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A voz viva de Mário de Andrade

A voz de Mário de Andrade acaba de ser descoberta e poderá ser ouvida no rádio...


Ademir Medici

25/04/2015 | 07:00


“Mário, o que você gravou” – indaga o entrevistador.

“Eu gravei uma canção de mendigo colhida por mim mesmo na zona do Catolé do Rocha, no sertão da Paraíba. Os mendigos do Brasil costumam sempre pedir esmolas cantando, principalmente pelo interior. Foi uma dessas questões que cantei”, responde o poeta no áudio.

A voz de Mário de Andrade acaba de ser descoberta e poderá ser ouvida no rádio neste fim de semana. É o que conta o jornalista Geraldo Nunes, titular do programa Estadão Acervo (vide seção Nas Ondas do Rádio).

Primeira mão

Texto: Geraldo Nunes

Encontrado na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, um disco de alumínio que reproduz a voz do escritor e poeta Mário de Andrade. Nunca antes houve algum registro da voz dele. São seis músicas em português, sendo três cantadas pelo autor de Macunaíma e ainda uma narrativa dele sobre mendigos que pediam esmolas cantando no interior do Nordeste.

Também cantam na gravação a escritora Raquel de Queiroz e Mary Pedrosa, então casada com o crítico Mário Pedrosa, em um encontro no Rio de Janeiro, em julho de 1940.

Vamos reproduzir essas gravações no Acervo Estadão em primeira mão no rádio.

O Doutor Nicolau Assef

Texto: Milton Saldanha (*)

Joaquim Câmara Ferreira, ou ‘Toledo’, ou ‘Velho’, entre os vários codinomes que usou, era um dos homens mais procurados pelos órgãos de Segurança da ditadura. Segundo na hierarquia da luta armada urbana, respondia ao comando de Carlos Marighella. Numa madrugada Ferreira entrou em Ribeirão Pires trazendo um jovem ferido a bala, depois de escapar de um cerco policial. O médico Nicolau Assef, dono do Hospital Ribeirão Pires, retirou a bala e tratou do ferido. Tudo em segredo, sem fazer o registro de entrada do paciente. Foi um ato de altíssimo risco: se a repressão descobrisse todos teriam sido presos e torturados. Talvez, até assassinados, o que não era raro naqueles anos de trevas.

Quem me contou esse episódio foi o próprio doutor Nicolau Assef, que morreu aos 90 anos, na manhã da segunda-feira, 20 de abril, depois de alguns dias na UTI, onde se recuperava de uma complexa cirurgia no estômago. O episódio mostra sua coragem e humanismo, e foi apenas um entre centenas de outros que marcaram sua vida repleta de generosidade.

Dr. Nicolau Assef fundou o primeiro hospital de Ribeirão Pires em 1958, numa pensão adaptada. Único médico, dava turno em tempo integral e algumas vezes, como me confessou, tomou remédio para não dormir e assim conseguir completar o plantão. Hoje, o hospital, administrado por seus filhos e parentes, é referência na região e o maior da cidade.

Tive o privilégio, com uma turma de amigos, de fazer parte do círculo íntimo de Nicolau Assef. Perdi a conta dos encontros gastronômicos que tivemos com ele; frequentei sua casa. Era muito amado. Guardo com carinho seu livro de poesias autografado. Foi uma das pessoas mais íntegras de caráter que conheci. Um homem especial, que viveu bem a vida, e soube compartilhar seu coração.

(*) Jornalista. Foi editor-chefe do Diário do Grande ABC. Hoje edita o Jornal Dance, de alcance nacional.

Nas Ondas do Rádio

Viagem no Tempo, com Marcelo Lopes Duarte. Vinte e quatro horas por dia na internet: www.viagemnotempo.net . Aos sábados e domingos, o melhor do flash-back, com canções populares brasileiras e internacionais; de segunda-feira a sexta-feira, o melhor da música instrumental. E mais: fotografias e ‘notícias no tempo’.

Estadão AM (700) e FM (92,9) – Estadão Acervo – 1 – a voz de Mário de Andrade (vide a abertura da página); 2 – os 100 anos do genocídio armênio promovido durante a invasão turca; 3 – um histórico sobre o Dia do Trabalhador. Apresentação: Geraldo Nunes. Hoje, às 6h e 14h; amanhã, às 7h.

