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Para celebrar Pixinguinha

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Show em homenagem aos 40 anos da morte
do artista ocupa o palco do Sesc Santo André


Vinícius Castelli

14/11/2013 | 07:00


No ano em que se completa quatro décadas da morte de um dos maiores nomes da música popular brasileira, o compositor carioca Pixinguinha ganha justa homenagem. E é esse concerto que ilustra a programação da unidade andreense do Sesc, com shows amanhã, às 19h, e sábado, às 20h. As entradas custam de R$ 4 a R$ 20 e podem ser adquiridas nas bilheterias do Sesc.

Quem se encarrega do espetáculo 40 Anos Sem Pixinguinha é o contrabaixista e compositor Marcos Paiva, que sobe ao palco junto de seu trio. Eles serão acompanhados pelas vozes de Maria Alcina e Selma Reis.

Mas a ideia do show não é apenas a de reproduzir o cancioneiro do homenageado mas sim de transcrever isso para a contemporaneidade e criar uma atmosfera sonora diferente para essa obra.

“O choro tem a questão do contraponto, são duas, três linhas ao mesmo tempo. Tem um lado muito camerístico. Eu trouxe isso para as minhas influências. Desconstruí muitas harmonias e melodias do repertório propositadamente”, afirma Paiva.

Ele conta que o contrabaixo faz a vez do violão de sete cordas e que usa também um vibrafone. “Ficou muito interessante, com uma sonoridade inusitada e ao mesmo tempo está tudo lá.”

O repertório traz canções como Carinhoso, Lamento, Rosa, Vou Vivendo, 1 x 0, Naquele Tempo e Sofres Porque Queres. Serão cinco músicas de abertura. Depois, Selma canta cerca de quatro canções e, Alcina, cinco. “Tem parte instrumental e cantada. Tem uma faixa que é apresentada só com contrabaixo, já outra, também tem voz”, conta o músico. Ele diz ainda que um bom tempero é a mistura das cantoras, pois Alcina tem uma pegada mais do suingue, já Selma é mais lírica.

Todo esse trabalho, de aprontar repertório e de criar arranjos para as músicas de Pixinguinha levou tempo e é fruto de prazerosa pesquisa para entender sua música e o que pensava o compositor. “Pixinguinha é nosso Bach. Acho que ele formatou o sistema de composição, harmonicamente e melodicamente. Mexer na obra dele é uma honra. Quando comecei a estudar as músicas fiquei muito emocionado. Ele era muito acima da média, de um primor técnico extremo e de muito entendimento melódico”, diz Paiva.

Além de homenagear Pixinguinha, Paiva acredita que esse tipo de concerto é uma boa maneira para manter vivo o acervo do músico, além de apresentar aos ouvidos mais jovens um pouco da história do músico. “Percebi gente com 14, 15 anos nos shows. É bom mostrar isso para as novas gerações.”

40 Anos sem Pixinguinha – Música. Amanhã, às 19h, e sábado, às 20h. No Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302. Tel.: 4469-1200. Ingr.: R$ 4 a R$ 20. 



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Para celebrar Pixinguinha

Show em homenagem aos 40 anos da morte
do artista ocupa o palco do Sesc Santo André

Vinícius Castelli

14/11/2013 | 07:00


No ano em que se completa quatro décadas da morte de um dos maiores nomes da música popular brasileira, o compositor carioca Pixinguinha ganha justa homenagem. E é esse concerto que ilustra a programação da unidade andreense do Sesc, com shows amanhã, às 19h, e sábado, às 20h. As entradas custam de R$ 4 a R$ 20 e podem ser adquiridas nas bilheterias do Sesc.

Quem se encarrega do espetáculo 40 Anos Sem Pixinguinha é o contrabaixista e compositor Marcos Paiva, que sobe ao palco junto de seu trio. Eles serão acompanhados pelas vozes de Maria Alcina e Selma Reis.

Mas a ideia do show não é apenas a de reproduzir o cancioneiro do homenageado mas sim de transcrever isso para a contemporaneidade e criar uma atmosfera sonora diferente para essa obra.

“O choro tem a questão do contraponto, são duas, três linhas ao mesmo tempo. Tem um lado muito camerístico. Eu trouxe isso para as minhas influências. Desconstruí muitas harmonias e melodias do repertório propositadamente”, afirma Paiva.

Ele conta que o contrabaixo faz a vez do violão de sete cordas e que usa também um vibrafone. “Ficou muito interessante, com uma sonoridade inusitada e ao mesmo tempo está tudo lá.”

O repertório traz canções como Carinhoso, Lamento, Rosa, Vou Vivendo, 1 x 0, Naquele Tempo e Sofres Porque Queres. Serão cinco músicas de abertura. Depois, Selma canta cerca de quatro canções e, Alcina, cinco. “Tem parte instrumental e cantada. Tem uma faixa que é apresentada só com contrabaixo, já outra, também tem voz”, conta o músico. Ele diz ainda que um bom tempero é a mistura das cantoras, pois Alcina tem uma pegada mais do suingue, já Selma é mais lírica.

Todo esse trabalho, de aprontar repertório e de criar arranjos para as músicas de Pixinguinha levou tempo e é fruto de prazerosa pesquisa para entender sua música e o que pensava o compositor. “Pixinguinha é nosso Bach. Acho que ele formatou o sistema de composição, harmonicamente e melodicamente. Mexer na obra dele é uma honra. Quando comecei a estudar as músicas fiquei muito emocionado. Ele era muito acima da média, de um primor técnico extremo e de muito entendimento melódico”, diz Paiva.

Além de homenagear Pixinguinha, Paiva acredita que esse tipo de concerto é uma boa maneira para manter vivo o acervo do músico, além de apresentar aos ouvidos mais jovens um pouco da história do músico. “Percebi gente com 14, 15 anos nos shows. É bom mostrar isso para as novas gerações.”

40 Anos sem Pixinguinha – Música. Amanhã, às 19h, e sábado, às 20h. No Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302. Tel.: 4469-1200. Ingr.: R$ 4 a R$ 20. 

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