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Santo André ataca o América no interior ao ritmo de Rafinha


Nelson Cilo
Do Diário do Grande ABC

12/02/2006 | 09:06


A reestréia do meia Rafinha é um dos principais expedientes do Santo André diante do América, às 18h10 deste domingo, em São José do Rio Preto, num duelo de dois ameaçados na tabela do Estadual. Menos mal para os donos da casa, que somam nove pontos contra seis dos visitantes. A equipe do Grande ABC, que obteve apenas duas vitórias no Paulistão – foram seis derrotas – inicia nova etapa na luta pela sobrevivência na elite. “Aprendi na minha carreira que você nunca pode se desesperar. Três ou quatro pontos modificam tudo entre uma rodada e outra. O campeonato é muito equilibrado”, analisa o consultor do Santo André, José Macia, o Pepe, um coadjuvante de luxo do técnico Roberto Fernandes e do assistente Luís Müller.

O carismático Pepe, um dos inconfundíveis personagens dos tempos de Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pelé, decidiu voltar ao Bruno Daniel para mostrar que sempre existe uma esperança – uma saída lá na frente. Portanto, não acredita que o Santo André vá despencar ainda mais na tabela. Ao contrário: segundo ele, já passou da hora de passar uma borracha no pessimismo que tomou conta do elenco. A receita da reabilitação, lembra o insuperável Canhão da Vila, impõe muita seriedade – aquele algo mais na hora de matar ou morrer em campo. “O futebol de hoje é bem competitivo e te obriga, claro, a se superar em campo”, sugere.

Se a garra é importante, Pepe sabe que não se pode nunca dispensar uma boa dose de talento. Sem essa de comparar as épocas. Ou de usar o grande Santos – de Pelé e cia. – como referência. Seria pura bobagem. Entende que o ideal é unir os diferentes artifícios. “O futebol é como se fosse uma orquestra. Você não deve inventar jamais. As coisas acontecem na simplicidade. Se o cara toca bumbo, talvez não saiba tocar violino. Ou vice-versa. Então, cada um na sua”, observa Pepe, ao prever a fórmula do Santo André para, quem sabe, derrubar o imprevisível América, que capengava, mas, no meio da semana, derrotou o Marília no terreiro do rival.

Nem o técnico Roberto Fernandes nem o assistente Luís Müller discutem as teorias do mais novo dono da bola no circuito. Nem seria possível. No entanto, cabe a Fernandes, é lógico, definir a estratégia da suposta reviravolta de quem ainda não se achou na temporada. A ordem é atacar. O comandante do barco não agüenta mais ver o time apanhar. O mais recente tropeço – o Juventus aplicou 3 a 1 na casa do adversário – bagunçou demais o coreto do Santo André. Tanto que as torcidas organizadas, principalmente alguns componentes da Tuda e da Fúria, viraram a mesa em frente ao portão do estádio. Queriam entrar na marra, mas pararam na vigilância do policiamento. “Esses não nos interessam. Fidelidade não é isso”, reagiu o presidente Jairo Livolis.

No América, Roberval Davino confirmou as estréias do ala esquerdo Michael (ex-Marília) e do meia João Paulo (ex-Palmeiras-B). O goleiro Júlio Sérgio (contundido) cede a vaga para André Zuba.


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Santo André ataca o América no interior ao ritmo de Rafinha

Nelson Cilo
Do Diário do Grande ABC

12/02/2006 | 09:06


A reestréia do meia Rafinha é um dos principais expedientes do Santo André diante do América, às 18h10 deste domingo, em São José do Rio Preto, num duelo de dois ameaçados na tabela do Estadual. Menos mal para os donos da casa, que somam nove pontos contra seis dos visitantes. A equipe do Grande ABC, que obteve apenas duas vitórias no Paulistão – foram seis derrotas – inicia nova etapa na luta pela sobrevivência na elite. “Aprendi na minha carreira que você nunca pode se desesperar. Três ou quatro pontos modificam tudo entre uma rodada e outra. O campeonato é muito equilibrado”, analisa o consultor do Santo André, José Macia, o Pepe, um coadjuvante de luxo do técnico Roberto Fernandes e do assistente Luís Müller.

O carismático Pepe, um dos inconfundíveis personagens dos tempos de Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pelé, decidiu voltar ao Bruno Daniel para mostrar que sempre existe uma esperança – uma saída lá na frente. Portanto, não acredita que o Santo André vá despencar ainda mais na tabela. Ao contrário: segundo ele, já passou da hora de passar uma borracha no pessimismo que tomou conta do elenco. A receita da reabilitação, lembra o insuperável Canhão da Vila, impõe muita seriedade – aquele algo mais na hora de matar ou morrer em campo. “O futebol de hoje é bem competitivo e te obriga, claro, a se superar em campo”, sugere.

Se a garra é importante, Pepe sabe que não se pode nunca dispensar uma boa dose de talento. Sem essa de comparar as épocas. Ou de usar o grande Santos – de Pelé e cia. – como referência. Seria pura bobagem. Entende que o ideal é unir os diferentes artifícios. “O futebol é como se fosse uma orquestra. Você não deve inventar jamais. As coisas acontecem na simplicidade. Se o cara toca bumbo, talvez não saiba tocar violino. Ou vice-versa. Então, cada um na sua”, observa Pepe, ao prever a fórmula do Santo André para, quem sabe, derrubar o imprevisível América, que capengava, mas, no meio da semana, derrotou o Marília no terreiro do rival.

Nem o técnico Roberto Fernandes nem o assistente Luís Müller discutem as teorias do mais novo dono da bola no circuito. Nem seria possível. No entanto, cabe a Fernandes, é lógico, definir a estratégia da suposta reviravolta de quem ainda não se achou na temporada. A ordem é atacar. O comandante do barco não agüenta mais ver o time apanhar. O mais recente tropeço – o Juventus aplicou 3 a 1 na casa do adversário – bagunçou demais o coreto do Santo André. Tanto que as torcidas organizadas, principalmente alguns componentes da Tuda e da Fúria, viraram a mesa em frente ao portão do estádio. Queriam entrar na marra, mas pararam na vigilância do policiamento. “Esses não nos interessam. Fidelidade não é isso”, reagiu o presidente Jairo Livolis.

No América, Roberval Davino confirmou as estréias do ala esquerdo Michael (ex-Marília) e do meia João Paulo (ex-Palmeiras-B). O goleiro Júlio Sérgio (contundido) cede a vaga para André Zuba.

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