Rádio ABC (1570) – Causas Nobres. Em pauta, a divulgação das atividades de instituições sociais e beneficentes. Produção e apresentação: Antonio Dalto. Hoje, às 10h.

Bandeirantes AM (840) E FM (90,9) – Memória. Diretas Já. A votação da emenda Dante de Oliveira, que restabelecia eleições presidenciais diretas Brasil. Apesar dos comícios pelas diretas em 1983 e 1984, a emenda foi rejeitada por tão somente 22 votos num universo de 363 votos. As sonoras que serão utilizadas no programa mostram bem o clima de expectativa e emoção que cercou aquela histórica sessão do Congresso, que começou no dia 25 e se arrastou até a madrugada de 26 de abril de 1984. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, às 23h, com reprise amanhã às 5h.

Diário há 30 anos

Quinta-feira, 25 de abril de 1985 – ano 27, nº 5809

Manchete – Emoção no adeus a Tancredo Neves

- Sepultado às 23h de ontem em São João Del Rey.

- Ministros põem cargos à disposição de Sarney.

Editorial – A partir de agora, o ator principal é outro

Movimento Sindical – Algumas empresas de São Bernardo retomam a greve.

- Falta de peças já afeta as montadoras.

- Químicos tentam acordo por empresa.

Música – Gilberto Gil e o show Raça Humana, de amanhã a domingo na Mad Dancing Adrenalina, em São Bernardo.

Hoje

- Dia do Contabilista, data instituída em 1925, quando da realização do banquete em que as classes contábeis paulistanas ofereceram ao senador João Lira.

Santos do dia

- Na estampa, a representação de São Marcos, evangelista, que viveu no século 1. Seu evangelho é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança.

- Calista

- Evódio

Em 25 de abril de...

– Instalada a Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Ferrazópolis, São Bernardo, pelo bispo diocesano dom Jorge Marcos de Oliveira. A nova paróquia se desmembra da Paróquia de Santa Terezinha e passa a ser administrada pelo diácono Franco Chippari, ordenado pelo próprio dom Jorge em 1º de maio de 1973. 



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A voz viva de Mário de Andrade

A voz de Mário de Andrade acaba de ser descoberta e poderá ser ouvida no rádio...

Ademir Medici

25/04/2015 | 07:00


“Mário, o que você gravou” – indaga o entrevistador.

“Eu gravei uma canção de mendigo colhida por mim mesmo na zona do Catolé do Rocha, no sertão da Paraíba. Os mendigos do Brasil costumam sempre pedir esmolas cantando, principalmente pelo interior. Foi uma dessas questões que cantei”, responde o poeta no áudio.

A voz de Mário de Andrade acaba de ser descoberta e poderá ser ouvida no rádio neste fim de semana. É o que conta o jornalista Geraldo Nunes, titular do programa Estadão Acervo (vide seção Nas Ondas do Rádio).

Primeira mão

Texto: Geraldo Nunes

Encontrado na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, um disco de alumínio que reproduz a voz do escritor e poeta Mário de Andrade. Nunca antes houve algum registro da voz dele. São seis músicas em português, sendo três cantadas pelo autor de Macunaíma e ainda uma narrativa dele sobre mendigos que pediam esmolas cantando no interior do Nordeste.

Também cantam na gravação a escritora Raquel de Queiroz e Mary Pedrosa, então casada com o crítico Mário Pedrosa, em um encontro no Rio de Janeiro, em julho de 1940.

Vamos reproduzir essas gravações no Acervo Estadão em primeira mão no rádio.

O Doutor Nicolau Assef

Texto: Milton Saldanha (*)

Joaquim Câmara Ferreira, ou ‘Toledo’, ou ‘Velho’, entre os vários codinomes que usou, era um dos homens mais procurados pelos órgãos de Segurança da ditadura. Segundo na hierarquia da luta armada urbana, respondia ao comando de Carlos Marighella. Numa madrugada Ferreira entrou em Ribeirão Pires trazendo um jovem ferido a bala, depois de escapar de um cerco policial. O médico Nicolau Assef, dono do Hospital Ribeirão Pires, retirou a bala e tratou do ferido. Tudo em segredo, sem fazer o registro de entrada do paciente. Foi um ato de altíssimo risco: se a repressão descobrisse todos teriam sido presos e torturados. Talvez, até assassinados, o que não era raro naqueles anos de trevas.

