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Ibope de ‘Floribella’ deixa Band otimista


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

06/04/2005 | 12:09


A Band ficou otimista com os primeiros resultados da novela Floribella, que estreou segunda-feira com média de 3,5 pontos no ibope atingindo cinco pontos nos minutos finais, quando passou ao terceiro lugar. A ‘crescente’ audiência indica que o público não foi desligando o aparelho ou mudando de canal à  medida que a novela destilava seu mel. A média do ibope, porém, indica que a Band terá de galgar muitos patamares agora que acordou para a realidade televisiva brasileira, depois de patinar acomodadamente em um dígito e de andar para trás, literalmente, quando Marlene Mattos era a manda-chuva artística.

Floribella opera no limite da falta de realismo. A fantasia manda na história, o benfazejo conto de fadas é a inspiração. Por isso as chamadas que Carlos Nascimento, âncora do Jornal da Band, fazia ao longo dos últimos dias: “A novela da família brasileira”. A autora e produtora de Chiquititas, Cris Morena, pegou o conto de fadas Cinderela, trocou o sapatinho de cristal por um tênis teen, acrescentou uma família de sobrenome germânico como em A Noviça Rebelde, com números musicais, e juntou tudo isso num texto para crianças grandes, Floricienta. Adaptado para o Brasil por Patrícia Moretzsohn, virou Floribella, novela feita no Brasil, com alma argentina. Pode ser uma opção à mexicanização do SBT, aos remakes da Record e às fórmulas repetitivas da Globo. Se até o Corinthians aposta em argentinos, por que a Band não?

Assim que terminou o Jornal da Band, a novela entrou no ar, concorrendo no horário com o Jornal Nacional (44 pontos), a novela Esmeralda, do SBT (14), e o Jornal da Record (6). A família brasileira com mais de um televisor em casa parece que se dividiu no horário, em vez de se juntar para assistir à estréia. Como Floribella estendeu-se até pouco além de 21h, sem intervalos comerciais, concorreu também com o início de América e o final do Jornal da Record, pegando audiência deste último.

O primeiro bloco teve pelo menos 20 minutos antes da abertura. O som estava estranho, com ecos de ruídos de ambiente nas cenas de interiores. Depois da abertura, o som melhorou. Não era o aparelho de TV, pois ele continuou ligado sem que o problema continuasse.

Floribella é toda clichê. A personagem Flor (Juliana Silveira) é doce, querida, meiga, alegre, atrapalhada, bobinha. Ela sonhava encontrar um príncipe encantado e o encontrou após uma festa, no meio de muita espuma, em Frederico Fritzenwalden (Roger Gobeth), milionário que cuida de cinco irmãos mais novos, ajudado pela governanta alemã linha dura Helga (Vic Amor Militello), personagem cômica da trama. E é atrapalhado pela noiva, Delfina (Maria Carolina Ribeiro), e pela madrinha, Malva (Suzy Rêgo).

Os personagens são caricatos – a vilã é antipática, a heroína é gentil, o príncipe encantado é sonso etc. – e os diálogos são triviais. Não se ouviu um palavrão, mas também não se vê nada além do padrão. As músicas da banda adolescente – que serão usadas nos shows que o elenco deve fazer em alguns meses – são infantilóides, até trilhas de desenho animado japonês são mais elaboradas. Compromisso com a realidade nenhum, diversão em termos, fantasia a toda, Floribella ainda está devendo. Para quem não fazia novelas há sete anos, e não viu resultados com novelas portuguesas ano passado, a Band está apostando alto com Floribella.


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Ibope de ‘Floribella’ deixa Band otimista

Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

06/04/2005 | 12:09


A Band ficou otimista com os primeiros resultados da novela Floribella, que estreou segunda-feira com média de 3,5 pontos no ibope atingindo cinco pontos nos minutos finais, quando passou ao terceiro lugar. A ‘crescente’ audiência indica que o público não foi desligando o aparelho ou mudando de canal à  medida que a novela destilava seu mel. A média do ibope, porém, indica que a Band terá de galgar muitos patamares agora que acordou para a realidade televisiva brasileira, depois de patinar acomodadamente em um dígito e de andar para trás, literalmente, quando Marlene Mattos era a manda-chuva artística.

Floribella opera no limite da falta de realismo. A fantasia manda na história, o benfazejo conto de fadas é a inspiração. Por isso as chamadas que Carlos Nascimento, âncora do Jornal da Band, fazia ao longo dos últimos dias: “A novela da família brasileira”. A autora e produtora de Chiquititas, Cris Morena, pegou o conto de fadas Cinderela, trocou o sapatinho de cristal por um tênis teen, acrescentou uma família de sobrenome germânico como em A Noviça Rebelde, com números musicais, e juntou tudo isso num texto para crianças grandes, Floricienta. Adaptado para o Brasil por Patrícia Moretzsohn, virou Floribella, novela feita no Brasil, com alma argentina. Pode ser uma opção à mexicanização do SBT, aos remakes da Record e às fórmulas repetitivas da Globo. Se até o Corinthians aposta em argentinos, por que a Band não?

Assim que terminou o Jornal da Band, a novela entrou no ar, concorrendo no horário com o Jornal Nacional (44 pontos), a novela Esmeralda, do SBT (14), e o Jornal da Record (6). A família brasileira com mais de um televisor em casa parece que se dividiu no horário, em vez de se juntar para assistir à estréia. Como Floribella estendeu-se até pouco além de 21h, sem intervalos comerciais, concorreu também com o início de América e o final do Jornal da Record, pegando audiência deste último.

O primeiro bloco teve pelo menos 20 minutos antes da abertura. O som estava estranho, com ecos de ruídos de ambiente nas cenas de interiores. Depois da abertura, o som melhorou. Não era o aparelho de TV, pois ele continuou ligado sem que o problema continuasse.

Floribella é toda clichê. A personagem Flor (Juliana Silveira) é doce, querida, meiga, alegre, atrapalhada, bobinha. Ela sonhava encontrar um príncipe encantado e o encontrou após uma festa, no meio de muita espuma, em Frederico Fritzenwalden (Roger Gobeth), milionário que cuida de cinco irmãos mais novos, ajudado pela governanta alemã linha dura Helga (Vic Amor Militello), personagem cômica da trama. E é atrapalhado pela noiva, Delfina (Maria Carolina Ribeiro), e pela madrinha, Malva (Suzy Rêgo).

Os personagens são caricatos – a vilã é antipática, a heroína é gentil, o príncipe encantado é sonso etc. – e os diálogos são triviais. Não se ouviu um palavrão, mas também não se vê nada além do padrão. As músicas da banda adolescente – que serão usadas nos shows que o elenco deve fazer em alguns meses – são infantilóides, até trilhas de desenho animado japonês são mais elaboradas. Compromisso com a realidade nenhum, diversão em termos, fantasia a toda, Floribella ainda está devendo. Para quem não fazia novelas há sete anos, e não viu resultados com novelas portuguesas ano passado, a Band está apostando alto com Floribella.

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