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Palmeiras perde a Libertadores nos pênaltis


Divanei Guazzelli
e Marco Borba
Da Redaçao

22/06/2000 | 00:20


O sonho do bicampeonato da Copa Libertadores da América e da volta a Tóquio acabou para o Palmeiras nos pés do colombiano Asprilla e do zagueiro Roque Júnior, e também nas maos do goleiro Córdoba, do Boca Juniors. Em mais uma decisao dramática envolvendo o Palmeiras, o Boca Juniors conquistou nesta quarta à noite, em pleno Morumbi, a Copa Libertadores da América. O time argentino vai decidir em novembro, no Japao, o título Mundial Interclubes, contra o Real Madrid. Depois de um empate sem gols no tempo regulamentar, o Palmeiras perdeu na decisao por pênaltis por 4 a 2 e teve de se conformar com a festa de cerca de 4 mil argentinos.

Foi o inverso do que ocorreu em 1999, no Parque Antártica, quando o Palmeiras ganhou sua primeira Libertadores, ao vencer, justamente nos pênaltis, o Deportivo Cali, da Colômbia.

O Palmeiras foi surpreendido pelo eficiente posicionamento tático do Boca Juniors durante quase todo o primeiro tempo. As queixas do técnico Luiz Felipe Scolari, relacionadas a possíveis prejuízos do Palmeiras extra-campo na decisao, acabaram de certa forma dando resultado favorável logo aos quatro minutos, quando a arbitragem marcou impedimento inexistente do Boca, que na seqüência acabou por fazer o gol, obviamente invalidado.

Sem conseguir uma saída de bola precisa, provocada principalmente pela lentidao de seu meio-campo, o Palmeiras era dominado pelo Boca, sobretudo pelo toque de bola preciso de Riquelme e pela movimentaçao de Guilhermo Schelotto pelas duas extremas. O time argentino, no entanto, carecia de um finalizador eficaz, pois o desajeitado Palermo mal conseguia desenvolver um lance de perigo.

Os melhores momentos do Palmeiras foram entre os 15 e 17 minutos, quando teve quatro escanteios seguidos, e um chute de Alex, aos 29 minutos, defendido pelo goleiro Córdoba.

Aos 35, o Palmeiras perdeu o atacante Marcelo Ramos, contundido, que foi substituído pelo Colombiano Asprilla, na tentativa de dar a velocidade que a equipe nao conseguia apresentar.

O começo do segundo tempo foi arrasador para o Palmeiras. O time apresentou nos primeiros 20 minutos a rapidez que faltou na etapa inicial. Tanto que Euller, Pena e Júnior perderam três importantes oportunidades de gol, além de um pênalti reclamado pelos palmeirenses, num toque de mao de Martin Palermo. A partir da metade do segundo tempo, no entanto, o Palmeiras voltou a cometer os erros da primeira etapa, falha na saída de bola e sem apresentar jogadores de definiçao no ataque.

Deslocado pela esquerda, Euller já nao conseguia mais desenvolver a sua velocidade habitual, embora às vezes fosse parado com falta pela zaga argentina. Pelo meio do ataque, o Palmeiras nao conseguia penetrar na fechada defesa do Boca Junior, uma arma decisiva no torneio falhou justamente na partida mais importante.

O Boca conseguiu, entao, o que mais queria: a decisao por pênaltis. Nas cobranças, Asprilla e Roque Júnior perderam para o Palmeiras, em chutes defendido por Córdoba, nem adiantou os gols marcados por Alex e Rogério. O Boca converteu quatro, com Guillermo Schelotto, Riquelme, Palermo e Bermudez, e nem foi necessário o quinto chute para fazer a festa.



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Palmeiras perde a Libertadores nos pênaltis

Divanei Guazzelli
e Marco Borba
Da Redaçao

22/06/2000 | 00:20


O sonho do bicampeonato da Copa Libertadores da América e da volta a Tóquio acabou para o Palmeiras nos pés do colombiano Asprilla e do zagueiro Roque Júnior, e também nas maos do goleiro Córdoba, do Boca Juniors. Em mais uma decisao dramática envolvendo o Palmeiras, o Boca Juniors conquistou nesta quarta à noite, em pleno Morumbi, a Copa Libertadores da América. O time argentino vai decidir em novembro, no Japao, o título Mundial Interclubes, contra o Real Madrid. Depois de um empate sem gols no tempo regulamentar, o Palmeiras perdeu na decisao por pênaltis por 4 a 2 e teve de se conformar com a festa de cerca de 4 mil argentinos.

Foi o inverso do que ocorreu em 1999, no Parque Antártica, quando o Palmeiras ganhou sua primeira Libertadores, ao vencer, justamente nos pênaltis, o Deportivo Cali, da Colômbia.

O Palmeiras foi surpreendido pelo eficiente posicionamento tático do Boca Juniors durante quase todo o primeiro tempo. As queixas do técnico Luiz Felipe Scolari, relacionadas a possíveis prejuízos do Palmeiras extra-campo na decisao, acabaram de certa forma dando resultado favorável logo aos quatro minutos, quando a arbitragem marcou impedimento inexistente do Boca, que na seqüência acabou por fazer o gol, obviamente invalidado.

Sem conseguir uma saída de bola precisa, provocada principalmente pela lentidao de seu meio-campo, o Palmeiras era dominado pelo Boca, sobretudo pelo toque de bola preciso de Riquelme e pela movimentaçao de Guilhermo Schelotto pelas duas extremas. O time argentino, no entanto, carecia de um finalizador eficaz, pois o desajeitado Palermo mal conseguia desenvolver um lance de perigo.

Os melhores momentos do Palmeiras foram entre os 15 e 17 minutos, quando teve quatro escanteios seguidos, e um chute de Alex, aos 29 minutos, defendido pelo goleiro Córdoba.

Aos 35, o Palmeiras perdeu o atacante Marcelo Ramos, contundido, que foi substituído pelo Colombiano Asprilla, na tentativa de dar a velocidade que a equipe nao conseguia apresentar.

O começo do segundo tempo foi arrasador para o Palmeiras. O time apresentou nos primeiros 20 minutos a rapidez que faltou na etapa inicial. Tanto que Euller, Pena e Júnior perderam três importantes oportunidades de gol, além de um pênalti reclamado pelos palmeirenses, num toque de mao de Martin Palermo. A partir da metade do segundo tempo, no entanto, o Palmeiras voltou a cometer os erros da primeira etapa, falha na saída de bola e sem apresentar jogadores de definiçao no ataque.

Deslocado pela esquerda, Euller já nao conseguia mais desenvolver a sua velocidade habitual, embora às vezes fosse parado com falta pela zaga argentina. Pelo meio do ataque, o Palmeiras nao conseguia penetrar na fechada defesa do Boca Junior, uma arma decisiva no torneio falhou justamente na partida mais importante.

O Boca conseguiu, entao, o que mais queria: a decisao por pênaltis. Nas cobranças, Asprilla e Roque Júnior perderam para o Palmeiras, em chutes defendido por Córdoba, nem adiantou os gols marcados por Alex e Rogério. O Boca converteu quatro, com Guillermo Schelotto, Riquelme, Palermo e Bermudez, e nem foi necessário o quinto chute para fazer a festa.

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