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Estresse aumenta 75% no fim do ano


William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

24/12/2008 | 07:00


Pesquisa da Isma (International Stress Managment Association) Brasil aponta que as situações que provocam estresse aumentam 75% no fim do ano. Compras em cima da hora, reencontros familiares e necessidade de socialização são vistos pelas pessoas como geradores de ansiedade.

Os sintomas mais claros do problema são insônia, cansaço e irritação. Muitas vezes, os esforços empenhados para a realização de celebrações nas datas clássicas tiram o ânimo até de quem se preparou tanto para a festa. "No dia 24, tem quem queira até dormir antes da ceia", afirma o ajudante de produção Leonardo Aparecido dos Santos, 26 anos.

O sono na hora da festança vira insônia nos meses seguintes. "As contas se acumulam. Já passamos o ano inteiro pagando prestações atrasadas daquilo que foi comprado em dezembro", diz a mulher de Leonardo, a vendedora Luciana Ribeiro dos Santos, 24.

O novo ano também já ocupa a mente do metalúrgico Ubaldo César Fidélis, 51, que ficará em férias coletivas até 19 de janeiro. O medo é de que a crise financeira mundial leve embora o emprego. "A indecisão me deixa preocupado. É difícil até planejar o que vou fazer nos próximos dias. Talvez seja o caso de poupar um pouco."

A mulher de Ubaldo, a dona-de-casa Rosilene Faria, 37, se vê afetada pela preocupação do marido. "Não dá para ficar tranqüila."

Enquanto uns se preocupam com o emprego, outros voltam as atenções para as lojas. É o caso do aposentado Armando Balsi, 59. "Nossas compras já estavam feitas, mas tivemos de sair às pressas, porque inventaram um amigo-secreto na família."

Respeitar os limites pode preservar a sanidade de quem pretende passar pelo fim do ano ileso, sem sintomas físicos como dor de cabeça, aumento de pressão e desordens gastro-intestinais. Esta é a dica da psicóloga do Hospital Estadual Mário Covas, Maria de Lourdes Macedo, para quem não sabe o que fazer.

O momento de fazer um "balanço" é apropriado inclusive para se estudar o que se pretende melhorar na qualidade de vida. "Não se pode sair em uma busca desesperada por tudo o que está acontecendo. É preciso tranqüilidade", afirma Maria de Lourdes.

Viagens também podem ser fontes de estresse, para quem não se programa com antecedência ou quer fazer um "tudo ao mesmo tempo agora". "Todo mundo quer ir para o Litoral, justamente na mesma data. Aí, a diversão na praia vira o dia-a-dia. Ou seja, uma coisa bagunçada e corrida."

Compras devem ser bem planejadas

Resistir às tentações consumistas de fim de ano é importante para evitar que o estresse se estenda por todo 2009. A dor de cabeça com compromissos impossíveis de serem cumpridos afeta quem não se planeja no momento de fazer as compras de Natal. Essa é a avaliação feita pelos especialistas ouvidos pelo Diário.

O economista Marcel Solimeo alerta para o fato de evitar as compras por impulso. "A regra número um é fazer o orçamento para saber o quanto se pode gastar ou se comprometer em uma prestação. Depois, saber o que precisa ser comprado e para quem", afirma.

Reservar um tempo para as compras também é recomendável, segundo o economista. "Com calma, é possível fazer da experiência da compra um ato de lazer. Agora, se fizer em cima da hora, vira motivo de estresse", diz.

A diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP, Valéria Rodrigues Garcia, diz que a entidade costuma receber nos primeiros meses do ano reclamações que poderiam ser evitadas, caso houvesse atenção por parte dos consumidores. "É preciso muita atenção tanto na hora de escolher o que comprar quanto no momento de pagar", diz.

Para Valéria, muitas pessoas compram produtos que estão avariados sem ter feito um exame prévio, esquecem de pedir nota fiscal e não dão importância ao prazo de entrega. "São detalhes que depois vão trazer intranqüilidade", explica.

A psicóloga do Hospital Estadual Mário Covas, Maria de Lourdes Macedo, explica que os apelos consumistas de fim de ano são tão intensos que muitas vezes a pessoa não consegue aproveitar nem mesmo os momentos de confraternização. "Por falta de planejamento, acaba-se exaurido. Muitos se desgastam até com comemorações. É preciso estar com quem se gosta e não apenas fazer as coisas por obrigação", aponta.



