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Valor da jóia para a humanidade


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

13/07/2008 | 07:01


É difícil encontrar uma mulher que não goste de ganhar jóias, principalmente quando o objeto simboliza carinho de pessoas queridas. Mas esta realidade não é uma novidade. Desde a pré-história, um simples dente de animal já era valorizado pela ala feminina. E para quem quiser saber um pouco mais sobre a trajetória desses objetos de valor, a editora Senac lança o livro A Jóia - História e Design (R$ 80, 215 páginas), de Eliana Gola.

A especialista detalha, principalmente, as funções das jóias na humanidade. "É moeda universal que não perde seu valor material, é documento que resiste ao tempo, é patrimônio impregnado de sentimentos e de história", diz Eliana na introdução da publicação.

Entre as culturas que contam a história estão a Cita, a Egípcia, a Persa, a Grega e a Romana, além do Brasil e da Europa contemporânea. A autora também destaca os principais materiais de cada tempo, como rubis, safiras e esmeraldas, fortes na Idade Média.

Contexto - Para entender um pouco mais sobre os tipos de jóias e a função que tinham em cada época, Eliana estudou as características dos períodos distintos e os relacionou com os costumes, geografia e topologia.

Uma das principais características constatadas, além de mostrar o status social do dono do adorno, era a função de amuleto. No Egito, por exemplo, os mortos eram enterrados com réplicas de todos os pertences, para assegurar-lhes vida perene mesmo no túmulo. 

Os primeiros registros do uso de adornos datam de 4.000 a.C., em que há relatos em pedra, madeira e argila, entre outros materiais. Na época os ‘enfeites' eram elaborados com elementos naturais como conchas, ossos, presas de animais, pedaços de rochas etc.

Trazendo o livro para a atualidade, Eliana descreve o desenvolvimento de peças modernas - algumas vencedoras de concursos nacionais e internacionais - das marcas como Rosa Okubo, Dryzun e Magah Rubi.

Curiosidades
- Assim como os egípcios; os sumérios também guardavam joalheria nos túmulos. Colares, brincos e braceletes são exemplos.

- No final do século 16, as jóias preferidas eram as que tinham pedras coradas. Um coração de rubi com as iniciais DM foi encontrado no túmulo do conde Otto Heinrich de Neuberg (1556-1604), nas margens do Rio Danúbio.

- Uma pulseira elaborada com penas tinha tanto valor para os índios quanto uma cravejada de diamantes para os europeus. A adoração aumentava de acordo com a raridade do pássaro.

- A jóia da década de 1940 recebeu o apelido de coquetel, devido a mistura de temas e inspirações mundiais, ao melhor estilo Carmem Miranda, ícone da época.



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