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Filippi aceita terceira via,
mas critica Zé Augusto


Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

18/09/2011 | 07:04


Considerado o principal conselheiro do prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), o deputado federal José de Filippi Júnior (PT) não fez objeção ao lançamento de uma terceira via na eleição municipal de 2012. O parlamentar - que governou a cidade por três mandatos - avaliou que rebeldia na base situacionista de Reali é "natural", diferentemente do que tem pregado seu afilhado político, a favor da polarização eleitoral.

Apesar de consentir com pulverização de candidatos a prefeito, Filippi não perdeu a oportunidade de criticar o ex-deputado estadual José Augusto da Silva Ramos (PSDB), seu rival político desde que o hoje tucano pertencia às trincheiras petistas. Segundo Filippi, o centralismo de Zé Augusto é responsável pela insurgência de pleiteantes ao Paço, como o vereador Lauro Michels (ex-PSDB), que não conseguiu espaço político no ninho tucano para emplacar seu projeto rumo ao Executivo.

"O candidato de oposição não conseguiu se renovar. Há quatro ou cinco eleições se coloca como único candidato a prefeito viável. Essas forças emergentes são uma reação a isso", opinou Filippi. Zé Augusto foi prefeito de Diadema de 1988 a 1992. Sucedido por Filippi, o hoje tucano rachou politicamente com o petista, resultando na derrota do PT no pleito de 1996. Desde então, Zé Augusto tenta retornar ao poder municipal, sempre sem sucesso. Para Filippi, contabiliza duas derrotas: em 2000 e em 2004 - a última por menos de 600 votos.

O deputado federal acredita que muitas candidaturas rabiscadas para 2012 são, na verdade, desenhos estruturados para 2016. O petista pediu aos partidos aliados que projetam planos paralelos que tenham "maturidade" para pensar políticas públicas que possam seguir o ideal de governo iniciado por ele, em 2000.

Entre as candidaturas mais solidificadas está a de Michels. O vereador, expulso do PSDB, está em negociação com o PV, cuja a cúpula estadual já deu aval à campanha. Além de Michels, o PTB, da vereadora Marion Oliveira, por recomendação de dirigentes paulistas, pensa em candidatura própria, com a sindicalista Silvana Guarnieri.

Articulador - Embora negue qualquer interferência na gestão Reali, Filippi foi designado por interlocutores do governo para desatar alguns nós com relação à formação da coalizão a favor de seu afilhado político. Durante oito anos de mandato, Filippi teve pouco trabalho na montagem de sua ala governista.



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Filippi aceita terceira via,
mas critica Zé Augusto

Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

18/09/2011 | 07:04


Considerado o principal conselheiro do prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), o deputado federal José de Filippi Júnior (PT) não fez objeção ao lançamento de uma terceira via na eleição municipal de 2012. O parlamentar - que governou a cidade por três mandatos - avaliou que rebeldia na base situacionista de Reali é "natural", diferentemente do que tem pregado seu afilhado político, a favor da polarização eleitoral.

Apesar de consentir com pulverização de candidatos a prefeito, Filippi não perdeu a oportunidade de criticar o ex-deputado estadual José Augusto da Silva Ramos (PSDB), seu rival político desde que o hoje tucano pertencia às trincheiras petistas. Segundo Filippi, o centralismo de Zé Augusto é responsável pela insurgência de pleiteantes ao Paço, como o vereador Lauro Michels (ex-PSDB), que não conseguiu espaço político no ninho tucano para emplacar seu projeto rumo ao Executivo.

"O candidato de oposição não conseguiu se renovar. Há quatro ou cinco eleições se coloca como único candidato a prefeito viável. Essas forças emergentes são uma reação a isso", opinou Filippi. Zé Augusto foi prefeito de Diadema de 1988 a 1992. Sucedido por Filippi, o hoje tucano rachou politicamente com o petista, resultando na derrota do PT no pleito de 1996. Desde então, Zé Augusto tenta retornar ao poder municipal, sempre sem sucesso. Para Filippi, contabiliza duas derrotas: em 2000 e em 2004 - a última por menos de 600 votos.

O deputado federal acredita que muitas candidaturas rabiscadas para 2012 são, na verdade, desenhos estruturados para 2016. O petista pediu aos partidos aliados que projetam planos paralelos que tenham "maturidade" para pensar políticas públicas que possam seguir o ideal de governo iniciado por ele, em 2000.

Entre as candidaturas mais solidificadas está a de Michels. O vereador, expulso do PSDB, está em negociação com o PV, cuja a cúpula estadual já deu aval à campanha. Além de Michels, o PTB, da vereadora Marion Oliveira, por recomendação de dirigentes paulistas, pensa em candidatura própria, com a sindicalista Silvana Guarnieri.

Articulador - Embora negue qualquer interferência na gestão Reali, Filippi foi designado por interlocutores do governo para desatar alguns nós com relação à formação da coalizão a favor de seu afilhado político. Durante oito anos de mandato, Filippi teve pouco trabalho na montagem de sua ala governista.

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