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Inglaterra: príncipe Charles casa com Camilla Parker Bowles


Da AFP

09/04/2005 | 14:20


Depois de um tempestuoso romance de 34 anos e dois meses de preparativos caóticos, o príncipe Charles da Inglaterra, 56 anos, se casou neste sábado com Camilla Parker Bowles, 57, em uma cerimônia civil na prefeitura da pequena cidade de Windsor, que contrastou com o brilho e glamour do casamento do príncipe com Diana Spencer.

Quase 24 anos depois de seu luxuoso matrimônio com a bela Lady Di, na catedral de Saint Paul, em Londres, o herdeiro da coroa britânica se casou com sua eterna amante, em uma breve cerimônia em um modesto salão.

Quando Charles colocou o anel elaborado com ouro de Gales, Camilla, que até hoje utiliza o sobrenome de seu primeiro marido, Andrew Parker Bowles, se converteu em Sua Alteza Real Duquesa da Cornuália, e na figura feminina mais importante da família real britânica depois da rainha Elizabeth II.

Após a breve cerimônia, que foi precedida por dois meses de obstáculos de todo tipo, de jurídicos até o funeral do Papa, o sorridente casal saudou as quase 15 mil pessoas que o aclamava nas floridas ruas de Windsor, que fica a uma hora de Londres.

Em seu primeiro casamento, em julho de 1981, o Príncipe de Gales e Diana, 20 anos, foram ovacionados por 600 mil pessoas que se aglomeravam nas ruas de Londres, enquanto 750 milhões de telespectadores acompanharam a cerimônia em todo o mundo. Segundo estimativas, apenas 9 milhões de britânicos assistiram ao casamento pela televisão.

O pequeno povoado às margens do Tâmisa foi invadido para a ocasião por milhares de turistas e policiais, que adotaram rígidas medidas de segurança.

Camilla usava um vestido de cor marfim, bordado, com casaco combinando e um chapéu de abas largas da mesma cor, adornado com plumas, e sapatos claros de salto baixo. Charles vestia um traje escuro formal.

Apenas 28 pessoas assistiram ao casamento civil, todas elas familiares dos noivos. Do lado de Charles estiveram presentes seus filhos, os príncipes William e Harry, e seus irmãos, os príncipes Edward e Andrew e a princesa Anne. Por parte de Camilla Parker Bowles compareceram seus filhos, Tom e Laura, e seu pai, o comandante Bruce Shand. A rainha Elizabeth II, governadora suprema da Igreja Anglicana, não presenciou a cerimônia civil, assim como pai de Charles, o príncipe Philip, o Duque de Edimburgo.

Depois de sair da prefeitura, Charles e Camilla se dirigiram para o majestoso castelo de Windsor, onde receberam a bênção religiosa, na capela de Saint George, do arcebispo de Canterbury, Rowan Williams.

Camilla mudou de roupa para a cerimônia religiosa, durante a qual usou um vestido longo cinza e um exótico adorno de plumas na cabeça. Nas mãos, um pequeno ramo de flores brancas. Durante a cerimônia, denominada oficialmente Serviço de Oração e Dedicação, Charles e Camilla leram uma oração em que reconheceram os seus pecados.

"Reconhecemos nossos pecados e maldades que de tempos em tempos cometemos, em pensamentos, palavras e atos", leram os noivos, que escolheram esta prece do Livro de Orações de 1962. "Seriamente nos arrependemos e, de todo coração, pedimos perdão por nossos pecados. Sua lembrança nos aflige, seu peso é intolerável", prosseguiram.

Esta oração representa o ato de contrição mais forte da Igreja Anglicana e foi interpretado como o arrependimento público do herdeiro da coroa por seu relacionamento adúltero com Camilla antes de seus respectivos divórcios. Autoridades da Igreja haviam pedido ao príncipe que peça desculpas públicas por seu adultério.

Quase 800 pessoas, incluindo poucos representantes das casas reais européias, como o herdeiro da Coroa da Noruega, Haakon, e o príncipe Constantino da Holanda, assistiram à bênção. Também estiveram presentes membros da família real britânica, assim como personalidades do mundo político, do espetáculo e dos meios de comunicação.

A representação política à recepção em Windsor foi liderada pelo primeiro-ministro britânico Tony Blair e sua esposa Cherie. Também estarão presentes os líderes do Partido Conservador, Michael Howard, e do Liberal Demócrata, Charles Kennedy.

Em seguida à bênção, os convidados se dirigiram ao castelo para uma recepção oferecida pela rainha, onde brindaram com champanhe pelos recém-casados.

Apesar de não ter sido divulgado o cardápio da recepção, sabe-se que o bolo não foi feito por nenhum chef famoso, mas por Etta Richardson, uma avó de 74 anos, cuja torta de frutas encantou Charles há um ano, durante visita a Llansteffan, um povoado de Gales onde ela os vendia no mercado.

Após a recepção, o príncipe de Gales e a duquesa da Cornuália deixaram o castelo para passar a lua-de-mel na mansão Birkhall, propriedade construída em 1715, dentro das dependências do castelo Balmoral, em Aberdeen, Escócia, onde eram esperados por uma banda de gaitas escocesas.

Assim como o casamento, a lua-de-mel de Charles e Camilla contrasta totalmente com a do príncipe de Gales e Diana, passada no iate real Britannia, a bordo do qual percorreram o Mediterrâneo, seguidos por paparazzi.



