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Teatro para abrir a criatividade

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Atividade das artes cênicas inspira pequenos atores na realização de peças e ajuda na timidez


Tauana Marin/Caroline Ribeiro Especial para o Diário

08/11/2015 | 07:00


 E abrem-se as cortinas! O espetáculo vai começar! Entre cenários, cenas, luzes e sons, o teatro inspira as pessoas. A arte, que nasceu, basicamente, na Grécia Antiga, hoje está presente nas escolas e vários outros centros de ensino.

Não faltam adeptos às aulas de interpretação. Laura Spinola Coelho, 12 anos, do Colégio Ábaco, de São Bernardo, faz a disciplina extra há dois anos e afirma que sempre quis ser atriz. A estudante aprendeu a improvisar e está mais segura. “Passo sempre as falas com uma amiga. Isso me ajuda muito a absorver o que tenho que falar e os momentos certos.”

Uma de suas parceiras no palco é Bárbara de Moura Fonseca, 11, cujo sonho é se formar em artes cênicas. “Desde muito pequena fazia shows em casa para minha mãe, até chorava em algumas cenas para ela. Adoro assistir à novela e faço balé. Quero ser uma profissional completa”, diz.

Heloisa Silva Tavares, 12, tem como objetivo ser a personagem principal das peças que o grupo apresenta. “Minha irmã já fazia (teatro), mas ela não liga para o personagem que vai fazer. Sou diferente. Quero trabalhar para fazer um grande papel.” Segundo ela, o teatro é ótimo para os tímidos se soltarem um pouco mais.

A oficina do Colégio Ábaco também é sinônimo de hobby. “Acho muito divertido. No começo foi difícil prestar atenção, me concentrar. Mas aprendi que é preciso entrar no clima. O cenário, o tom da voz, o corpo, tudo precisa estar afinado para dar certo”, conta Laís da Silva Bruno, 12.

 

MUSICAL - Gabriell Estrella Salvio Ongaro, 11 anos, frequenta o Espaço Cultural de Artes, em São Caetano. No local, o menino faz parte do elenco do musical A Fantástica Fabrica de Chocolate. Gabriell ficou com o papel do seu personagem favorito, Willy Wonka, o dono da mágica empresa. “O jeito que ele fala e como age é bem esquisito. Todos o acham maluco.”

Enrico Bezerra Carvalho, 8 anos, também de São Caetano, viverá Charlie, uma das crianças que encontram o Golden Ticket para entrar na fábrica. Para o garoto, “é divertido contar uma história e fingir que é alguém, mas é difícil porque você não pode sair do personagem nem um segundo”.

Os divertidos Oompa Loompas (ajudantes de Wonka) serão interpretados por Luiza Leni Bonani, 7, e Mariana Sousa, 8. A primeira faz aula de piano, coral e musicalização desde que era bebê e revela ter facilidade em decorar textos. Mariana ressalta que fazer um musical é sinônimo de diversão. “É bem legal ver os amigos encenando, assim você também perde a vergonha”, comenta.

O vendedor de doces será vivido por Maria Clara Legal Guimarães, 11. Se sentir mais segura e entender um personagem foram algumas coisas que aprendeu no Espaço Cultural de Artes. “Você fingir que é alguém é uma sensação bem engraçada.”

A peça A Fantástica Fabrica de Chocolate tem sessão única amanhã, no Teatro Paulo Machado de Carvalho (Alameda Conde de Porto Alegre, 840. Tel.: 4222-1010), às 20h. A entrada é gratuita.

Aulas motivam alunos sobre postura pessoal e no coletivo

Iniciar uma oficina ligada ao teatro não significa que, no dia seguinte, a pessoa estará atuando. É necessário um processo de aprendizagem especialmente montado para os futuros atores.

Um dos pontos mais trabalhados é a questão do autoconhecimento, com os professores ajudando os alunos a lidarem com a atenção a si próprios, seus gostos e, possíveis, talentos. É a ideia da percepção do ‘eu’, para que os participantes se sintam mais confiantes consigo mesmo.

Também é levada em conta a formação do grupo. É preciso trabalhar o entrosamento e unificação, onde cada aluno passa a ver sua importância no coletivo e vice-versa.

Em seguida, os alunos entram em contato com os chamados ‘ser ator’ e o ‘estar em cena’. Trata-se do momento de se deparar com questionamentos pessoais (quem sou eu? O que estou fazendo?) e específicos sobre o universo teatral (como o posicionamento no palco e a possibilidade de se improvisar falas e gestos em cena). No passo seguinte, os participantes aprendem a montar o espetáculo. As aulas também incluem estudos sobre expressões corporal e vocal (que envolve dicção e respiração).

Além do autoconhecimento, o teatro ultrapassa a formação de um ator. As oficinas são capazes de ajudar diretamente na formação do indivíduo, uma vez que é trabalhada a consciência da postura que o aluno empenha diante do coletivo e diante da sociedade.

CURIOSIDADES: Um dos maiores escritores de teatro de todos os tempo foi William Shakespeare (1564-1616), autor de peças como ‘Romeu e Julieta’, ‘Hamlet’ e ‘Macbeth’;

O Dia Mundial do Teatro é celebrado em 27 de março, data estabelecia a partir de 1961 e que sempre conta com espetáculo gratuitos para levar a arte ao público.

Consultoria de Igor Miranda Alves, professor da oficina de teatro do Colégio Ábaco.



