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Famílias do Jd.Oratório temem remoções

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Moradores questionam capacidade da administração de manter pagamento de auxílio-aluguel


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

20/06/2019 | 07:00


  Cerca de 30 famílias da Travessa Itaparica, no Jardim Oratório, em Mauá, estão preocupadas com as remoções que a Prefeitura vem realizando no local. Área de risco próxima ao Centro da cidade, o endereço recebeu obras de canalização de esgoto no ano passado, mas agora os moradores estão sendo incluídos pela administração no auxílio-aluguel e devem deixar os imóveis. O prazo já expirou, mas os munícipes ainda aguardam por alguma negociação.

“Conheço pessoas que estão há anos no auxílio-aluguel e não existe nenhuma expectativa de receber a sua casa própria”, lamentou a auxiliar administrativa Adriana Lima da Silva, 31 anos. “Sabemos, também, que a Prefeitura não tem conseguido pagar para algumas pessoas, como vão fazer mais dívidas?”, questionou a dona de casa Aline Silva Santana Ferreira, 28.

No último sábado, o Diário mostrou que a Prefeitura está notificando moradores removidos em janeiro de 2018 do Jardim Kennedy, após deslizamento de terra que resultou na morte de um garoto de 10 anos no Ano-Novo, e informando que o auxílio-aluguel será pago apenas até julho. Quando foram removidas, as famílias receberam a promessa que o benefício seria por tempo indeterminado, até que fossem atendidas definitivamente com unidade habitacional, mas esta é a segunda vez que a administração ameaça interromper o benefício.

“Tenho quatro filhos, meu pai é idoso e também mora comigo, hoje temos quatro quartos. Vou ter de abrir mão do meu conforto e nem a indenização da casa a Prefeitura quer dar”, pontuou Aline.

A dona de casa Rosana Apolinário mora em uma casa de cinco cômodos com outras 12 pessoas. Além dela, vivem ali o marido, três filhos menores e dois filhos casados, com suas respectivas famílias. “Com o valor que eles pagam (R$ 400) a gente não consegue alugar uma casa que caiba todo mundo”, afirmou.

Em nota, a Prefeitura de Mauá informou que alguns moradores já receberam o bolsa-aluguel, e que a Secretaria de Habitação tem oferecido apoio às famílias. Segundo a administração, levantamento de 2012 feito pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) classificou o local como de risco alto e, desde 2013, obras de reurbanização vêm sendo feitas em todo o bairro. O córrego da Travessa Itaparica já foi canalizado como parte do projeto.

Ainda de acordo com a administração, foram realizadas reuniões com a Defensoria Pública e as famílias e, no momento, profissionais de uma construtora – cujo nome não foi informado – estão no local para dar continuidade a levantamento de muro de arrimo. “As famílias continuam persistentes em ficar no local, mas já possuem o primeiro pagamento do bolsa-aluguel disponível na Prefeitura”, completou o comunicado.



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Famílias do Jd.Oratório temem remoções

Moradores questionam capacidade da administração de manter pagamento de auxílio-aluguel

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

20/06/2019 | 07:00


  Cerca de 30 famílias da Travessa Itaparica, no Jardim Oratório, em Mauá, estão preocupadas com as remoções que a Prefeitura vem realizando no local. Área de risco próxima ao Centro da cidade, o endereço recebeu obras de canalização de esgoto no ano passado, mas agora os moradores estão sendo incluídos pela administração no auxílio-aluguel e devem deixar os imóveis. O prazo já expirou, mas os munícipes ainda aguardam por alguma negociação.

“Conheço pessoas que estão há anos no auxílio-aluguel e não existe nenhuma expectativa de receber a sua casa própria”, lamentou a auxiliar administrativa Adriana Lima da Silva, 31 anos. “Sabemos, também, que a Prefeitura não tem conseguido pagar para algumas pessoas, como vão fazer mais dívidas?”, questionou a dona de casa Aline Silva Santana Ferreira, 28.

No último sábado, o Diário mostrou que a Prefeitura está notificando moradores removidos em janeiro de 2018 do Jardim Kennedy, após deslizamento de terra que resultou na morte de um garoto de 10 anos no Ano-Novo, e informando que o auxílio-aluguel será pago apenas até julho. Quando foram removidas, as famílias receberam a promessa que o benefício seria por tempo indeterminado, até que fossem atendidas definitivamente com unidade habitacional, mas esta é a segunda vez que a administração ameaça interromper o benefício.

“Tenho quatro filhos, meu pai é idoso e também mora comigo, hoje temos quatro quartos. Vou ter de abrir mão do meu conforto e nem a indenização da casa a Prefeitura quer dar”, pontuou Aline.

A dona de casa Rosana Apolinário mora em uma casa de cinco cômodos com outras 12 pessoas. Além dela, vivem ali o marido, três filhos menores e dois filhos casados, com suas respectivas famílias. “Com o valor que eles pagam (R$ 400) a gente não consegue alugar uma casa que caiba todo mundo”, afirmou.

Em nota, a Prefeitura de Mauá informou que alguns moradores já receberam o bolsa-aluguel, e que a Secretaria de Habitação tem oferecido apoio às famílias. Segundo a administração, levantamento de 2012 feito pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) classificou o local como de risco alto e, desde 2013, obras de reurbanização vêm sendo feitas em todo o bairro. O córrego da Travessa Itaparica já foi canalizado como parte do projeto.

Ainda de acordo com a administração, foram realizadas reuniões com a Defensoria Pública e as famílias e, no momento, profissionais de uma construtora – cujo nome não foi informado – estão no local para dar continuidade a levantamento de muro de arrimo. “As famílias continuam persistentes em ficar no local, mas já possuem o primeiro pagamento do bolsa-aluguel disponível na Prefeitura”, completou o comunicado.

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