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Consulta demora um ano em Sto.André


Célia Maria Pernica
Do Diário do Grande ABC

17/04/2008 | 07:01


Moradores de Santo André que precisam de consultas com médicos neurologistas devem aguardar um ano na fila de espera por uma vaga nas Unidades Municipais de Saúde. A Prefeitura reconhece que faltam profissionais especializados e que irá solicitar o aumento de vagas para pacientes da cidade nos hospitais estaduais.

 Após a reclamação de um morador do Parque Novo Oratório para conseguir a vaga para seu filho de 3 anos, o Diário tentou agendar uma consulta e confirmou na Unidade de Saúde que só há vagas para daqui a um ano.

 Questionada sobre a urgência do atendimento, uma funcionária da unidade do Parque Novo Oratório disse que em casos de emergência os médicos devem especificar a necessidade na guia para que então o paciente consiga esperar menos, mas não informou o tempo de espera em casos emergenciais.

 O empresário Leonardo Chalela, 33 anos, levou seu filho Caio, 3, para o Pronto Atendimento de Bangu na madrugada de terça-feira e o pediatra o encaminhou para um neurologista. “Quando fui informado que meu filho iria aguardar um ano por uma consulta dei um jeito e consegui pagar por uma consulta particular.”

 Chalela afirmou que o filho se queixava de dor de cabeça, no ouvido e no corpo, além de apresentar estado febril. “Ele está bem melhor agora que foi medicado e está sendo acompanhado. O médico diagnosticou sinusite”, disse.

 O empresário revelou que depois de passar por essa situação com seu filho tem até medo de ficar doente. “Não dá para contar esse tipo de atendimento. Não tem cabimento não ter médicos especialistas disponíveis para a população.”

 A neurologista Rosa Rahsan, da Faculdade de Medicina do ABC, afirma que um ano é muito tempo para se esperar por uma consulta com um neurologista. “É desumano e prejudicial essa espera, tanto para saúde quanto para a qualidade de vida. Um indivíduo com epilepsia, por exemplo, não pode aguardar todo esse tempo sem ser medicado.”

 A médica esclarece a praxe é que os atendimentos emergenciais sejam realizados em Pronto-Socorro e que pacientes com sintomas de problemas neurológicos não devem esperar tanto tempo. “A demora em diagnosticar é muito prejudicial. Um indivíduo não pode tremer por um ano esperando atendimento especializado. Certas situações não podem ser resolvidas por clínicos gerais”, diz.

 A Secretaria de Saúde de Santo André discorda do prazo de um ano no agendamento reclamado pelo empresário Leonardo Chalela e confirmado pelo Diário. Ela informou que o prazo para marcar consulta na neurologia é de seis meses em média e que os casos de emergência são conduzidos para atendimento em grandes hospitais da cidade. Segundo a secretaria, o paciente é encaminhado para consulta numa unidade de saúde quando o clínico-geral que fez o primeiro atendimento não considera o caso grave.

 A Prefeitura informou que tem especialistas em neurologia e que possui uma equipe de plantão 24 horas no Centro Hospitalar. Mas reconhece que o número de profissionais disponíveis não é suficiente para atender à demanda da população.


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