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Inglaterra: príncipe Charles casa com Camilla Parker Bowles

Da AFP

09/04/2005 | 14:20


Depois de um tempestuoso romance de 34 anos e dois meses de preparativos caóticos, o príncipe Charles da Inglaterra, 56 anos, se casou neste sábado com Camilla Parker Bowles, 57, em uma cerimônia civil na prefeitura da pequena cidade de Windsor, que contrastou com o brilho e glamour do casamento do príncipe com Diana Spencer.

Quase 24 anos depois de seu luxuoso matrimônio com a bela Lady Di, na catedral de Saint Paul, em Londres, o herdeiro da coroa britânica se casou com sua eterna amante, em uma breve cerimônia em um modesto salão.

Quando Charles colocou o anel elaborado com ouro de Gales, Camilla, que até hoje utiliza o sobrenome de seu primeiro marido, Andrew Parker Bowles, se converteu em Sua Alteza Real Duquesa da Cornuália, e na figura feminina mais importante da família real britânica depois da rainha Elizabeth II.

Após a breve cerimônia, que foi precedida por dois meses de obstáculos de todo tipo, de jurídicos até o funeral do Papa, o sorridente casal saudou as quase 15 mil pessoas que o aclamava nas floridas ruas de Windsor, que fica a uma hora de Londres.

Em seu primeiro casamento, em julho de 1981, o Príncipe de Gales e Diana, 20 anos, foram ovacionados por 600 mil pessoas que se aglomeravam nas ruas de Londres, enquanto 750 milhões de telespectadores acompanharam a cerimônia em todo o mundo. Segundo estimativas, apenas 9 milhões de britânicos assistiram ao casamento pela televisão.

O pequeno povoado às margens do Tâmisa foi invadido para a ocasião por milhares de turistas e policiais, que adotaram rígidas medidas de segurança.

Camilla usava um vestido de cor marfim, bordado, com casaco combinando e um chapéu de abas largas da mesma cor, adornado com plumas, e sapatos claros de salto baixo. Charles vestia um traje escuro formal.

Apenas 28 pessoas assistiram ao casamento civil, todas elas familiares dos noivos. Do lado de Charles estiveram presentes seus filhos, os príncipes William e Harry, e seus irmãos, os príncipes Edward e Andrew e a princesa Anne. Por parte de Camilla Parker Bowles compareceram seus filhos, Tom e Laura, e seu pai, o comandante Bruce Shand. A rainha Elizabeth II, governadora suprema da Igreja Anglicana, não presenciou a cerimônia civil, assim como pai de Charles, o príncipe Philip, o Duque de Edimburgo.

Depois de sair da prefeitura, Charles e Camilla se dirigiram para o majestoso castelo de Windsor, onde receberam a bênção religiosa, na capela de Saint George, do arcebispo de Canterbury, Rowan Williams.

Camilla mudou de roupa para a cerimônia religiosa, durante a qual usou um vestido longo cinza e um exótico adorno de plumas na cabeça. Nas mãos, um pequeno ramo de flores brancas. Durante a cerimônia, denominada oficialmente Serviço de Oração e Dedicação, Charles e Camilla leram uma oração em que reconheceram os seus pecados.

"Reconhecemos nossos pecados e maldades que de tempos em tempos cometemos, em pensamentos, palavras e atos", leram os noivos, que escolheram esta prece do Livro de Orações de 1962. "Seriamente nos arrependemos e, de todo coração, pedimos perdão por nossos pecados. Sua lembrança nos aflige, seu peso é intolerável", prosseguiram.

Esta oração representa o ato de contrição mais forte da Igreja Anglicana e foi interpretado como o arrependimento público do herdeiro da coroa por seu relacionamento adúltero com Camilla antes de seus respectivos divórcios. Autoridades da Igreja haviam pedido ao príncipe que peça desculpas públicas por seu adultério.

Quase 800 pessoas, incluindo poucos representantes das casas reais européias, como o herdeiro da Coroa da Noruega, Haakon, e o príncipe Constantino da Holanda, assistiram à bênção. Também estiveram presentes membros da família real britânica, assim como personalidades do mundo político, do espetáculo e dos meios de comunicação.

A representação política à recepção em Windsor foi liderada pelo primeiro-ministro britânico Tony Blair e sua esposa Cherie. Também estarão presentes os líderes do Partido Conservador, Michael Howard, e do Liberal Demócrata, Charles Kennedy.

Em seguida à bênção, os convidados se dirigiram ao castelo para uma recepção oferecida pela rainha, onde brindaram com champanhe pelos recém-casados.

Apesar de não ter sido divulgado o cardápio da recepção, sabe-se que o bolo não foi feito por nenhum chef famoso, mas por Etta Richardson, uma avó de 74 anos, cuja torta de frutas encantou Charles há um ano, durante visita a Llansteffan, um povoado de Gales onde ela os vendia no mercado.

Após a recepção, o príncipe de Gales e a duquesa da Cornuália deixaram o castelo para passar a lua-de-mel na mansão Birkhall, propriedade construída em 1715, dentro das dependências do castelo Balmoral, em Aberdeen, Escócia, onde eram esperados por uma banda de gaitas escocesas.

Assim como o casamento, a lua-de-mel de Charles e Camilla contrasta totalmente com a do príncipe de Gales e Diana, passada no iate real Britannia, a bordo do qual percorreram o Mediterrâneo, seguidos por paparazzi.

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