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Na posse, Marcelo critica fim do auxílio emergencial

Petista reclama da decisão da União em não prorrogar benefício durante a pandemia


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

02/01/2021 | 00:01


O prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), em seu discurso de posse, na Câmara, criticou o fim do auxílio emergencial do governo federal, benefício pago para repor perda de renda da população durante o estado de calamidade pública devido à pandemia do novo coronavírus, que vigorou até ontem.

“Temos um grande desafio pela frente. Enfrentaremos situação tão ou mais difícil do que em 2020. A missão deste governo, portanto, é ainda mais desafiadora, com o agravamento das condições financeiras das famílias submetidas ao isolamento físico, o que deve continuar, pois a segunda onda do coronavírus será ainda mais devastadora”, assinalou Marcelo. “O desprezo do governo federal com a vida humana é absurdo ao decretar que a população não terá mais o auxílio emergencial”, emendou, ao citar entrevista dada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao jornal Valor Econômico, revelando que o benefício não terá prosseguimento neste ano.

O petista disse que uma das primeiras medidas de seu governo será instaurar comitê de enfrentamento à pandemia “a partir de hoje (ontem)”. “Só quem passou por isso ou teve alguém próximo que sofreu com o coronavírus para saber como é”, desabafou, ao lembrar dos sete dias que passou internado na UTI mais 30 dias de cama ao contrair a Covid-19.

Marcelo, que foi vereador por três mandatos e tem história política iniciada no Sindicato dos Metalúrgicos, reforçou que para escrever capítulo mais justo da história de Mauá e com mais oportunidades irá focar na geração de emprego e renda, valorizando empresas, articulando a vinda de outras companhias à cidade e estimulando retomada da economia.

Ele avisou que conversará com os vereadores para implementar reforma administrativa. “A primeira tarefa que quero alinhar com os vereadores será a reforma administrativa. Quero enxugar a máquina pública, torná-la mais eficiente com menos gastos. E tenho certeza de que é isso que os vereadores também pensam. De início já quero encaminhar essa medida para melhorar a qualidade de vida do povo de Mauá, o que é possível com respeito e vontade política. Vamos fazer uma administração para o povo.” 

A posse ocorreu ontem pela manhã na Câmara de Mauá, e foi permitida a entrada de parentes dos vereadores e da imprensa. Todos usavam máscara. No entanto, quando o novo prefeito foi estrear seu gabinete, houve aglomeração – até mesmo ele se surpreendeu com a quantidade de pessoas no local. Depois, posou para fotos ao lado de sua vice, Celma Dias (PT), mulher do ex-prefeito Oswaldo Dias (PT).

Oposição emplaca nome e elege Nova Era como presidente

Estreante na Câmara de Mauá, o vereador Zé Carlos Nova Era (PL) foi eleito presidente do Legislativo. Recebeu 14 votos, derrotando Geovane Correa (PT), também debutante na casa. A vitória de Nova Era foi a primeira derrota do prefeito Marcelo Oliveira (PT) na casa.

A mesa diretora toda é formada por figuras que se elegeram distante do arco de Marcelo. O vice-presidente será Mazinho (Patriota); o primeiro secretário, Márcio Araújo (PSD); e o segundo secretário, Ricardinho da Enfermagem (PSB).

Esse bloco se formou dias depois da vitória de Marcelo, no fim de novembro. O petista tentou articular o desmembramento do grupo, apostando em Chiquinho do Zaíra (Avante), mas não obteve êxito. 

Nova Era evitou o clima de conflito na casa. Admitiu, por exemplo, que pode pautar a reforma administrativa proposta por Marcelo, desde que dialogada. “Ainda está muito cedo, vamos sentar, conversar e ver o tamanho dessa mudança”, comentou. “Eu jamais vou votar contra uma coisa que vai beneficiar um morador, um bairro. A partir do momento em que a gente vota a favor, trazemos melhorias para o nosso município. Desde que iniciamos o G-14, sempre falaram que seria um projeto contra o povo. Mas não. Nosso objetivo é lutar pelo povo, sem onerá-lo ainda mais, e lutar pela saúde precária que temos hoje na cidade. Tanto que três dos 14 são da área da saúde”, afirmou. 

O cenário da mesa diretora mostra que Marcelo terá trabalho para compor uma base de sustentação em busca de aprovação de seus projetos. Dos 23 parlamentares empossados, apenas três integraram o arco de alianças de Marcelo: os petistas Geovane Corrêa e Junior Getulio e Jairo Michelângelo (PTB) – o petebista, porém, pediu votos ao ex-prefeito Atila Jacomussi (PSB) no segundo turno. 



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