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Corpo de Joao do Pulo é enterrado


Do Diário do Grande ABC

31/05/1999 | 10:22


O corpo do ex-recordista mundial do salto triplo Joao do Pulo foi enterrado com honras militares na manha desta segunda-feira no cemitério municipal de Pindamonhangaba (a 140 quilômetros a Nordeste da capital paulista), sua cidade natal. O funeral atrasou quase uma hora, pois mais de mil pessoas ainda queriam prestar homenagens ao ex-atleta.

O velório durou todo este domingo e madrugada desta segunda na Câmara da cidade.

Joao Carlos de Oliveira, o Joao do Pulo, morreu às 22h deste sábado na UTI do Hospital Beneficência Portuguesa, em Sao Paulo. As causas da morte foram falência múltipla dos órgaos e infecçao generalizada.

Ele estava internado há um mês, com cirrose hepática e pneumonia.

O quadro clínico de Joao do Pulo piorou bastante nesta semana. Na manha deste sábado, ele precisou fazer nova hemodiálise. Respirava por meio de aparelhos.

Joao do Pulo bateu o recorde mundial do salto triplo no México, quando tinha 21 anos. A marca durou 10 anos. A carreira do atleta foi bruscamente interrompida por um acidente de trânsito, em 1981. Joao ficou 11 meses internado, mas acabou perdendo a perna direita. Ingressou na carreira política, mas no último ano estava bastante deprimido.

Agonia - O ex-recordista mundial foi internado em estado grave na madrugada do dia 28 de abril, na Clínica Master Mind, localizada na zona rural de Jundiaí, no interior paulista, em estado febril, hipotensao (pressao baixa) e desidrataçao. No fim da tarde do dia seguinte, foi transferido para o Hospital Beneficência Portuguesa, na zona sul da capital. Ele apresentava confusao mental e sonolência e foi levado imediatamente à UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com intoxicaçao alimentar, insuficiência hepática e broncopneumonia.  

Um dos problemas que levou Joao do Pulo à UTI foi a necrose do fígado, que, segundo rumores, foi causada por alcoolismo, fato negado pela família do ex-atleta. Segundo os médicos, a cirrose foi causada por hepatite B e C, o que causou uma falência irreversível do fígado. Assim, o ex-recordista teria de fazer um transplante do orgao, o que nao aconteceu por causa da broncopneumonia e da baixa imunidade em que se encontrava o organismo dele, que nao permitiam a cirurgia.  

No dia 1º de maio, Joao do Pulo começou a respirar por meio de aparelhos, já que houve insuficiência respiratória e infecçao pulmonar. Os médicos mudaram a medicaçao, começando tratamento por antibióticos, eliminando a febre.   

No dia 15 de maio, o hospital informou que o paciente estava consciente e nao usava mais o tubo que auxiliava a respiraçao. Joao do Pulo permaneceu em observaçao e sob cuidados intensivos. As funçoes cardiovasculares e renais do ex-atleta permaneceram estáveis e a pressao arterial foi mantida por meio de medicaçao.  

Esta estabilidade durou pouco mais de três dias. O estado de saúde do ex-recordista mundial agravou-se a cada boletim médico expedido pelo Beneficência Portuguesa, que informava que o paciente apresentava piora progressiva da funçao pulmonar.  

Assim, Joao do Pulo precisou novamente de entubaçao orotraqueal e de respirador mecânico. As drogas vasoativas foram ministradas para manter estável a pressao arterial, mas o sangramento pulmonar nao foi controlado.



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