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Times europeus reduzem investimentos em janela de transferências



01/02/2019 | 07:00


A janela de transferências foi encerrada nesta quinta-feira para os principais mercados europeus e o saldo mostrou que os clubes pisaram um pouco no freio. De acordo com números do site Transfermarkt, especializado no assunto, as ligas do chamado Big 5 (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália) movimentaram pouco mais de 734 milhões de euros (cerca de R$ 3 bilhões) em contratações na atual janela de inverno, contra 911 milhões euros (R$ 3,6 bilhões em valores da época) de 2018.

A queda representa uma interrupção na curva ascendente de gastos observada no Velho Continente nas últimas janelas de janeiro. Em 2017, foram 656 milhões de euros (R$ 2,748 bilhões) desembolsados pelos clubes das cinco ligas mais importantes. Um ano antes, 423 milhões euros (R$ 1,772 bilhão).

"A janela esteve muito louca nos últimos tempos. Desde o Neymar, houve uma injeção de dinheiro muito grande e (o fato de) a própria janela esquentar no inverno vinha sendo meio estranho", explica Erich Beting, consultor de marketing esportivo.

Ele se refere ao fato de ser a outra janela, a do verão europeu (de julho a agosto), que costumava concentrar boa parte das negociações mais vultosas das equipes. A do ano passado, impulsionada ainda pelo fator Copa do Mundo, movimentou cerca de 4,5 bilhões de euros (mais de R$ 21 bilhões na época).

Mesmo assim, janeiro vinha sendo mês de negócios bombásticos. Em 2018, por exemplo, o Barcelona tirou Philippe Coutinho do Liverpool por 120 milhões de euros (mais de R$ 472 milhões).

Na janela encerrada nesta quinta, a transação mais cara custou praticamente metade disso: o meia norte-americano Pulisic trocou o Borussia Dortmund pelo Chelsea por 64 milhões de euros (cerca de R$ 268 milhões).

"Em primeiro lugar há que se recordar que o montante de recursos gastos em janeiro de 2018 pelos clubes das cinco principais ligas representou aumento de 70% com relação ao mesmo período do ano anterior, o que demonstrou um aumento exponencial, analisa Eduardo Carlezzo, advogado especialista em direito esportivo. "Outro elemento que caracterizou a janela daquele período foram transferências pontuais e de alto valor, que normalmente ocorrem na janela de verão europeu, como foi o caso da aquisição do Coutinho pelo Barcelona."

CONCORRÊNCIA - Outro fator ajuda a explicar a diminuição do ímpeto europeu: a forte concorrência do mercado chinês, cuja janela ainda seguirá aberta até o fim de fevereiro e já movimentou, até aqui, aproximadamente 114 milhões de euros (R$ 477 milhões).

No Top 10 das transações feitas na atual janela, por exemplo, duas foram para o Guangzhou Evergrande e envolveram jogadores brasileiros: Paulinho, que deixou o Barcelona por 42 milhões de euros (R$ 175 milhões), e Talisca, tirado do Benfica por 19,2 milhões de euros (R$ 80,4 milhões). Outro brasileiro integra a lista das dez maiores transferências. A ida de Lucas Paquetá o Flamengo para o Milan: 35 milhões de euros (R$ 146,6 milhões).



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Times europeus reduzem investimentos em janela de transferências


01/02/2019 | 07:00


A janela de transferências foi encerrada nesta quinta-feira para os principais mercados europeus e o saldo mostrou que os clubes pisaram um pouco no freio. De acordo com números do site Transfermarkt, especializado no assunto, as ligas do chamado Big 5 (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália) movimentaram pouco mais de 734 milhões de euros (cerca de R$ 3 bilhões) em contratações na atual janela de inverno, contra 911 milhões euros (R$ 3,6 bilhões em valores da época) de 2018.

A queda representa uma interrupção na curva ascendente de gastos observada no Velho Continente nas últimas janelas de janeiro. Em 2017, foram 656 milhões de euros (R$ 2,748 bilhões) desembolsados pelos clubes das cinco ligas mais importantes. Um ano antes, 423 milhões euros (R$ 1,772 bilhão).

"A janela esteve muito louca nos últimos tempos. Desde o Neymar, houve uma injeção de dinheiro muito grande e (o fato de) a própria janela esquentar no inverno vinha sendo meio estranho", explica Erich Beting, consultor de marketing esportivo.

Ele se refere ao fato de ser a outra janela, a do verão europeu (de julho a agosto), que costumava concentrar boa parte das negociações mais vultosas das equipes. A do ano passado, impulsionada ainda pelo fator Copa do Mundo, movimentou cerca de 4,5 bilhões de euros (mais de R$ 21 bilhões na época).

Mesmo assim, janeiro vinha sendo mês de negócios bombásticos. Em 2018, por exemplo, o Barcelona tirou Philippe Coutinho do Liverpool por 120 milhões de euros (mais de R$ 472 milhões).

Na janela encerrada nesta quinta, a transação mais cara custou praticamente metade disso: o meia norte-americano Pulisic trocou o Borussia Dortmund pelo Chelsea por 64 milhões de euros (cerca de R$ 268 milhões).

"Em primeiro lugar há que se recordar que o montante de recursos gastos em janeiro de 2018 pelos clubes das cinco principais ligas representou aumento de 70% com relação ao mesmo período do ano anterior, o que demonstrou um aumento exponencial, analisa Eduardo Carlezzo, advogado especialista em direito esportivo. "Outro elemento que caracterizou a janela daquele período foram transferências pontuais e de alto valor, que normalmente ocorrem na janela de verão europeu, como foi o caso da aquisição do Coutinho pelo Barcelona."

CONCORRÊNCIA - Outro fator ajuda a explicar a diminuição do ímpeto europeu: a forte concorrência do mercado chinês, cuja janela ainda seguirá aberta até o fim de fevereiro e já movimentou, até aqui, aproximadamente 114 milhões de euros (R$ 477 milhões).

No Top 10 das transações feitas na atual janela, por exemplo, duas foram para o Guangzhou Evergrande e envolveram jogadores brasileiros: Paulinho, que deixou o Barcelona por 42 milhões de euros (R$ 175 milhões), e Talisca, tirado do Benfica por 19,2 milhões de euros (R$ 80,4 milhões). Outro brasileiro integra a lista das dez maiores transferências. A ida de Lucas Paquetá o Flamengo para o Milan: 35 milhões de euros (R$ 146,6 milhões).

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