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Indy atravessa o samba

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

14/03/2010 | 07:34


Os carros literalmente rebolaram no trecho do sambódromo, um dos principais pontos do circuito de rua do Anhembi, que recebe neste fim de semana a primeira etapa do Campeonato de Fórmula Indy 2010. O piso de concreto, por onde normalmente desfilam passistas e carros alegóricos, não se adaptou à velocidade. Depois de algumas batidas, reclamações e pressão dos pilotos, os organizadores da prova foram obrigados a fazer reforma de emergência no local e modificar a programação original do evento. Assim, eles disputaram ontem três baterias de treinos livres e hoje, às 8h30, fazem o classificatório para definir a ordem de largada, mantida às 13h.

No início da noite de ontem, a passarela do samba foi lixada. Em seguida uma máquina foi utilizada para fazer ranhuras no concreto. Assim, espera-se que os pneus dos carros possam aderir melhor ao piso e eles possam andar sem problemas.

Se durante a semana ouviu-se apenas elogios à iniciativa de trazer a corrida para a Capital, bastaram poucas voltas para os pilotos sentirem que as coisas seriam difíceis.

O brasileiro Tony Kanaan foi o primeiro a reclamar. Logo após a primeira sessão de treinos, ele soltou a voz e apontou os principais problemas. "No sambódromo não tem grip (aderência) algum. É impossível andar em linha reta por lá. Além disso, a pista está muito ondulada", apontou o piloto, o melhor entre os sete representantes do País nos treinos de ontem, com um segundo lugar e dois terceiros nas três sessões.

Kanaan, entretanto, isentou os organizadores e culpou o engenheiro Tony Cotman, que criou a pista. "É responsabilidade dele. Nós tentamos argumentar, mas ele falou que era assim mesmo. Esse cara nunca deve ter andado em um carro de Fórmula Indy."

Quando os carros correram novamente, com o calor ainda mais intenso - na pista chegou a 53° C -, a situação ficou ainda pior. A venezuelana Milka Duno, que já havia batido na primeira sessão, beijou o alambrado mais duas vezes. Bia Figueiredo também escorregou e estreou o carro médico, mas sem gravidade.

Com isso, cerca de uma hora antes do horário marcado para os treinos classificatórios, os organizadores avisaram que iriam realizar outra sessão livre e que tomariam providências para aumentar a aderência do sambódromo durante a noite e que o classificatório seria hoje.

"Ainda bem que a nossa sugestão foi aceita. Todos os pilotos falaram a mesma coisa e os organizadores nos ouviram", disse Kanaan, que aproveitou para mandar mais um recado a Cotman. "Construir pista é uma coisa. Andar a 380 Km/h é outra. Ele deveria ter um piloto que lhe desse consultoria ou que, pelo menos, um carro andasse pelo traçado antes dos treinos."

Entre os estrangeiros, a impressão também não foi das melhores. "Tomara que não chova amanhã (hoje), porque está impossível andar no seco. Imagina com a pista molhada", comentou o escocês Dario Franchitti. "Ficou ainda pior", completou o venezuelano Ernesto Viso.


Mulheres deixam marcas no alambrado

Das quatro mulheres que disputam a primeira corrida da temporada da Fórmula Indy, em São Paulo, duas não se deram bem nos treinos de ontem. A brasileira Bia Figueiredo e a venezuelana Milka Duno beijaram a grade do circuito de rua.

Bia bateu na segunda sessão em plena reta do sambódromo. "Eu vinha em quarta marcha e o carro saiu de traseira", relatou. "Foi como andar no gelo", completou a piloto que estreou o carro médico após a colisão.

Mas levou sorte porque com o adiamento do treino classificatório para esta manhã, sua equipe pode arrumar o carro batido. Ela saiu em defesa dos organizadores da prova. "Sabíamos que teríamos problemas com a pista, que foi construída rapidamente. Vamos melhorar para amanhã (hoje) e tudo estará bem", afirmou.

Milka abusou do direito de bater. Nas três vezes em que foi para a pista causou fortes emoções e várias bandeiras amarelas. Mas saiu-se bem em todas e larga hoje sem problemas.

A surpresa ficou para Simona de Silvestro. A suíça da equipe HVM andou muito bem e não se importou com as dificuldades da pista. "Os problemas existem para serem enfrentados e o melhor jeito de vencê-los é com trabalho", afirmou.

A norte-americana Danica Patrick, única mulher a vencer prova da Indy e apontada como musa da categoria, foi indicada para receber o troféu limão.

Como é de praxe, esbanjou antipatia, destoando da maioria dos pilotos da Indy que atendiam os fãs e jornalistas sempre que solicitados.


Jornada dupla será desgastante para pilotos

Disputar o treino classificatório e a corrida no mesmo dia será extremamente cansativo para os pilotos. A opinião é do brasileiro Helio Castroneves, um dos favoritos a conquistar a prova de hoje, nas ruas de São Paulo.

"A maior dificuldade será do ponto de vista físico. Tanto a classificação quanto a corrida são muito desgastantes", apontou.

Gil de Ferran, dono da equipe Luczo Dragon/De Ferran, e que já esteve atrás do volante, concorda com Helinho e aponta outro quesito. "Fisicamente será muito difícil para os pilotos. Além das duas disputas, temos de levar em consideração que provas de rua são sempre imprevisíveis. Hoje (ontem), por exemplo, tivemos várias bandeiras amarelas que paralisaram a corrida. Isso pode ocorrer novamente", afirmou.



