   

“Vou procurar todos os partidos nesta semana. Quero conversar com PFL, PSDB e PMDB para restabelecer o acordo da maior bancada”, diz João Paulo. Na semana passada, ele reafirmou ao líder do PMDB e candidato a presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), sua disposição de respeito à tradição. Como seu adversário pelo comando do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Renan foi à posse de Lula.   

“A bola está com o PT. Se quiserem jogo sério, terão. Se vierem com molecagem, esperem conseqüências”, diz o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA).   

A conversa em torno da criação de um bloco parlamentar com PSDB e PFL também está de pé. “Estou aguardando a chegada de Michel (Temer, presidente do PMDB) para conversarmos”, diz o presidente do PSDB, deputado José Aníbal (SP). Um dirigente do PMDB diz que o plano B tem de ser montado, até para fortalecer o plano A, de eleger Renan presidente do Senado.  

Racha – Mas o plano já está ameaçado: Sarney avisou neste sábado que Temer não será candidato à presidência da Câmara – e confirmou sua própria pretensão de presidir o Senado. “Temos compromisso de apoiar João Paulo e vamos honrá-lo”, disse ele, em encontro na sede do PMDB do Paraná, em Curitiba, do qual participaram o senador Maguito Vilella (GO), o ex-governador Orestes Quércia, o governador do Paraná, Roberto Requião, e o deputado Gustavo Fruet.   

Eles querem uma convenção extraordinária do PMDB no dia 25 para avaliar a situação. O encontro ratificou a divisão do partido, cuja cúpula não aceita o apoio incondicional ao governo de Lula. Requião defende o apoio ao presidente: “Não estamos interessados em cargos. Daremos apoio progressivo.”  

Cargos – Além dos sete postos da Mesa Diretora, estão em jogo 20 relatorias e presidências de comissões permanentes, inclusive a Comissão Mista de Orçamento. Diante disso, José Aníbal investe no bloco dizendo que o entendimento para uma ação conjunta dos três partidos que trabalharam juntos nos últimos oito anos não implica em uma composição para a Mesa Diretora da Câmara. “Podemos fazer um bloco parlamentar e compor a Mesa Diretora em torno do PT”, admite.

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