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Teatro para abrir a criatividade

Atividade das artes cênicas inspira pequenos atores na realização de peças e ajuda na timidez

Tauana Marin/Caroline Ribeiro Especial para o Diário

08/11/2015 | 07:00


 E abrem-se as cortinas! O espetáculo vai começar! Entre cenários, cenas, luzes e sons, o teatro inspira as pessoas. A arte, que nasceu, basicamente, na Grécia Antiga, hoje está presente nas escolas e vários outros centros de ensino.

Não faltam adeptos às aulas de interpretação. Laura Spinola Coelho, 12 anos, do Colégio Ábaco, de São Bernardo, faz a disciplina extra há dois anos e afirma que sempre quis ser atriz. A estudante aprendeu a improvisar e está mais segura. “Passo sempre as falas com uma amiga. Isso me ajuda muito a absorver o que tenho que falar e os momentos certos.”

Uma de suas parceiras no palco é Bárbara de Moura Fonseca, 11, cujo sonho é se formar em artes cênicas. “Desde muito pequena fazia shows em casa para minha mãe, até chorava em algumas cenas para ela. Adoro assistir à novela e faço balé. Quero ser uma profissional completa”, diz.

Heloisa Silva Tavares, 12, tem como objetivo ser a personagem principal das peças que o grupo apresenta. “Minha irmã já fazia (teatro), mas ela não liga para o personagem que vai fazer. Sou diferente. Quero trabalhar para fazer um grande papel.” Segundo ela, o teatro é ótimo para os tímidos se soltarem um pouco mais.

A oficina do Colégio Ábaco também é sinônimo de hobby. “Acho muito divertido. No começo foi difícil prestar atenção, me concentrar. Mas aprendi que é preciso entrar no clima. O cenário, o tom da voz, o corpo, tudo precisa estar afinado para dar certo”, conta Laís da Silva Bruno, 12.

 

MUSICAL - Gabriell Estrella Salvio Ongaro, 11 anos, frequenta o Espaço Cultural de Artes, em São Caetano. No local, o menino faz parte do elenco do musical A Fantástica Fabrica de Chocolate. Gabriell ficou com o papel do seu personagem favorito, Willy Wonka, o dono da mágica empresa. “O jeito que ele fala e como age é bem esquisito. Todos o acham maluco.”

Enrico Bezerra Carvalho, 8 anos, também de São Caetano, viverá Charlie, uma das crianças que encontram o Golden Ticket para entrar na fábrica. Para o garoto, “é divertido contar uma história e fingir que é alguém, mas é difícil porque você não pode sair do personagem nem um segundo”.

Os divertidos Oompa Loompas (ajudantes de Wonka) serão interpretados por Luiza Leni Bonani, 7, e Mariana Sousa, 8. A primeira faz aula de piano, coral e musicalização desde que era bebê e revela ter facilidade em decorar textos. Mariana ressalta que fazer um musical é sinônimo de diversão. “É bem legal ver os amigos encenando, assim você também perde a vergonha”, comenta.

O vendedor de doces será vivido por Maria Clara Legal Guimarães, 11. Se sentir mais segura e entender um personagem foram algumas coisas que aprendeu no Espaço Cultural de Artes. “Você fingir que é alguém é uma sensação bem engraçada.”

A peça A Fantástica Fabrica de Chocolate tem sessão única amanhã, no Teatro Paulo Machado de Carvalho (Alameda Conde de Porto Alegre, 840. Tel.: 4222-1010), às 20h. A entrada é gratuita.

Aulas motivam alunos sobre postura pessoal e no coletivo

Iniciar uma oficina ligada ao teatro não significa que, no dia seguinte, a pessoa estará atuando. É necessário um processo de aprendizagem especialmente montado para os futuros atores.

Um dos pontos mais trabalhados é a questão do autoconhecimento, com os professores ajudando os alunos a lidarem com a atenção a si próprios, seus gostos e, possíveis, talentos. É a ideia da percepção do ‘eu’, para que os participantes se sintam mais confiantes consigo mesmo.

Também é levada em conta a formação do grupo. É preciso trabalhar o entrosamento e unificação, onde cada aluno passa a ver sua importância no coletivo e vice-versa.

Em seguida, os alunos entram em contato com os chamados ‘ser ator’ e o ‘estar em cena’. Trata-se do momento de se deparar com questionamentos pessoais (quem sou eu? O que estou fazendo?) e específicos sobre o universo teatral (como o posicionamento no palco e a possibilidade de se improvisar falas e gestos em cena). No passo seguinte, os participantes aprendem a montar o espetáculo. As aulas também incluem estudos sobre expressões corporal e vocal (que envolve dicção e respiração).

Além do autoconhecimento, o teatro ultrapassa a formação de um ator. As oficinas são capazes de ajudar diretamente na formação do indivíduo, uma vez que é trabalhada a consciência da postura que o aluno empenha diante do coletivo e diante da sociedade.

CURIOSIDADES: Um dos maiores escritores de teatro de todos os tempo foi William Shakespeare (1564-1616), autor de peças como ‘Romeu e Julieta’, ‘Hamlet’ e ‘Macbeth’;

O Dia Mundial do Teatro é celebrado em 27 de março, data estabelecia a partir de 1961 e que sempre conta com espetáculo gratuitos para levar a arte ao público.

Consultoria de Igor Miranda Alves, professor da oficina de teatro do Colégio Ábaco.

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