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Estresse aumenta 75% no fim do ano

William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

24/12/2008 | 07:00


Pesquisa da Isma (International Stress Managment Association) Brasil aponta que as situações que provocam estresse aumentam 75% no fim do ano. Compras em cima da hora, reencontros familiares e necessidade de socialização são vistos pelas pessoas como geradores de ansiedade.

Os sintomas mais claros do problema são insônia, cansaço e irritação. Muitas vezes, os esforços empenhados para a realização de celebrações nas datas clássicas tiram o ânimo até de quem se preparou tanto para a festa. "No dia 24, tem quem queira até dormir antes da ceia", afirma o ajudante de produção Leonardo Aparecido dos Santos, 26 anos.

O sono na hora da festança vira insônia nos meses seguintes. "As contas se acumulam. Já passamos o ano inteiro pagando prestações atrasadas daquilo que foi comprado em dezembro", diz a mulher de Leonardo, a vendedora Luciana Ribeiro dos Santos, 24.

O novo ano também já ocupa a mente do metalúrgico Ubaldo César Fidélis, 51, que ficará em férias coletivas até 19 de janeiro. O medo é de que a crise financeira mundial leve embora o emprego. "A indecisão me deixa preocupado. É difícil até planejar o que vou fazer nos próximos dias. Talvez seja o caso de poupar um pouco."

A mulher de Ubaldo, a dona-de-casa Rosilene Faria, 37, se vê afetada pela preocupação do marido. "Não dá para ficar tranqüila."

Enquanto uns se preocupam com o emprego, outros voltam as atenções para as lojas. É o caso do aposentado Armando Balsi, 59. "Nossas compras já estavam feitas, mas tivemos de sair às pressas, porque inventaram um amigo-secreto na família."

Respeitar os limites pode preservar a sanidade de quem pretende passar pelo fim do ano ileso, sem sintomas físicos como dor de cabeça, aumento de pressão e desordens gastro-intestinais. Esta é a dica da psicóloga do Hospital Estadual Mário Covas, Maria de Lourdes Macedo, para quem não sabe o que fazer.

O momento de fazer um "balanço" é apropriado inclusive para se estudar o que se pretende melhorar na qualidade de vida. "Não se pode sair em uma busca desesperada por tudo o que está acontecendo. É preciso tranqüilidade", afirma Maria de Lourdes.

Viagens também podem ser fontes de estresse, para quem não se programa com antecedência ou quer fazer um "tudo ao mesmo tempo agora". "Todo mundo quer ir para o Litoral, justamente na mesma data. Aí, a diversão na praia vira o dia-a-dia. Ou seja, uma coisa bagunçada e corrida."

Compras devem ser bem planejadas

Resistir às tentações consumistas de fim de ano é importante para evitar que o estresse se estenda por todo 2009. A dor de cabeça com compromissos impossíveis de serem cumpridos afeta quem não se planeja no momento de fazer as compras de Natal. Essa é a avaliação feita pelos especialistas ouvidos pelo Diário.

O economista Marcel Solimeo alerta para o fato de evitar as compras por impulso. "A regra número um é fazer o orçamento para saber o quanto se pode gastar ou se comprometer em uma prestação. Depois, saber o que precisa ser comprado e para quem", afirma.

Reservar um tempo para as compras também é recomendável, segundo o economista. "Com calma, é possível fazer da experiência da compra um ato de lazer. Agora, se fizer em cima da hora, vira motivo de estresse", diz.

A diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP, Valéria Rodrigues Garcia, diz que a entidade costuma receber nos primeiros meses do ano reclamações que poderiam ser evitadas, caso houvesse atenção por parte dos consumidores. "É preciso muita atenção tanto na hora de escolher o que comprar quanto no momento de pagar", diz.

Para Valéria, muitas pessoas compram produtos que estão avariados sem ter feito um exame prévio, esquecem de pedir nota fiscal e não dão importância ao prazo de entrega. "São detalhes que depois vão trazer intranqüilidade", explica.

A psicóloga do Hospital Estadual Mário Covas, Maria de Lourdes Macedo, explica que os apelos consumistas de fim de ano são tão intensos que muitas vezes a pessoa não consegue aproveitar nem mesmo os momentos de confraternização. "Por falta de planejamento, acaba-se exaurido. Muitos se desgastam até com comemorações. É preciso estar com quem se gosta e não apenas fazer as coisas por obrigação", aponta.

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