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Ribeirão fica sem farmácia depois da 0h


Flávia Braz
Especial para o Diário

30/05/2006 | 07:51


Há oito meses, os moradores de Ribeirão Pires que precisam comprar remédios depois da meia-noite são obrigados a sair da cidade em busca de farmácias abertas, já que das 21 existentes no município nenhuma funciona após esse horário. A mais próxima encontra-se a cerca de oito quilômetros do centro de Ribeirão, na avenida Barão de Mauá, na cidade de Mauá. Sem poder contar com o transporte público – os ônibus na região rodam até meia-noite –, os moradores que não possuem veículo próprio encontram como única alternativa o uso de táxi, cuja corrida entre os dois pontos custa em média R$ 80 ida e volta.

A prática infringe a Lei Federal número 5.991, que torna obrigatório o plantão pelo sistema de rodízio de pelo menos uma farmácia na cidade, abrindo exceção apenas para aquelas que encontram-se afastadas da região central do município. Os comerciantes do setor apontam a falta de segurança e os altos custos dispendidos como fatores de empecilho para o funcionamento das drogarias por tempo integral.

Durante dez anos, a cidade contou com apenas uma farmácia operando em esquema de plantão. A situação durou até outubro do ano passado, quando a proprietária resolveu reduzir o horário de atendimento. Os motivos são os mesmos apresentados pelos demais comerciantes. “No horário (madrugada) o faturamento é baixo e não temos como arcar com o salário do farmacêutico que inclui adicional noturno”, afirma a proprietária Neide Aparecida de Andrade.

O secretário de Planejamento Urbano, Dalton Hamada, afirma que a Prefeitura ainda não encontrou uma solução para o problema, mas permanece em discussão. “Apesar de haver uma legislação em vigor, não dá para simplesmente obrigar as pessoas a deixarem suas farmácias abertas. Sabemos da dificuldade financeira que os comércios estão enfrentando, precisamos chegar a um acordo”, pondera. O líder do governo na Câmara, Edinaldo de Menezes, o Dedé, que chegou a se reunir com os donos de estabelecimentos farmacêuticos há algumas semanas, o objetivo é encaminhar, nos próximos dias, uma comissão de parlamentares ao Conselho Regional de Farmácias para discutir o assunto com o órgão competente.


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Ribeirão fica sem farmácia depois da 0h

Flávia Braz
Especial para o Diário

30/05/2006 | 07:51


Há oito meses, os moradores de Ribeirão Pires que precisam comprar remédios depois da meia-noite são obrigados a sair da cidade em busca de farmácias abertas, já que das 21 existentes no município nenhuma funciona após esse horário. A mais próxima encontra-se a cerca de oito quilômetros do centro de Ribeirão, na avenida Barão de Mauá, na cidade de Mauá. Sem poder contar com o transporte público – os ônibus na região rodam até meia-noite –, os moradores que não possuem veículo próprio encontram como única alternativa o uso de táxi, cuja corrida entre os dois pontos custa em média R$ 80 ida e volta.

A prática infringe a Lei Federal número 5.991, que torna obrigatório o plantão pelo sistema de rodízio de pelo menos uma farmácia na cidade, abrindo exceção apenas para aquelas que encontram-se afastadas da região central do município. Os comerciantes do setor apontam a falta de segurança e os altos custos dispendidos como fatores de empecilho para o funcionamento das drogarias por tempo integral.

Durante dez anos, a cidade contou com apenas uma farmácia operando em esquema de plantão. A situação durou até outubro do ano passado, quando a proprietária resolveu reduzir o horário de atendimento. Os motivos são os mesmos apresentados pelos demais comerciantes. “No horário (madrugada) o faturamento é baixo e não temos como arcar com o salário do farmacêutico que inclui adicional noturno”, afirma a proprietária Neide Aparecida de Andrade.

O secretário de Planejamento Urbano, Dalton Hamada, afirma que a Prefeitura ainda não encontrou uma solução para o problema, mas permanece em discussão. “Apesar de haver uma legislação em vigor, não dá para simplesmente obrigar as pessoas a deixarem suas farmácias abertas. Sabemos da dificuldade financeira que os comércios estão enfrentando, precisamos chegar a um acordo”, pondera. O líder do governo na Câmara, Edinaldo de Menezes, o Dedé, que chegou a se reunir com os donos de estabelecimentos farmacêuticos há algumas semanas, o objetivo é encaminhar, nos próximos dias, uma comissão de parlamentares ao Conselho Regional de Farmácias para discutir o assunto com o órgão competente.

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