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Indy atravessa o samba

Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

14/03/2010 | 07:34


Os carros literalmente rebolaram no trecho do sambódromo, um dos principais pontos do circuito de rua do Anhembi, que recebe neste fim de semana a primeira etapa do Campeonato de Fórmula Indy 2010. O piso de concreto, por onde normalmente desfilam passistas e carros alegóricos, não se adaptou à velocidade. Depois de algumas batidas, reclamações e pressão dos pilotos, os organizadores da prova foram obrigados a fazer reforma de emergência no local e modificar a programação original do evento. Assim, eles disputaram ontem três baterias de treinos livres e hoje, às 8h30, fazem o classificatório para definir a ordem de largada, mantida às 13h.

No início da noite de ontem, a passarela do samba foi lixada. Em seguida uma máquina foi utilizada para fazer ranhuras no concreto. Assim, espera-se que os pneus dos carros possam aderir melhor ao piso e eles possam andar sem problemas.

Se durante a semana ouviu-se apenas elogios à iniciativa de trazer a corrida para a Capital, bastaram poucas voltas para os pilotos sentirem que as coisas seriam difíceis.

O brasileiro Tony Kanaan foi o primeiro a reclamar. Logo após a primeira sessão de treinos, ele soltou a voz e apontou os principais problemas. "No sambódromo não tem grip (aderência) algum. É impossível andar em linha reta por lá. Além disso, a pista está muito ondulada", apontou o piloto, o melhor entre os sete representantes do País nos treinos de ontem, com um segundo lugar e dois terceiros nas três sessões.

Kanaan, entretanto, isentou os organizadores e culpou o engenheiro Tony Cotman, que criou a pista. "É responsabilidade dele. Nós tentamos argumentar, mas ele falou que era assim mesmo. Esse cara nunca deve ter andado em um carro de Fórmula Indy."

Quando os carros correram novamente, com o calor ainda mais intenso - na pista chegou a 53° C -, a situação ficou ainda pior. A venezuelana Milka Duno, que já havia batido na primeira sessão, beijou o alambrado mais duas vezes. Bia Figueiredo também escorregou e estreou o carro médico, mas sem gravidade.

Com isso, cerca de uma hora antes do horário marcado para os treinos classificatórios, os organizadores avisaram que iriam realizar outra sessão livre e que tomariam providências para aumentar a aderência do sambódromo durante a noite e que o classificatório seria hoje.

"Ainda bem que a nossa sugestão foi aceita. Todos os pilotos falaram a mesma coisa e os organizadores nos ouviram", disse Kanaan, que aproveitou para mandar mais um recado a Cotman. "Construir pista é uma coisa. Andar a 380 Km/h é outra. Ele deveria ter um piloto que lhe desse consultoria ou que, pelo menos, um carro andasse pelo traçado antes dos treinos."

Entre os estrangeiros, a impressão também não foi das melhores. "Tomara que não chova amanhã (hoje), porque está impossível andar no seco. Imagina com a pista molhada", comentou o escocês Dario Franchitti. "Ficou ainda pior", completou o venezuelano Ernesto Viso.


Mulheres deixam marcas no alambrado

Das quatro mulheres que disputam a primeira corrida da temporada da Fórmula Indy, em São Paulo, duas não se deram bem nos treinos de ontem. A brasileira Bia Figueiredo e a venezuelana Milka Duno beijaram a grade do circuito de rua.

Bia bateu na segunda sessão em plena reta do sambódromo. "Eu vinha em quarta marcha e o carro saiu de traseira", relatou. "Foi como andar no gelo", completou a piloto que estreou o carro médico após a colisão.

Mas levou sorte porque com o adiamento do treino classificatório para esta manhã, sua equipe pode arrumar o carro batido. Ela saiu em defesa dos organizadores da prova. "Sabíamos que teríamos problemas com a pista, que foi construída rapidamente. Vamos melhorar para amanhã (hoje) e tudo estará bem", afirmou.

Milka abusou do direito de bater. Nas três vezes em que foi para a pista causou fortes emoções e várias bandeiras amarelas. Mas saiu-se bem em todas e larga hoje sem problemas.

A surpresa ficou para Simona de Silvestro. A suíça da equipe HVM andou muito bem e não se importou com as dificuldades da pista. "Os problemas existem para serem enfrentados e o melhor jeito de vencê-los é com trabalho", afirmou.

A norte-americana Danica Patrick, única mulher a vencer prova da Indy e apontada como musa da categoria, foi indicada para receber o troféu limão.

Como é de praxe, esbanjou antipatia, destoando da maioria dos pilotos da Indy que atendiam os fãs e jornalistas sempre que solicitados.


Jornada dupla será desgastante para pilotos

Disputar o treino classificatório e a corrida no mesmo dia será extremamente cansativo para os pilotos. A opinião é do brasileiro Helio Castroneves, um dos favoritos a conquistar a prova de hoje, nas ruas de São Paulo.

"A maior dificuldade será do ponto de vista físico. Tanto a classificação quanto a corrida são muito desgastantes", apontou.

Gil de Ferran, dono da equipe Luczo Dragon/De Ferran, e que já esteve atrás do volante, concorda com Helinho e aponta outro quesito. "Fisicamente será muito difícil para os pilotos. Além das duas disputas, temos de levar em consideração que provas de rua são sempre imprevisíveis. Hoje (ontem), por exemplo, tivemos várias bandeiras amarelas que paralisaram a corrida. Isso pode ocorrer novamente", afirmou.

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