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Do tempo dos 90 milhões em ação

Tinha 11 anos em 1970. Assisti e me lembro de todos os jogos...


Ademir Medici

18/07/2014 | 07:00


Tinha 11 anos em 1970. Assisti e me lembro de todos os jogos, pois foi a primeira Copa do Mundo transmitida ao vivo pela TV no Brasil, tudo em preto e branco. O locutor dos jogos era o falecido Geraldo José de Almeida. Abria as transmissões dizendo que eram ao vivo via satélite Intelsat, da Embratel.

Eu já acompanhava futebol. A Seleção tinha Pelé, Rivelino, Gerson e companhia. Saiu daqui desacreditada, pois tinham trocado o técnico João Saldanha pelo Zagallo poucos meses antes da Copa.

Não tinha essa bagunça toda que tem hoje e comemoração na rua foi só depois da final contra a Itália. Ficamos vendo os carros passarem na Rua Marechal Deodoro (em São Bernardo), em frente ao ginásio do Esporte Clube São Bernardo e da antiga agência do Banco do Commercio (era com dois ‘emes’ mesmo) e Indústria.

Em frente ficava a agência da caderneta de poupança da Delfim, que toda criança tinha. Não houve depredações nem confusão. Naquela época era só família. Na manhã do domingo, dia do jogo, fui apanhar o jornal que meu pai assinava e, na manchete, estava que o presidente Médici tinha dito que o jogo ia ser 4x1 para o Brasil. Achei que era uma boa ideia e mandei brasa no bolão da rua. Me chamaram de inocente, mas ganhei sozinho um bom dinheiro!

A lembrança que me marcou daquela Copa foi o jogo Brasil x Uruguai na semifinal. 1 a 1 no primeiro tempo. No intervalo, tocou a campainha de casa. Era o meu tio Laerte Pinchiari. Entrou já chamando os uruguaios de ‘porcos’ e disse que tinha parado a força (energia elétrica) na Rua José Benedetti, onde ele morava.

Eu e meu pai, quietos, e ele xingando os uruguaios. O Brasil fez 3x1 e foi para a final. Meu tio foi embora dizendo que os uruguaios pensavam que ia ser como em 1950, e foi aí que comecei a entender o que tinha sido o trauma do Maracanazo.

Luiz Henrique Penchiari Jr., natural de São Bernardo, hoje morando em Valinhos e trabalhando na Capital

Minha Copa do Mundo foi a de 1970. Tinha 11 anos, morava na Vila Bastos, em Santo André, e assisti ao lado de meu pai e irmãos. Minha mãe entrava na sala de vez em quando, para acompanhar os gols ou algum lance emocionante. Foi a maior emoção futebolística de minha vida. 

Roberto Baraldi, jornalista, ex-Diário

De 1970, lembro do Pelé e dos balões, nos meus 6 anos de idade.

Reinaldo Antonio Vincenzi, funcionário público, nosso colaborador do Cemitério São Caetano, em Vila Paula.

Com este cinzeiro eu e minha irmã Cida presenteamos nosso pai quando o Brasil ganhou a Copa de 1970. Afinal, o dia dos pais foi logo após a Copa. Minha mãe o guarda até hoje. Imaginem dar de presente um cinzeiro. Hoje é improvável, já que combatemos o cigarro, mas ficou a lembrança de uma Copa linda...

Saudades de meu pai. Neste momento o vejo com as pernas cruzadas, fumando e jogando as cinzas neste que hoje é uma relíquia. Cinzeiro fabricado pela antiga Porcelana Real, hoje Porcelana Schmidt.

Joana Bergamaschi, pesquisadora da memória, de Mauá

Diário há 30 anos

Quarta-feira, 11 de julho de 1984 — Ano 27, número 5567

Manchete – Aureliano diz a Geisel que pode apoiar Tancredo

Em 11 de julho de...

Admitido o primeiro funcionário do Grupo Escolar de São Bernardo, no Distrito de Santo André, o porteiro Luiz Massaini. Depois a escola, com o nome de Professor José Augusto Azevedo Antunes, deixaria o prédio original, na Rua Senador Flaquer, mudando-se para a Rua Tatui, no bairro Casa Branca.

1924 – Revolução paulista. Manchete do Estadão: a guarda da cidade confiada a uma milícia civil; medidas enérgicas para defesa da propriedade; arrecadação de armas de guerra; ouve-se à distância o canhoneio.

Santos do dia

- Bento de Nórcia (Itália 480-547). Fundador da Ordem dos Monges Beneditinos. Declarado, em 1964, patrono principal da Europa pelo papa Paulo VI.

- Olga

- Olivério Plunket

Hoje

- Dia do Rondoniano

- Dia do Mestre de Banda

- Dia Mundial da População (ONU)

Município Paulista

Andradina. Elevado a município em 1939, quando se separa de Valparaíso. O nome homenageia o fundador da cidade, Antonio Joaquim de Moura Andrade.

Falecimentos

José Sebastião Witter

(Fernando Prestes, SP, 20-1-1933 – Mogi das Cruzes, SP, 7-7-2014)

Professor Witter dizia sempre que seu grande título era ser professor. E o professor José Sebastião Witter escreveu livros, dirigiu por mais de 10 anos o Arquivo Público de São Paulo. Dirigiu o Museu Paulista, no bairro do Ipiranga. Conseguiu mesclar a vida de intelectual e educador com a de amante do futebol, paixão que o trouxe a Santo André por ocasião da realização do 1º Congresso de História, em 1990 – para participar da mesa Futebol no campo da História.

