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Eleição de 2020 coloca fim a rivalidades no Grande ABC

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sto.André, S.Bernardo, S.Caetano, Ribeirão e Rio Grande veem aliança de adversários


Junior Carvalho
do Diário do Grande ABC

23/08/2020 | 07:13



A pandemia de Covid-19 não é o único fator que trouxe mudanças às disputas eleitorais deste ano. No Grande ABC, antigos adversários dispensaram a rivalidade para subir no mesmo palanque em novembro. O caso mais emblemático é em São Bernardo, onde o deputado federal Alex Manente (Cidadania) decidiu desistir de brigar pelo Paço rasgando elogios ao prefeito Orlando Morando (PSDB).

Na semana passada, Alex anunciou ao Diário que não estará nas urnas neste ano, fato inédito em oito eleições consecutivas. Mesmo ainda não cravando apoio a Morando, se aproximou do tucano nos últimos meses a ponto de defender iniciativas do governo do ex-rival no enfrentamento da pandemia. Falou, inclusive, em contribuir na formatação do plano de governo.

A iminente conciliação da dupla está longe da rivalidade registrada, por exemplo, na eleição de 2008. Naquele pleito, Alex ficou em terceiro e decidiu apoiar Luiz Marinho (PT) na briga derradeira com Morando – o petista levou a melhor. A dupla voltaria a se enfrentar em 2016, quando os dois disputaram o segundo turno, com vitória do tucano. “A pandemia nos aproximou, superamos divergências pensando no bem de São Bernardo. Um enxergou no outro virtudes que não via no passado”, explicou o parlamentar.

Depois de estarem em campos opostos na eleição pelo Paço de Santo André, há quatro anos, o ex-vereador Ailton Lima (PSB) e o ex-prefeito Aidan Ravin (Republicanos) decidiram formar chapa para brigar pela sucessão do prefeito Paulo Serra (PSDB), tendo o socialista na cabeça de chapa e o ex-prefeito na vice. A aliança entre os dois não é novidade, já que Ailton foi líder de governo na gestão de Aidan (2009-2012). Porém, durante o governo, migrou de lado com críticas duras ao então prefeito.

Outra rivalidade que foi abandonada neste pleito foi entre o ex-prefeito Paulo Pinheiro (DEM) e o ex-vereador Fabio Palacio (PSD). Os dois estiveram em lados opostos nas eleições de 2012 e de 2016 em São Caetano. No primeiro pleito, Palacio disputou a vereança (foi eleito) no arco de alianças da principal rival de Pinheiro, então candidato a prefeito (venceu aquele pleito). Quatro anos mais tarde, Palacio disputou o Palácio da Cerâmica disparando críticas ferrenhas ao hoje democrata. Recentemente, Pinheiro declarou estar fora da disputa e até gravou vídeo ao lado de Palacio declarando seu apoio.

Em Ribeirão Pires, o ex-vice-prefeito Dedé da Folha (Cidadania) também deixou a oposição e os ataques ao prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB) para aderir ao projeto governista. A rivalidade da dupla, registrada na eleição de 2016, foi além das urnas e chegou a se converter em disputas jurídicas.

Na vizinha Rio Grande da Serra, onde Kiko já governou por dois mandatos, a trégua é com o ex-vereador Claudinho da Geladeira (Podemos) – ambos não chegaram a brigar nas urnas, mas estiveram em grupos opostos durante os pleitos de 2012 e 2016. Recentemente, Kiko rompeu com o rival de Claudinho, o prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania).  



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Eleição de 2020 coloca fim a rivalidades no Grande ABC

Sto.André, S.Bernardo, S.Caetano, Ribeirão e Rio Grande veem aliança de adversários

Junior Carvalho
do Diário do Grande ABC

23/08/2020 | 07:13



A pandemia de Covid-19 não é o único fator que trouxe mudanças às disputas eleitorais deste ano. No Grande ABC, antigos adversários dispensaram a rivalidade para subir no mesmo palanque em novembro. O caso mais emblemático é em São Bernardo, onde o deputado federal Alex Manente (Cidadania) decidiu desistir de brigar pelo Paço rasgando elogios ao prefeito Orlando Morando (PSDB).

Na semana passada, Alex anunciou ao Diário que não estará nas urnas neste ano, fato inédito em oito eleições consecutivas. Mesmo ainda não cravando apoio a Morando, se aproximou do tucano nos últimos meses a ponto de defender iniciativas do governo do ex-rival no enfrentamento da pandemia. Falou, inclusive, em contribuir na formatação do plano de governo.

A iminente conciliação da dupla está longe da rivalidade registrada, por exemplo, na eleição de 2008. Naquele pleito, Alex ficou em terceiro e decidiu apoiar Luiz Marinho (PT) na briga derradeira com Morando – o petista levou a melhor. A dupla voltaria a se enfrentar em 2016, quando os dois disputaram o segundo turno, com vitória do tucano. “A pandemia nos aproximou, superamos divergências pensando no bem de São Bernardo. Um enxergou no outro virtudes que não via no passado”, explicou o parlamentar.

Depois de estarem em campos opostos na eleição pelo Paço de Santo André, há quatro anos, o ex-vereador Ailton Lima (PSB) e o ex-prefeito Aidan Ravin (Republicanos) decidiram formar chapa para brigar pela sucessão do prefeito Paulo Serra (PSDB), tendo o socialista na cabeça de chapa e o ex-prefeito na vice. A aliança entre os dois não é novidade, já que Ailton foi líder de governo na gestão de Aidan (2009-2012). Porém, durante o governo, migrou de lado com críticas duras ao então prefeito.

Outra rivalidade que foi abandonada neste pleito foi entre o ex-prefeito Paulo Pinheiro (DEM) e o ex-vereador Fabio Palacio (PSD). Os dois estiveram em lados opostos nas eleições de 2012 e de 2016 em São Caetano. No primeiro pleito, Palacio disputou a vereança (foi eleito) no arco de alianças da principal rival de Pinheiro, então candidato a prefeito (venceu aquele pleito). Quatro anos mais tarde, Palacio disputou o Palácio da Cerâmica disparando críticas ferrenhas ao hoje democrata. Recentemente, Pinheiro declarou estar fora da disputa e até gravou vídeo ao lado de Palacio declarando seu apoio.

Em Ribeirão Pires, o ex-vice-prefeito Dedé da Folha (Cidadania) também deixou a oposição e os ataques ao prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB) para aderir ao projeto governista. A rivalidade da dupla, registrada na eleição de 2016, foi além das urnas e chegou a se converter em disputas jurídicas.

Na vizinha Rio Grande da Serra, onde Kiko já governou por dois mandatos, a trégua é com o ex-vereador Claudinho da Geladeira (Podemos) – ambos não chegaram a brigar nas urnas, mas estiveram em grupos opostos durante os pleitos de 2012 e 2016. Recentemente, Kiko rompeu com o rival de Claudinho, o prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania).  

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