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MPB perde mestre da percussão Ramiro Musotto



12/09/2009 | 07:00


O percussionista argentino Ramiro Musotto morreu ontem em Salvador, Bahia, vítima de um câncer no pâncreas. Tinha 45 anos. Desde que se mudou para Salvador, em 1984, Musotto, como instrumentista e produtor, cravou seu nome nos créditos de shows e discos de artistas brasileiros importantes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Martinho da Vila, Lucas Santtana, Lenine, Zeca Baleiro, João Bosco, Daniela Mercury, Margareth Menezes e Paralamas, entre outros.

O mais baiano dos argentinos, discípulo do mestre pernambucano Naná Vasconcelos, Musotto, um entusiasta do samba-reggae baiano, teve papel importante no ato de disciplinar a percussão de rua, na pátria dos percussionistas. Muito antes do boom da axé music, já contribuía com seu profundo conhecimento.

Musotto formou músicos em Salvador e de outras nacionalidades. Gravou dois excelentes álbuns-solo, "Sudaka" (2004) e "Civilização & Barbarye"(2006), com participação de Arto Lindsay e Chico César, parcerias com Lucas Santtana e Santiago Vazques. Ambos os trabalhos têm também fundamento político, de afirmação da identidade sul-americana. "Minha música é uma mescla de cantos tribais afro-americanos com soluções tecnológicas", afirmou.

Como seu mestre Naná, Musotto adotou o berimbau e se especializou em redimensionar esse rudimentar instrumento de poucos recursos, fazendo a ligação com a música eletrônica pelo timbre. "Melódica e harmonicamente o berimbau é limitado, mas é mais rico timbristicamente. Há milhões de nuances tímbricas em uma única nota. Você pode evoluir por aí também", esclareceu em 2007, pouco depois de ter lançado seu segundo álbum. A primeira faixa, Ronda, Musotto gravou tocando sozinho seis berimbaus, cada um com uma afinação. Genial.



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MPB perde mestre da percussão Ramiro Musotto


12/09/2009 | 07:00


O percussionista argentino Ramiro Musotto morreu ontem em Salvador, Bahia, vítima de um câncer no pâncreas. Tinha 45 anos. Desde que se mudou para Salvador, em 1984, Musotto, como instrumentista e produtor, cravou seu nome nos créditos de shows e discos de artistas brasileiros importantes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Martinho da Vila, Lucas Santtana, Lenine, Zeca Baleiro, João Bosco, Daniela Mercury, Margareth Menezes e Paralamas, entre outros.

O mais baiano dos argentinos, discípulo do mestre pernambucano Naná Vasconcelos, Musotto, um entusiasta do samba-reggae baiano, teve papel importante no ato de disciplinar a percussão de rua, na pátria dos percussionistas. Muito antes do boom da axé music, já contribuía com seu profundo conhecimento.

Musotto formou músicos em Salvador e de outras nacionalidades. Gravou dois excelentes álbuns-solo, "Sudaka" (2004) e "Civilização & Barbarye"(2006), com participação de Arto Lindsay e Chico César, parcerias com Lucas Santtana e Santiago Vazques. Ambos os trabalhos têm também fundamento político, de afirmação da identidade sul-americana. "Minha música é uma mescla de cantos tribais afro-americanos com soluções tecnológicas", afirmou.

Como seu mestre Naná, Musotto adotou o berimbau e se especializou em redimensionar esse rudimentar instrumento de poucos recursos, fazendo a ligação com a música eletrônica pelo timbre. "Melódica e harmonicamente o berimbau é limitado, mas é mais rico timbristicamente. Há milhões de nuances tímbricas em uma única nota. Você pode evoluir por aí também", esclareceu em 2007, pouco depois de ter lançado seu segundo álbum. A primeira faixa, Ronda, Musotto gravou tocando sozinho seis berimbaus, cada um com uma afinação. Genial.

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