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Amor sob a ótica de Kar-wai



11/04/2008 | 07:12


Presidente do júri do Festival de Cannes de 2006, o cineasta chinês Wong Kar-wai volta à competição, este ano, com My Blueberry Nights, que chega nesta sexta-feira aos cinemas com o título Um Beijo Roubado.

O beijo do título, propriamente dito, é deslumbrante. Uma cena de sonho. A cantora – e agora atriz – Norah Jones adormece no balcão do café em que Jude Law lhe serve a torta de frutas do título original. O diretor posiciona sua câmera no alto para captar o momento em que Law, debruçando-se sobre o balcão, faz o encaixe perfeito para roubar o beijo de Norah/Elizabeth.

Wong Kar-wai repete-se, bradam os críticos, que consideram Um Beijo Roubado somente o remake norte-americano de Amor à Flor da Pele. Nos últimos anos, Wong Kar-wai muda os ambientes e os atores para seguir fazendo as mesmas perguntas que o obcecam – o que é o amor? Como ele se expressa? Como se pode viver sem ele? Como o tempo age sobre nossos sentimentos? O cineasta continua propondo as mesmas interrogações.

“É, basicamente, um filme sobre a distância. Às vezes é preciso nos distanciar milhares de quilômetros para conseguirmos nos aproximar do outro.”

Na tênue trama de Um Beijo Roubado, Jude Law faz este dono de café que vive ouvindo as histórias de amor dos clientes. Uma noite ele recebe a visita de Norah, uma jovem de coração partido com quem conversa madrugada adentro.

Apaixonam-se, claro, mas a mulher, confusa e determinada a se livrar do passado, parte numa viagem pelos Estados Unidos. Ela faz novos amigos que a ajudam a entender os caminhos do amor: um policial (David Strathairn) que não consegue abandonar a ex-mulher (Rachel Weisz) e uma sexy jogadora de cartas (Natalie Portman).

Jude Law procura desesperadamente por Norah, seguindo seus passos através de telefonemas e cartas. No caso de Um Beijo Roubado, ele escreveu o filme para Norah Jones, por causa de sua voz. “A voz de Norah é como um instrumento musical bem afinado. É cinematográfica. Quando se ouve a voz dela, sem ver o rosto, já é possível construir uma história. Foi o que me inspirou a fazer o filme.”


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Amor sob a ótica de Kar-wai


11/04/2008 | 07:12


Presidente do júri do Festival de Cannes de 2006, o cineasta chinês Wong Kar-wai volta à competição, este ano, com My Blueberry Nights, que chega nesta sexta-feira aos cinemas com o título Um Beijo Roubado.

O beijo do título, propriamente dito, é deslumbrante. Uma cena de sonho. A cantora – e agora atriz – Norah Jones adormece no balcão do café em que Jude Law lhe serve a torta de frutas do título original. O diretor posiciona sua câmera no alto para captar o momento em que Law, debruçando-se sobre o balcão, faz o encaixe perfeito para roubar o beijo de Norah/Elizabeth.

Wong Kar-wai repete-se, bradam os críticos, que consideram Um Beijo Roubado somente o remake norte-americano de Amor à Flor da Pele. Nos últimos anos, Wong Kar-wai muda os ambientes e os atores para seguir fazendo as mesmas perguntas que o obcecam – o que é o amor? Como ele se expressa? Como se pode viver sem ele? Como o tempo age sobre nossos sentimentos? O cineasta continua propondo as mesmas interrogações.

“É, basicamente, um filme sobre a distância. Às vezes é preciso nos distanciar milhares de quilômetros para conseguirmos nos aproximar do outro.”

Na tênue trama de Um Beijo Roubado, Jude Law faz este dono de café que vive ouvindo as histórias de amor dos clientes. Uma noite ele recebe a visita de Norah, uma jovem de coração partido com quem conversa madrugada adentro.

Apaixonam-se, claro, mas a mulher, confusa e determinada a se livrar do passado, parte numa viagem pelos Estados Unidos. Ela faz novos amigos que a ajudam a entender os caminhos do amor: um policial (David Strathairn) que não consegue abandonar a ex-mulher (Rachel Weisz) e uma sexy jogadora de cartas (Natalie Portman).

Jude Law procura desesperadamente por Norah, seguindo seus passos através de telefonemas e cartas. No caso de Um Beijo Roubado, ele escreveu o filme para Norah Jones, por causa de sua voz. “A voz de Norah é como um instrumento musical bem afinado. É cinematográfica. Quando se ouve a voz dela, sem ver o rosto, já é possível construir uma história. Foi o que me inspirou a fazer o filme.”

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