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Adoção de animais deve ser bem pensada


Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

10/05/2009 | 08:08


Para minimizar o sofrimento de gatos e cachorros abandonados nas ruas - só no Grande ABC estima-se que são 800 -, muitas pessoas os levam para casa. No entanto, esses bons samaritanos podem não ter condições para dar refúgio aos animais, o que traz problemas tanto para os humanos quanto para os bichos.

Para Marcos Ciampi, presidente da ONG Arca Brasil, é preciso praticar a posse responsável. "Ou seja, só ter a quantidade de animais que você pode cuidar. Ter animais nas ruas é um problema, mas há pessoas que se antecipam recolhendo-os, e criam outro. Não é juntando muitos animais em um mesmo lugar que vai resolver o problema. É preciso ter condições para mantê-los."

Ciampi afirma que quem não tem recursos e infraestrutura mas insiste em cuidar dos animais acaba pedindo doação de rações para alimentá-los. "Essas pessoas que recolhem bichos da ruas têm de fazer com que seu lar funcione com espaço transitório, com a possibilidade de o gato ou cachorro ser adotado por outra pessoa."

Wagner Zoriki, veterinário, adestrador e consultor de comportamento da ONG Cão Cidadão, lembra que é muito saudável ter animais em casa, mas que é preciso ter tempo para se dedicar a eles, para que doenças não se proliferem. "Os cachorros são sociáveis, vivem em grupo. Por isso, quem tem muitos bichos precisa ter cuidados e manter a vacinação em dia e o local onde ficam limpo", explica. "Se eles não forem bem cuidados pode-se gerar zoonoses, doenças de animais transmissíveis ao homem."

REFÚGIOS
Ione Armelin, de Santo André, adora cachorros: tem 13 em casa. Ela queria ter outros, mas acha que não poderia cuidar de mais animais. "Os 13 que tenho é o que posso dar atenção, cuidar como se deve", afirma.

A advogada Renata de Freitas Martins também é apaixonada por animais, mas acredita que não é tendo vários que o problema de abandono será solucionado. Ela tem quatro cães e sete gatos em casa. A paixão começou aos 4 anos quando passou a alimentar um gato na rua. Quando percebeu já tinha levado para dentro de casa.

Ativista, Renata é a favor da castração como solução. "Toda prefeitura recebe uma verba da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser usada para matar animais. O mais correto seria usar esse dinheiro para castrar."



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Adoção de animais deve ser bem pensada

Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

10/05/2009 | 08:08


Para minimizar o sofrimento de gatos e cachorros abandonados nas ruas - só no Grande ABC estima-se que são 800 -, muitas pessoas os levam para casa. No entanto, esses bons samaritanos podem não ter condições para dar refúgio aos animais, o que traz problemas tanto para os humanos quanto para os bichos.

Para Marcos Ciampi, presidente da ONG Arca Brasil, é preciso praticar a posse responsável. "Ou seja, só ter a quantidade de animais que você pode cuidar. Ter animais nas ruas é um problema, mas há pessoas que se antecipam recolhendo-os, e criam outro. Não é juntando muitos animais em um mesmo lugar que vai resolver o problema. É preciso ter condições para mantê-los."

Ciampi afirma que quem não tem recursos e infraestrutura mas insiste em cuidar dos animais acaba pedindo doação de rações para alimentá-los. "Essas pessoas que recolhem bichos da ruas têm de fazer com que seu lar funcione com espaço transitório, com a possibilidade de o gato ou cachorro ser adotado por outra pessoa."

Wagner Zoriki, veterinário, adestrador e consultor de comportamento da ONG Cão Cidadão, lembra que é muito saudável ter animais em casa, mas que é preciso ter tempo para se dedicar a eles, para que doenças não se proliferem. "Os cachorros são sociáveis, vivem em grupo. Por isso, quem tem muitos bichos precisa ter cuidados e manter a vacinação em dia e o local onde ficam limpo", explica. "Se eles não forem bem cuidados pode-se gerar zoonoses, doenças de animais transmissíveis ao homem."

REFÚGIOS
Ione Armelin, de Santo André, adora cachorros: tem 13 em casa. Ela queria ter outros, mas acha que não poderia cuidar de mais animais. "Os 13 que tenho é o que posso dar atenção, cuidar como se deve", afirma.

A advogada Renata de Freitas Martins também é apaixonada por animais, mas acredita que não é tendo vários que o problema de abandono será solucionado. Ela tem quatro cães e sete gatos em casa. A paixão começou aos 4 anos quando passou a alimentar um gato na rua. Quando percebeu já tinha levado para dentro de casa.

Ativista, Renata é a favor da castração como solução. "Toda prefeitura recebe uma verba da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser usada para matar animais. O mais correto seria usar esse dinheiro para castrar."

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