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Cegonheiro passa 32 horas refém em casebre


Gabriel Batista
Do Diário do Grande ABC

13/07/2004 | 21:56


O cegonheiro L.R., 30 anos, foi seqüestrado por três homens armados por volta das 14h de domingo, no estacionamento de um banco no nº 2.500 da rua Marechal Deodoro, no Centro de São Bernardo. Ele foi levado a um cativeiro em Ribeirão Pires, onde permaneceu refém por cerca de 32 horas sem comer, beber água e dormir.

R., que ganhou seu primeiro filho na última sexta-feira, foi libertado no acostamento da rodovia Índio Tibiriçá à meia-noite desta terça. Os ladrões roubaram da vítima pouco mais de R$ 500, documentos pessoais, o telefone celular e o carro, um Voyage preto (modelo 1992).

No momento em que foi abordado pelos criminosos, o cegonheiro preparava-se para fazer uma entrega no interior do Estado. Ele se dirigia a um caixa eletrônico para depositar uma comissão que ganhou no trabalho (R$ 500), apenas ficaria com uma parte da quantia para gastar com pedágios e alimentação.

No estacionamento da agência, surgiram os três ladrões, todos armados com revólver calibre 38. “Eles perguntaram se eu iria fazer um saque. Contei, então, que não estava com o cartão bancário e que fui lá para depositar o dinheiro”, disse R. ao Diário.

Em seguida, os criminosos o forçaram a entrar em seu Voyage e dirigir por mais de uma hora. “Rodamos vários locais de São Bernardo, Santo André e Diadema”, contou a vítima. Os ladrões, que a todo momento ameaçavam de morte o cegonheiro, pegaram a carteira da vítima, com os R$ 500, e pediram mais dinheiro. R. repetiu várias vezes que estava sem o cartão bancário e que não tinha de onde tirar mais dinheiro.

Um dos criminosos assumiu o volante em determinado momento. O cegonheiro foi colocado no banco traseiro do carro, onde foi obrigado a permanecer de cabeça baixa para não reconhecer o caminho. R. foi levado a um barraco de madeira, todo mobiliado, em Ribeirão Pires. “Passei as 32 horas sentado em um canto do barraco. Quando eu ia pegar no sono, um deles me dava tapas no rosto e dizia que não deveria dormir.”

Os seqüestradores queriam que o cegonheiro ligasse para a família e pedisse mais dinheiro. “Não tinha para quem pedir, não podia fazer nada. Cheguei a ter certeza que iria morrer”, disse R..

R. falou aos seqüestradores de sua filha recém-nascida e implorou para que os ladrões não o matassem. “Chorei muito. Acredito que, por isso, não fui morto”, disse o cegonheiro. Pouco antes da meia-noite desta terça, os seqüestradores ordenaram à vítima que saísse do casebre e entrasse no carro, porque estaria na hora de “dar um fim nele”.

Ao contrário do que esperava, R. foi abandonado na rodovia Índio Tibiriçá, próximo a um posto. “Fui até o estabelecimento e liguei para a minha mãe, que me buscou. Estou esgotado.”

Segundo o delegado plantonista do 1º DP de São Bernardo, Ângelo José de Moraes, a investigação será imediata e o primeiro passo é localizar o cativeiro. “Atualmente, todos precisam ficar mais atentos. As vítimas não precisam ter muito dinheiro, basta ter um cartão bancário”, disse Moraes. A placa do Voyage, que não havia sido encontrado até o fim da tarde desta terça, é BGW-2800.



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