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Brasil é o quinto em ranking global em furtos


Alexandre Melo
do Diário do Grande ABC

23/10/2011 | 07:00


Basta o preço da carne subir para os supermercadistas terem prejuízo com o furto do alimento pelos consumidores enfurecidos com a variação abrupta. Isso não ocorre apenas com esse produto, mas, principalmente com itens de perfumaria, maquiagem e bebidas. A situação colocou o País no quinto lugar em um ranking global que mede o volume de roubos, com prejuízo US$ 2,3 bilhões, cifra correspondente a 1,69% das vendas brutas.

Estudo do Centre for Retail Research patrocinado pela empresa especializada em sistemas antifurto Checkpoint Systems mostra que as perdas aumentaram 3% entre 2010 e 2011. A explicação é que o número de lojas pesquisadas no Brasil saltou de 29 mil para 33.961 neste ano. A falta de políticas de prevenção é que o mais impulsiona esse número.

No quesito percentual de perdas da receita bruta do varejo, o País ficou atrás apenas para Índia, Rússia, Marrocos e África do Sul. Um total de 40 redes brasileiras participaram do estudo realizado com 4.700 cadeias de 43 países. Foram 12 meses de coleta de informações, encerradas em junho.

"A cultura da prevenção de furtos ainda é muito pobre no País. Muitas empresas não investem ou até diminuem a quantidade de profissionais trabalhando nesse departamento", pondera o diretor geral da Checkpoint, Gustavo Messiano Velehov. Os itens mais furtados nos supermercados são leites em para bebês, protetor solar, lâminas de barbear e queijo.

Velehov observa que o mais preocupante é que 43% dos roubos foram atribuídos a funcionários desonestos. Erros administrativos como não passar todos os produtos na compra, crime organizado (furtar para revender) também compõem o índice. Na comparação entre o Brasil e outros países da América Latina pesquisados como Argentina e México, os estabelecimentos brasileiros lideram as perdas proporcionais.

VAIDADE - No ranking elaborado no Brasil, os produtos de beleza são os preferidos dos consumidores, representando fatia de 2% do total das vendas perdidas para os ladrões. Em seguida figuram os itens de vestuário e acessórios, com 1,87%.

O diretor geral da Checkpoint acrescenta que o valor médio dos produtos roubados nos estabelecimentos é de US$ 69, mas entre os funcionários o valor sobe para US$ 300. Um contingente de 70 mil pessoas foram pegas em flagrante pelos empresários quando furtavam as lojas.

 

Supermercados contabilizam perdas de R$ 4,6 bilhões

As perdas nos supermercados brasileiros durante o ano passado alcançaram fatia de 2,3% do faturamento de R$ 201,6 bilhões. Produtos vencidos, abertos e danificados durante a compra ou furtados por funcionários e clientes deram prejuízo de R$ 4,6 bilhões aos varejistas, conforme balanço divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados.

O levantamento realizado com 164 supermercados identificou que os furtos representaram 34,5% dessas perdas e as quebras operacionais, causadas por itens retirados das gôndolas porque venceram ou foram manipulados da forma errada, totalizaram 32,8% do prejuízo.

No ano passado, as perdas superaram a margem de lucro média do setor, de 1,9%. Os produtos perecíveis estão entre os principais responsáveis, especialmente as frutas, legumes e verduras. Outro problema são os refrigerados, que são largados pelos clientes em qualquer prateleira. Apesar dos problemas, a maioria dos estabelecimentos não tem área de prevenção de perdas.

 

 



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