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Ação integrada é a chave para resolver problemas ambientais

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Especialistas defendem avanço na destinação correta de resíduos e despoluição de córregos


Bianca Barbosa

05/06/2018 | 07:00


Instituído em 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado hoje, representa oportunidade de se cobrar do poder público e da sociedade ações concretas de proteção às joias do Grande ABC, como são os casos de Mata Atlântica, Represa Billings, além das espécies animais diversas. Especialistas ouvidos pelo Diário ressaltam que é momento de política integrada para a resolução de problemas antigos, como é o caso de destinação correta de resíduos sólidos, universalização do saneamento ambiental, além da despoluição de córregos e aumento da fiscalização.

Bióloga da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e idealizadora da Expedição Billings, Marta Marcondes considera que os problemas mais graves da região são a destinação inadequada de resíduos sólidos, falta de coleta de esgoto e poluição atmosférica. “Tudo o que não é destinado corretamente acaba nos rios, córregos e reservatórios. Precisamos de uma política integrada de resíduos sólidos para a região. Precisamos da responsabilidade compartilhada.” 

Para a próxima semana está prevista divulgação de relatório da quarta edição da Expedição Billings, que analisou a qualidade da água do reservatório durante sete semanas. O prognóstico não é animador, segundo a especialista. “Esquecemos da questão da nossa casa comum, que todos compartilhamos do mesmo planeta”, diz Marta.

“A situação do Grande ABC é absolutamente delicada em relação aos recursos naturais. Não tivemos grandes avanços em saneamento básico, logo, nossos mananciais estão cada vez mais comprometidos. Não construímos dinâmicas para a redução da geração de resíduos sólidos ou controles atmosféricos”, ressalta a professora do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Metodista Viviane Pereira Alves.

A poluição dos rios e represa na região, assim como o desmatamento e a caça predatória são ameaças latentes, considera o biólogo Guilherme Domenichelli. “Muitos não sabem, mas diversos animais, inclusive ameaçados de extinção, vivem nas matas das bordas dessas cidades. Por exemplo: aves como o macuco, a araponga e o tangará. E mamíferos, como o veado-catingueiro, a jaguatirica e a suçuarana, que é o segundo maior felino das Américas, ficando atrás somente da onça-pintada.” Para ajudar a preservar o ambiente, o biólogo ressalta a necessidade de denúncia de caça de animais e derrubada de árvores.

Diante de crime ambiental, a ação civil pública (regulamentada pela Lei 7.347/85) protege o meio ambiente e tem como objetivo a reparação do dano onde ocorreu a lesão dos recursos ambientais. 



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Ação integrada é a chave para resolver problemas ambientais

Especialistas defendem avanço na destinação correta de resíduos e despoluição de córregos

Bianca Barbosa

05/06/2018 | 07:00


Instituído em 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado hoje, representa oportunidade de se cobrar do poder público e da sociedade ações concretas de proteção às joias do Grande ABC, como são os casos de Mata Atlântica, Represa Billings, além das espécies animais diversas. Especialistas ouvidos pelo Diário ressaltam que é momento de política integrada para a resolução de problemas antigos, como é o caso de destinação correta de resíduos sólidos, universalização do saneamento ambiental, além da despoluição de córregos e aumento da fiscalização.

Bióloga da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e idealizadora da Expedição Billings, Marta Marcondes considera que os problemas mais graves da região são a destinação inadequada de resíduos sólidos, falta de coleta de esgoto e poluição atmosférica. “Tudo o que não é destinado corretamente acaba nos rios, córregos e reservatórios. Precisamos de uma política integrada de resíduos sólidos para a região. Precisamos da responsabilidade compartilhada.” 

Para a próxima semana está prevista divulgação de relatório da quarta edição da Expedição Billings, que analisou a qualidade da água do reservatório durante sete semanas. O prognóstico não é animador, segundo a especialista. “Esquecemos da questão da nossa casa comum, que todos compartilhamos do mesmo planeta”, diz Marta.

“A situação do Grande ABC é absolutamente delicada em relação aos recursos naturais. Não tivemos grandes avanços em saneamento básico, logo, nossos mananciais estão cada vez mais comprometidos. Não construímos dinâmicas para a redução da geração de resíduos sólidos ou controles atmosféricos”, ressalta a professora do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Metodista Viviane Pereira Alves.

A poluição dos rios e represa na região, assim como o desmatamento e a caça predatória são ameaças latentes, considera o biólogo Guilherme Domenichelli. “Muitos não sabem, mas diversos animais, inclusive ameaçados de extinção, vivem nas matas das bordas dessas cidades. Por exemplo: aves como o macuco, a araponga e o tangará. E mamíferos, como o veado-catingueiro, a jaguatirica e a suçuarana, que é o segundo maior felino das Américas, ficando atrás somente da onça-pintada.” Para ajudar a preservar o ambiente, o biólogo ressalta a necessidade de denúncia de caça de animais e derrubada de árvores.

Diante de crime ambiental, a ação civil pública (regulamentada pela Lei 7.347/85) protege o meio ambiente e tem como objetivo a reparação do dano onde ocorreu a lesão dos recursos ambientais. 

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