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Palhaçaria também é para elas

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Coletivo Rainhas do Radiador se apresenta hoje na Pinacoteca de São Bernardo


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

27/04/2019 | 07:08


O ano era 2017 quando quatro mulheres que moram em São Paulo entraram em um carro rumo a Pernambuco. O objetivo da viagem não era passeio, mas, sim, espalhar a alegria e gargalhadas por onde passassem. E a missão foi cumprida. Assim nasceu o Coletivo de Mulheres Palhaças Rainhas do Radiador – o nome, obviamente, uma alusão ao carro –, que se apresenta hoje, às 16h, na Pinacoteca de São Bernardo.

A viagem em questão durou um mês e meio. “Fizemos apresentações em parques, praças e, além de Pernambuco, passamos também pelo Ceará, e alguns outros locais do Nordeste”, enumera a palhaça Aline Hernandes, que explica o nome do grupo. “Somos rainhas porque achamos que toda mulher deve se considerar uma rainha (risos). Nosso nome é uma piada e é brega, a gente ama o brega.”

Na apresentação de hoje, no Grande ABC, elas preparam o espetáculo A Andarilha, com direção de Dagoberto Feliz, que conta a história da palhaça Rufina, que por onde passa leva junto o seu carrinho de bebê. Muito carismática, tenta incansavelmente lidar com os desafios de ter um bebê e desperta no público diversas sensações e sentimentos ligados a essa temática. É cômico, trágico, desesperador, sensível e fantástico. “O espetáculo ainda utiliza recursos circenses como acrobacia, magia cômica, malabares e instrumentos excêntricos. Além disso, conta com uma trilha sonora executada ao vivo por uma sanfona”, explica Aline, que dá vida a Rufina.

A ideia do coletivo, ressalta, é alimentar o protagonismo da mulher em cena. “Nós temos alguns espetáculos, dois solos e também um cortejo, todos com esse objetivo. A Andarilha, por exemplo, está constantemente em busca de um lugar para habitar, sempre com seu carrinho, que se torna o seu universo, como uma metáfora.”

Aline diz que é importante mostrar que mulher também pode fazer rir, porque ainda existe machismo nesta área. “Até pouco tempo a mulher era impedida de fazer este trabalho, não podia ser palhaça. Tem muita gente que fala que até hoje não existem mulheres palhaças, que são todas atrizes cômicas, o que não é verdade. Tem muita mulher boa fazendo coisas legais de palhaça. A gente está reinventando a maneira de fazer um humor que não é voltado para o universo masculino”, analisa. Não mesmo, tanto que elas são exímias na arte de fazer rir. Vale conferir.

A Andarilha – Palhaçaria. Na Pinacoteca de São Bernardo – Rua Kara, 105. Hoje, às 16h. Gratuito.  



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Palhaçaria também é para elas

Coletivo Rainhas do Radiador se apresenta hoje na Pinacoteca de São Bernardo

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

27/04/2019 | 07:08


O ano era 2017 quando quatro mulheres que moram em São Paulo entraram em um carro rumo a Pernambuco. O objetivo da viagem não era passeio, mas, sim, espalhar a alegria e gargalhadas por onde passassem. E a missão foi cumprida. Assim nasceu o Coletivo de Mulheres Palhaças Rainhas do Radiador – o nome, obviamente, uma alusão ao carro –, que se apresenta hoje, às 16h, na Pinacoteca de São Bernardo.

A viagem em questão durou um mês e meio. “Fizemos apresentações em parques, praças e, além de Pernambuco, passamos também pelo Ceará, e alguns outros locais do Nordeste”, enumera a palhaça Aline Hernandes, que explica o nome do grupo. “Somos rainhas porque achamos que toda mulher deve se considerar uma rainha (risos). Nosso nome é uma piada e é brega, a gente ama o brega.”

Na apresentação de hoje, no Grande ABC, elas preparam o espetáculo A Andarilha, com direção de Dagoberto Feliz, que conta a história da palhaça Rufina, que por onde passa leva junto o seu carrinho de bebê. Muito carismática, tenta incansavelmente lidar com os desafios de ter um bebê e desperta no público diversas sensações e sentimentos ligados a essa temática. É cômico, trágico, desesperador, sensível e fantástico. “O espetáculo ainda utiliza recursos circenses como acrobacia, magia cômica, malabares e instrumentos excêntricos. Além disso, conta com uma trilha sonora executada ao vivo por uma sanfona”, explica Aline, que dá vida a Rufina.

A ideia do coletivo, ressalta, é alimentar o protagonismo da mulher em cena. “Nós temos alguns espetáculos, dois solos e também um cortejo, todos com esse objetivo. A Andarilha, por exemplo, está constantemente em busca de um lugar para habitar, sempre com seu carrinho, que se torna o seu universo, como uma metáfora.”

Aline diz que é importante mostrar que mulher também pode fazer rir, porque ainda existe machismo nesta área. “Até pouco tempo a mulher era impedida de fazer este trabalho, não podia ser palhaça. Tem muita gente que fala que até hoje não existem mulheres palhaças, que são todas atrizes cômicas, o que não é verdade. Tem muita mulher boa fazendo coisas legais de palhaça. A gente está reinventando a maneira de fazer um humor que não é voltado para o universo masculino”, analisa. Não mesmo, tanto que elas são exímias na arte de fazer rir. Vale conferir.

A Andarilha – Palhaçaria. Na Pinacoteca de São Bernardo – Rua Kara, 105. Hoje, às 16h. Gratuito.  

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