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Beneficiários do INSS enfrentam fila em banco

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segundo clientes, agência do Mercantil sempre tem aglomeração porque há pouco funcionário


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

12/01/2021 | 00:04


Beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) têm enfrentado longas filas em agências do banco Mercantil do Brasil, responsável pelo pagamento de aposentadorias, pensões e auxílios.

Na unidade da Rua Senador Flaquer, no Centro de Santo André, onde o Diário flagrou essa situação, clientes reclamavam da falta de funcionários e de informação.

“Fui receber a aposentadoria do meu marido e a fila estava enorme. E eu só queria sacar no caixa eletrônico. Cansei de esperar e resolvi subir por minha conta, não precisava ficar na fila, mas não tinha informação”, disse Neusa Pessutti, 50 anos, moradora da Vila Linda.

Vanira Girotto, 53, moradora do bairro Santa Cristina, não teve a mesma sorte e terá de voltar hoje. A copeira caiu no hospital em que trabalha em São Bernardo, inflamou o tendão e passou por perícia do INSS na sexta. Ontem ela queria abrir conta para receber o auxílio-doença. “Tinham duas filas, uma para receber benefício e outra para falar com gerente. As duas enormes. Quando chegou a minha vez, a senha tinha acabado”, contou. Ela relatou que, primeiro recebe cartão provisório, depois terá de pegar o definitivo.

Por esse drama Antonio Zanon, 65, morador da Vila Helena, já passou. O bancário aposentado, que já atuou como gerente, conta que, da primeira vez, no fim do ano passado, levou seis horas para ser atendido. “É um grande desrespeito conosco. Faça chuva ou faça sol temos de ficar na fila esperando, sem ter onde sentar, sem poder ir ao banheiro, com fome. Não temos outra opção, pois temos de pegar nosso dinheiro. A lei bancária, que determina tempo máximo de 20 minutos para atendimento, passa longe de ser seguida. Ainda temos de ouvir que toda a ‘velharada’ vem num dia só”, contou, referindo-se aos dias de pagamento do INSS.

Questionado, o Mercantil assinalou “que investe na qualidade do atendimento, mas que eventualmente podem ocorrer picos de movimento – principalmente em dias de pagamento de benefícios – que podem alterar o padrão de qualidade”. E que regras de distanciamento podem gerar “filas visualmente mais longas”. “Para evitar esses inconvenientes, o banco orienta que beneficiários consultem o dia específico do pagamento.” Perguntado sobre oferecer só uma opção aos segurados, o INSS não respondeu até o fechamento desta edição.  



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Beneficiários do INSS enfrentam fila em banco

Segundo clientes, agência do Mercantil sempre tem aglomeração porque há pouco funcionário

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

12/01/2021 | 00:04


Beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) têm enfrentado longas filas em agências do banco Mercantil do Brasil, responsável pelo pagamento de aposentadorias, pensões e auxílios.

Na unidade da Rua Senador Flaquer, no Centro de Santo André, onde o Diário flagrou essa situação, clientes reclamavam da falta de funcionários e de informação.

“Fui receber a aposentadoria do meu marido e a fila estava enorme. E eu só queria sacar no caixa eletrônico. Cansei de esperar e resolvi subir por minha conta, não precisava ficar na fila, mas não tinha informação”, disse Neusa Pessutti, 50 anos, moradora da Vila Linda.

Vanira Girotto, 53, moradora do bairro Santa Cristina, não teve a mesma sorte e terá de voltar hoje. A copeira caiu no hospital em que trabalha em São Bernardo, inflamou o tendão e passou por perícia do INSS na sexta. Ontem ela queria abrir conta para receber o auxílio-doença. “Tinham duas filas, uma para receber benefício e outra para falar com gerente. As duas enormes. Quando chegou a minha vez, a senha tinha acabado”, contou. Ela relatou que, primeiro recebe cartão provisório, depois terá de pegar o definitivo.

Por esse drama Antonio Zanon, 65, morador da Vila Helena, já passou. O bancário aposentado, que já atuou como gerente, conta que, da primeira vez, no fim do ano passado, levou seis horas para ser atendido. “É um grande desrespeito conosco. Faça chuva ou faça sol temos de ficar na fila esperando, sem ter onde sentar, sem poder ir ao banheiro, com fome. Não temos outra opção, pois temos de pegar nosso dinheiro. A lei bancária, que determina tempo máximo de 20 minutos para atendimento, passa longe de ser seguida. Ainda temos de ouvir que toda a ‘velharada’ vem num dia só”, contou, referindo-se aos dias de pagamento do INSS.

Questionado, o Mercantil assinalou “que investe na qualidade do atendimento, mas que eventualmente podem ocorrer picos de movimento – principalmente em dias de pagamento de benefícios – que podem alterar o padrão de qualidade”. E que regras de distanciamento podem gerar “filas visualmente mais longas”. “Para evitar esses inconvenientes, o banco orienta que beneficiários consultem o dia específico do pagamento.” Perguntado sobre oferecer só uma opção aos segurados, o INSS não respondeu até o fechamento desta edição.  

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