Quem me contou esse episódio foi o próprio doutor Nicolau Assef, que morreu aos 90 anos, na manhã da segunda-feira, 20 de abril, depois de alguns dias na UTI, onde se recuperava de uma complexa cirurgia no estômago. O episódio mostra sua coragem e humanismo, e foi apenas um entre centenas de outros que marcaram sua vida repleta de generosidade.

Dr. Nicolau Assef fundou o primeiro hospital de Ribeirão Pires em 1958, numa pensão adaptada. Único médico, dava turno em tempo integral e algumas vezes, como me confessou, tomou remédio para não dormir e assim conseguir completar o plantão. Hoje, o hospital, administrado por seus filhos e parentes, é referência na região e o maior da cidade.

Tive o privilégio, com uma turma de amigos, de fazer parte do círculo íntimo de Nicolau Assef. Perdi a conta dos encontros gastronômicos que tivemos com ele; frequentei sua casa. Era muito amado. Guardo com carinho seu livro de poesias autografado. Foi uma das pessoas mais íntegras de caráter que conheci. Um homem especial, que viveu bem a vida, e soube compartilhar seu coração.

(*) Jornalista. Foi editor-chefe do Diário do Grande ABC. Hoje edita o Jornal Dance, de alcance nacional.

Nas Ondas do Rádio

Viagem no Tempo, com Marcelo Lopes Duarte. Vinte e quatro horas por dia na internet: www.viagemnotempo.net . Aos sábados e domingos, o melhor do flash-back, com canções populares brasileiras e internacionais; de segunda-feira a sexta-feira, o melhor da música instrumental. E mais: fotografias e ‘notícias no tempo’.

Estadão AM (700) e FM (92,9) – Estadão Acervo – 1 – a voz de Mário de Andrade (vide a abertura da página); 2 – os 100 anos do genocídio armênio promovido durante a invasão turca; 3 – um histórico sobre o Dia do Trabalhador. Apresentação: Geraldo Nunes. Hoje, às 6h e 14h; amanhã, às 7h.

Rádio ABC (1570) – Causas Nobres. Em pauta, a divulgação das atividades de instituições sociais e beneficentes. Produção e apresentação: Antonio Dalto. Hoje, às 10h.

Bandeirantes AM (840) E FM (90,9) – Memória. Diretas Já. A votação da emenda Dante de Oliveira, que restabelecia eleições presidenciais diretas Brasil. Apesar dos comícios pelas diretas em 1983 e 1984, a emenda foi rejeitada por tão somente 22 votos num universo de 363 votos. As sonoras que serão utilizadas no programa mostram bem o clima de expectativa e emoção que cercou aquela histórica sessão do Congresso, que começou no dia 25 e se arrastou até a madrugada de 26 de abril de 1984. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, às 23h, com reprise amanhã às 5h.

Diário há 30 anos

Quinta-feira, 25 de abril de 1985 – ano 27, nº 5809

Manchete – Emoção no adeus a Tancredo Neves

- Sepultado às 23h de ontem em São João Del Rey.

- Ministros põem cargos à disposição de Sarney.

Editorial – A partir de agora, o ator principal é outro

Movimento Sindical – Algumas empresas de São Bernardo retomam a greve.

- Falta de peças já afeta as montadoras.

- Químicos tentam acordo por empresa.

Música – Gilberto Gil e o show Raça Humana, de amanhã a domingo na Mad Dancing Adrenalina, em São Bernardo.

Hoje

- Dia do Contabilista, data instituída em 1925, quando da realização do banquete em que as classes contábeis paulistanas ofereceram ao senador João Lira.

Santos do dia

- Na estampa, a representação de São Marcos, evangelista, que viveu no século 1. Seu evangelho é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança.

- Calista

- Evódio

Em 25 de abril de...

– Instalada a Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Ferrazópolis, São Bernardo, pelo bispo diocesano dom Jorge Marcos de Oliveira. A nova paróquia se desmembra da Paróquia de Santa Terezinha e passa a ser administrada pelo diácono Franco Chippari, ordenado pelo próprio dom Jorge em 1º de maio de 1973. 

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