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Porto Feliz celebra descobrimento com encenaçao de monçao


Do Diário do Grande ABC

21/04/2000 | 13:11


Dois séculos depois do descobrimento, vencidos os obstáculos da Serra do Mar e alcançado o planalto de Piratininga, portugueses e brasileiros empenharam-se na abertura de rotas terrestres e fluviais para "descobrir" o Brasil por dentro. As monçoes, como se chamavam essas expediçoes, iniciadas no Rio Tietê, foram decisivas para a consolidaçao do atual território brasileiro. Uma das mais famosas, a do sargento-mór Teotônio José Juzarte, será revivida amanha (22), em Porto Feliz, a 120 quilômetros de Sao Paulo, como parte das comemoraçoes dos 500 anos do Descobrimento.

Cerca de 500 atores e figurantes, em trajes da época, vao relembrar a chegada dos barcos pelo Rio Tietê no Porto de Araritaguaba, nome antigo de Porto Feliz. O evento ocorreu em 1769 quando a entao freguesia tinha apenas 1.500 habitantes, como o próprio Juzarte registrou em seu diário de navegaçao.

A encenaçao, dirigida pelo teatrólogo Emílio Fontana Filho, começa às 15 horas, com a chegada das canoas no Parque das Monçoes. O espetáculo prosseguirá pelas ruas do centro. A expediçao de Juzarte foi uma das últimas grandes monçoes que tiveram Porto Feliz como ponto de partida e de retorno. Há registros de dezenas dessas expediçoes, entre os séculos 17 e 18 quando foram descobertas as minas de ouro de Cuiabá.

As viagens duravam até seis meses e percorriam 3.500 quilômetros por rios e trechos em terra. Entre as principais, a do governador da capitania de Sao Paulo, Rodrigo César de Menezes, reuniu 3 mil integrantes em 23 bateloes - barcos de madeira - em 1726. Em 1825, o Barao de Langsdorff, na primeira expediçao científica, levou 223 dias para chegar a Cuiabá.

Porto Feliz reuniu documentos, mapas e diários dessas navegaçoes no Arquivo Histórico Municipal, inaugurado esta semana. A maior parte da documentaçao foi resgatada pelo historiador Jonas Soares de Souza, da Universidade de Sao Paulo (USP), na Biblioteca Nacional de Lisboa e na Biblioteca Pública de Évora, em Portugal. O diário de navegaçao de Juzarte, transformado em livro e editado pela USP, está sendo lançado nesta sexta.



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Porto Feliz celebra descobrimento com encenaçao de monçao

Do Diário do Grande ABC

21/04/2000 | 13:11


Dois séculos depois do descobrimento, vencidos os obstáculos da Serra do Mar e alcançado o planalto de Piratininga, portugueses e brasileiros empenharam-se na abertura de rotas terrestres e fluviais para "descobrir" o Brasil por dentro. As monçoes, como se chamavam essas expediçoes, iniciadas no Rio Tietê, foram decisivas para a consolidaçao do atual território brasileiro. Uma das mais famosas, a do sargento-mór Teotônio José Juzarte, será revivida amanha (22), em Porto Feliz, a 120 quilômetros de Sao Paulo, como parte das comemoraçoes dos 500 anos do Descobrimento.

Cerca de 500 atores e figurantes, em trajes da época, vao relembrar a chegada dos barcos pelo Rio Tietê no Porto de Araritaguaba, nome antigo de Porto Feliz. O evento ocorreu em 1769 quando a entao freguesia tinha apenas 1.500 habitantes, como o próprio Juzarte registrou em seu diário de navegaçao.

A encenaçao, dirigida pelo teatrólogo Emílio Fontana Filho, começa às 15 horas, com a chegada das canoas no Parque das Monçoes. O espetáculo prosseguirá pelas ruas do centro. A expediçao de Juzarte foi uma das últimas grandes monçoes que tiveram Porto Feliz como ponto de partida e de retorno. Há registros de dezenas dessas expediçoes, entre os séculos 17 e 18 quando foram descobertas as minas de ouro de Cuiabá.

As viagens duravam até seis meses e percorriam 3.500 quilômetros por rios e trechos em terra. Entre as principais, a do governador da capitania de Sao Paulo, Rodrigo César de Menezes, reuniu 3 mil integrantes em 23 bateloes - barcos de madeira - em 1726. Em 1825, o Barao de Langsdorff, na primeira expediçao científica, levou 223 dias para chegar a Cuiabá.

Porto Feliz reuniu documentos, mapas e diários dessas navegaçoes no Arquivo Histórico Municipal, inaugurado esta semana. A maior parte da documentaçao foi resgatada pelo historiador Jonas Soares de Souza, da Universidade de Sao Paulo (USP), na Biblioteca Nacional de Lisboa e na Biblioteca Pública de Évora, em Portugal. O diário de navegaçao de Juzarte, transformado em livro e editado pela USP, está sendo lançado nesta sexta.

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