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Pacquiao perde de cubano e deve focar na candidatura à presidência das Filipinas

Reprodução/Twitter Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


22/08/2021 | 09:05


O tempo é inexorável. Aos 42 anos, lento e sem reflexos, o filipino Manny Pacquiao perdeu, neste início de madrugada de domingo, para o cubano Yordenis Ugás, por pontos, em decisão unânime dos jurados (115 a 113 e 116 a 112 - duas vezes), na T-Mobile Arena, em Las Vegas. Com isso, o cinturão dos meio-médios da Associação Mundial de Boxe permanece com Ugás, que deverá tentar a unificação dos títulos no fim do ano ou no início de 2022.

Pacquiao perdeu pela oitava vez em 72 lutas. Ele soma 62 vitórias (39 nocautes) e dois empates. Ugás teve a vitória 27 (12 nocautes) e acumula quatro derrotas.

Manny Pacquiao perdeu para o tempo e deve anunciar a aposentadoria e a disputa pela presidência das Filipinas ainda nesta semana. Se Pacman ver o VT da luta, não terá dúvidas em pendurar as luvas. Os mais de dois anos afastados dos ringues foram cruéis com Pacquiao, que só conseguiu mostrar a velocidade característica de sua carreira em poucos momentos durante os 12 assaltos disputados.

Ugás lutou quase o tempo todo no contra-ataque, disparou muitos golpes no corpo do lendário adversário e sua direita em um cruzado longo de direita acertou várias vezes a cabeça de Pacquiao por trás de sua defesa, forçando o rival a manter a esquerda boa parte do tempo da luta em guarda alta.

Toda vez que precisou das pernas para entrar e sair do raio de ação de Ugás, Pacquiao não teve a coordenação motora necessária e por várias vezes foi atingido no contra-ataque. Ao final do combate, as marcas no seu rosto mostravam que a decisão dos jurados desta vez não seria contestada, se o vencedor fosse o cubano, como de fato ocorreu.

Com a mesma idade, Ugás não seria páreo para Pacquiao, mas o tempo é outro. Na verdade, Pacman nunca foi o mesmo depois da impressionante derrota para Juan Manuel Marquez, em 2012. Ele nunca mais foi o mesmo.



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