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Quando as coisas não vão bem o ideal é parar, sentar, conversar e tentar melhorar


Especial para o Diário

14/08/2008 | 00:00


Quando as coisas não vão bem o ideal é parar, sentar, conversar e tentar melhorar. O basquete brasileiro não está bem. Isso é inquestionável.

Conseguimos reunir um dos melhores grupos de jogadores da história para a disputa do pré-olímpico de Las Vegas. Nunca tivemos tantos craques atuando na Europa e na NBA. As razões do fracasso são totalmente conhecidas. Vaidade, egoísmo e falta de espírito de equipe contribuíram para a desclassificação e a queda do técnico Lula Ferreira.

Na última chance de classificação, esta muito mais difícil, no torneio da Grécia, perdemos e expusemos muitas feridas - mais morais do que técnicas e táticas.

O feminino veio para Pequim e, parecendo uma nação de quinto mundo, virou chacota no universo do basquete. Perdemos inexplicavelmente para a Coréia, humilhantemente para a Austrália e para a Letônia.

É hora de uma boa reflexão. Precisamos mudar métodos, critérios administrativos, mentalidade e começar do zero. Se for para começar, que tal a demissão de Gerasime Bozikis, o Grego, e sua camarilha? Vamos mudar os presidentes das federações e ouvir os abnegados dirigentes dos clubes.

Não se faz uma seleção forte sem clubes fortes. E para se ter profissionalismo forte e competente, deve-se começar nas escolinhas, nos torneios, intercâmbios, no marketing, na motivação do público. O basquete já foi o segundo esporte do Brasil. Atualmente está na beira da sarjeta. Tomara que a partir de agora a lucidez ajude a encontrar o melhor caminho.

Frases

"A culpa não foi minha e sim do motorista da van"
Li Wing, motorista de um ônibus oficial que bateu forte e feriu atletas croatas e australianos de remo e canoagem.

"Fim de governo é uma moleza. Veja o Bush. Esqueceu o Iraque e curte adoidado a Olimpíada"
Jonh Massgreen, jornalista do New York Times.

"Quando ganharmos o primeiro ouro saltaremos do 32 para o 18o. lugar. No mínimo!"
Marcus Vinicius Freire, chefe da delegação brasileira.

"Agora não tem pra ninguém. Tanto faz pegar Estados Unidos como a Noruega"
Formiga, jogadora da Seleção Brasileira de futebol feminino

Aparecidos
Os estádios e ginásios de Pequim são invadidos pela torcida brasileira, sempre alegre, contagiante e, às vezes, um pouco chata. Normalmente situados nos lugares de segunda linha, os brasileiros são logo notados e transmitem simpatia. Aqueles que conseguem boas posições, são afilhados do COB ou do COI.

Mísseis
Andando pelo anel olímpico, sem querer, cheguei a um local onde estão instalados os mísseis chineses. São detalhes de um grande evento como a Olimpíada que passam despercebidos. Mas, a qualquer sinal dos radares, o estádio, ginásios e milhares de pessoas concentradas no local estão protegidos.

Brasileiras
A ginástica feminina foi a última colocada na disputa por equipes. Perdemos feio para países com mais tradição e que investem fortunas na formação de atletas. Em 2000, nem estávamos classificados. Em 2004 chegamos em 12º lugar e agora em oitavo. A tendência é melhorar em Londres.

Chinesas
A equipe chinesa de ginástica feminina é uma graça. Yilin Yang, Fei Cheng, Yuyian Jiang e Linlin Deng, entre outras, compõem possivelmente a melhor geração de um esporte que é adorado aqui. O trabalho de formação acontece nas principais províncias e, na capital, há um centro com estrutura monumental.

Esporte também é cultura
É comum o torcedor ter pouca afinidade com outros esportes, senão o futebol. Precisamos formar uma cultura esportiva. Os meios de comunicação têm fundamental importância nisso. Mostrar o esporte de forma didática deveria ser mais uma iniciativa das televisões. Certa época, a TV Cultura fez isso. Não sei a razão de ter abandonado essa idéia.



