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Alerta que vem do Rio


Do Diário do Grande ABC

14/09/2019 | 11:44


A tragédia que se abateu sobre o Hospital Badim, unidade privada da Rede D’Or instalada na Zona Norte do Rio de Janeiro, deve servir de alerta ao Grande ABC, onde a negligência das administrações hospitalares com as normas anti-incêndio foram tema de recente denúncia deste Diário. Na edição de 21 de julho, o jornal manchetou que apenas sete das 37 unidades públicas de saúde na região possuem AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Não se sabe se a situação nos empreendimentos privados é melhor, já que sonegam informações.

A Rede D’Or, aliás, notabiliza-se pela fragilidade nas relações de transparência. Ontem, negou-se a esclarecer aos repórteres desta Casa quais suas políticas de segurança nas unidades que mantém no Grande ABC. O episódio segue-se a outro capítulo lamentável escrito recentemente pela companhia, que, em 1º de março, provocou histeria coletiva ao divulgar equivocadamente a meningite como causa da morte de neto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – a responsabilidade do Hospital Bartira, de Santo André, está sendo apurada pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo).

O Brasil em geral, e o Grande ABC em particular, cuida muito mal da segurança interna de espaços públicos e privados no que diz respeito ao combate ao fogo. O País em que 242 pessoas morreram e outras 680 ficaram feridas em incêndio que consumiu uma boate na madrugada de 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, segue covardemente flertando com o perigo.

Quando parte importante da história da humanidade ardeu em chamas no Museu Nacional do Rio de Janeiro – em 2 de setembro de 2018, praticamente há um ano –, imaginava-se que se seguiria onda de fiscalização que coibisse ocorrências similares. Ledo engano, como tristemente lembraram na manhã de ontem os 11 cadáveres do hospital da Rede D’Or na capital fluminense. Diante da irresponsabilidade de governos e administradores com a vida, resta à população apelar à sorte para livrá-la da próxima tragédia.



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Alerta que vem do Rio

Do Diário do Grande ABC

14/09/2019 | 11:44


A tragédia que se abateu sobre o Hospital Badim, unidade privada da Rede D’Or instalada na Zona Norte do Rio de Janeiro, deve servir de alerta ao Grande ABC, onde a negligência das administrações hospitalares com as normas anti-incêndio foram tema de recente denúncia deste Diário. Na edição de 21 de julho, o jornal manchetou que apenas sete das 37 unidades públicas de saúde na região possuem AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). Não se sabe se a situação nos empreendimentos privados é melhor, já que sonegam informações.

A Rede D’Or, aliás, notabiliza-se pela fragilidade nas relações de transparência. Ontem, negou-se a esclarecer aos repórteres desta Casa quais suas políticas de segurança nas unidades que mantém no Grande ABC. O episódio segue-se a outro capítulo lamentável escrito recentemente pela companhia, que, em 1º de março, provocou histeria coletiva ao divulgar equivocadamente a meningite como causa da morte de neto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – a responsabilidade do Hospital Bartira, de Santo André, está sendo apurada pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo).

O Brasil em geral, e o Grande ABC em particular, cuida muito mal da segurança interna de espaços públicos e privados no que diz respeito ao combate ao fogo. O País em que 242 pessoas morreram e outras 680 ficaram feridas em incêndio que consumiu uma boate na madrugada de 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, segue covardemente flertando com o perigo.

Quando parte importante da história da humanidade ardeu em chamas no Museu Nacional do Rio de Janeiro – em 2 de setembro de 2018, praticamente há um ano –, imaginava-se que se seguiria onda de fiscalização que coibisse ocorrências similares. Ledo engano, como tristemente lembraram na manhã de ontem os 11 cadáveres do hospital da Rede D’Or na capital fluminense. Diante da irresponsabilidade de governos e administradores com a vida, resta à população apelar à sorte para livrá-la da próxima tragédia.

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