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Quando as coisas não vão bem o ideal é parar, sentar, conversar e tentar melhorar

Especial para o Diário

14/08/2008 | 00:00


Quando as coisas não vão bem o ideal é parar, sentar, conversar e tentar melhorar. O basquete brasileiro não está bem. Isso é inquestionável.

Conseguimos reunir um dos melhores grupos de jogadores da história para a disputa do pré-olímpico de Las Vegas. Nunca tivemos tantos craques atuando na Europa e na NBA. As razões do fracasso são totalmente conhecidas. Vaidade, egoísmo e falta de espírito de equipe contribuíram para a desclassificação e a queda do técnico Lula Ferreira.

Na última chance de classificação, esta muito mais difícil, no torneio da Grécia, perdemos e expusemos muitas feridas - mais morais do que técnicas e táticas.

O feminino veio para Pequim e, parecendo uma nação de quinto mundo, virou chacota no universo do basquete. Perdemos inexplicavelmente para a Coréia, humilhantemente para a Austrália e para a Letônia.

É hora de uma boa reflexão. Precisamos mudar métodos, critérios administrativos, mentalidade e começar do zero. Se for para começar, que tal a demissão de Gerasime Bozikis, o Grego, e sua camarilha? Vamos mudar os presidentes das federações e ouvir os abnegados dirigentes dos clubes.

Não se faz uma seleção forte sem clubes fortes. E para se ter profissionalismo forte e competente, deve-se começar nas escolinhas, nos torneios, intercâmbios, no marketing, na motivação do público. O basquete já foi o segundo esporte do Brasil. Atualmente está na beira da sarjeta. Tomara que a partir de agora a lucidez ajude a encontrar o melhor caminho.

Frases

"A culpa não foi minha e sim do motorista da van"
Li Wing, motorista de um ônibus oficial que bateu forte e feriu atletas croatas e australianos de remo e canoagem.

"Fim de governo é uma moleza. Veja o Bush. Esqueceu o Iraque e curte adoidado a Olimpíada"
Jonh Massgreen, jornalista do New York Times.

"Quando ganharmos o primeiro ouro saltaremos do 32 para o 18o. lugar. No mínimo!"
Marcus Vinicius Freire, chefe da delegação brasileira.

"Agora não tem pra ninguém. Tanto faz pegar Estados Unidos como a Noruega"
Formiga, jogadora da Seleção Brasileira de futebol feminino

Aparecidos
Os estádios e ginásios de Pequim são invadidos pela torcida brasileira, sempre alegre, contagiante e, às vezes, um pouco chata. Normalmente situados nos lugares de segunda linha, os brasileiros são logo notados e transmitem simpatia. Aqueles que conseguem boas posições, são afilhados do COB ou do COI.

Mísseis
Andando pelo anel olímpico, sem querer, cheguei a um local onde estão instalados os mísseis chineses. São detalhes de um grande evento como a Olimpíada que passam despercebidos. Mas, a qualquer sinal dos radares, o estádio, ginásios e milhares de pessoas concentradas no local estão protegidos.

Brasileiras
A ginástica feminina foi a última colocada na disputa por equipes. Perdemos feio para países com mais tradição e que investem fortunas na formação de atletas. Em 2000, nem estávamos classificados. Em 2004 chegamos em 12º lugar e agora em oitavo. A tendência é melhorar em Londres.

Chinesas
A equipe chinesa de ginástica feminina é uma graça. Yilin Yang, Fei Cheng, Yuyian Jiang e Linlin Deng, entre outras, compõem possivelmente a melhor geração de um esporte que é adorado aqui. O trabalho de formação acontece nas principais províncias e, na capital, há um centro com estrutura monumental.

Esporte também é cultura
É comum o torcedor ter pouca afinidade com outros esportes, senão o futebol. Precisamos formar uma cultura esportiva. Os meios de comunicação têm fundamental importância nisso. Mostrar o esporte de forma didática deveria ser mais uma iniciativa das televisões. Certa época, a TV Cultura fez isso. Não sei a razão de ter abandonado essa idéia.

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