Da sua obra: Breve História do Futebol Brasileiro (FTD, SP 1996); O que é Futebol (Coleção Primeiros Passos, Editora Brasiliense).

Professor Witter lecionou durante 52 anos. Sempre por concurso público, fez carreira no Departamento de História da USP (Universidade de São Paulo), do qual era professor emérito.

Parte aos 81 anos. Seu corpo foi conduzido ao Crematório de Vila Alpina. 



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Do tempo dos 90 milhões em ação

Tinha 11 anos em 1970. Assisti e me lembro de todos os jogos...

Ademir Medici

18/07/2014 | 07:00


Tinha 11 anos em 1970. Assisti e me lembro de todos os jogos, pois foi a primeira Copa do Mundo transmitida ao vivo pela TV no Brasil, tudo em preto e branco. O locutor dos jogos era o falecido Geraldo José de Almeida. Abria as transmissões dizendo que eram ao vivo via satélite Intelsat, da Embratel.

Eu já acompanhava futebol. A Seleção tinha Pelé, Rivelino, Gerson e companhia. Saiu daqui desacreditada, pois tinham trocado o técnico João Saldanha pelo Zagallo poucos meses antes da Copa.

Não tinha essa bagunça toda que tem hoje e comemoração na rua foi só depois da final contra a Itália. Ficamos vendo os carros passarem na Rua Marechal Deodoro (em São Bernardo), em frente ao ginásio do Esporte Clube São Bernardo e da antiga agência do Banco do Commercio (era com dois ‘emes’ mesmo) e Indústria.

Em frente ficava a agência da caderneta de poupança da Delfim, que toda criança tinha. Não houve depredações nem confusão. Naquela época era só família. Na manhã do domingo, dia do jogo, fui apanhar o jornal que meu pai assinava e, na manchete, estava que o presidente Médici tinha dito que o jogo ia ser 4x1 para o Brasil. Achei que era uma boa ideia e mandei brasa no bolão da rua. Me chamaram de inocente, mas ganhei sozinho um bom dinheiro!

A lembrança que me marcou daquela Copa foi o jogo Brasil x Uruguai na semifinal. 1 a 1 no primeiro tempo. No intervalo, tocou a campainha de casa. Era o meu tio Laerte Pinchiari. Entrou já chamando os uruguaios de ‘porcos’ e disse que tinha parado a força (energia elétrica) na Rua José Benedetti, onde ele morava.

Eu e meu pai, quietos, e ele xingando os uruguaios. O Brasil fez 3x1 e foi para a final. Meu tio foi embora dizendo que os uruguaios pensavam que ia ser como em 1950, e foi aí que comecei a entender o que tinha sido o trauma do Maracanazo.

Luiz Henrique Penchiari Jr., natural de São Bernardo, hoje morando em Valinhos e trabalhando na Capital

Minha Copa do Mundo foi a de 1970. Tinha 11 anos, morava na Vila Bastos, em Santo André, e assisti ao lado de meu pai e irmãos. Minha mãe entrava na sala de vez em quando, para acompanhar os gols ou algum lance emocionante. Foi a maior emoção futebolística de minha vida. 

Roberto Baraldi, jornalista, ex-Diário

De 1970, lembro do Pelé e dos balões, nos meus 6 anos de idade.

Reinaldo Antonio Vincenzi, funcionário público, nosso colaborador do Cemitério São Caetano, em Vila Paula.

Com este cinzeiro eu e minha irmã Cida presenteamos nosso pai quando o Brasil ganhou a Copa de 1970. Afinal, o dia dos pais foi logo após a Copa. Minha mãe o guarda até hoje. Imaginem dar de presente um cinzeiro. Hoje é improvável, já que combatemos o cigarro, mas ficou a lembrança de uma Copa linda...

Saudades de meu pai. Neste momento o vejo com as pernas cruzadas, fumando e jogando as cinzas neste que hoje é uma relíquia. Cinzeiro fabricado pela antiga Porcelana Real, hoje Porcelana Schmidt.

Joana Bergamaschi, pesquisadora da memória, de Mauá

Diário há 30 anos

Quarta-feira, 11 de julho de 1984 — Ano 27, número 5567

Manchete – Aureliano diz a Geisel que pode apoiar Tancredo

Em 11 de julho de...

Admitido o primeiro funcionário do Grupo Escolar de São Bernardo, no Distrito de Santo André, o porteiro Luiz Massaini. Depois a escola, com o nome de Professor José Augusto Azevedo Antunes, deixaria o prédio original, na Rua Senador Flaquer, mudando-se para a Rua Tatui, no bairro Casa Branca.

1924 – Revolução paulista. Manchete do Estadão: a guarda da cidade confiada a uma milícia civil; medidas enérgicas para defesa da propriedade; arrecadação de armas de guerra; ouve-se à distância o canhoneio.

Santos do dia

- Bento de Nórcia (Itália 480-547). Fundador da Ordem dos Monges Beneditinos. Declarado, em 1964, patrono principal da Europa pelo papa Paulo VI.

- Olga

- Olivério Plunket

Hoje

- Dia do Rondoniano

- Dia do Mestre de Banda

- Dia Mundial da População (ONU)

Município Paulista

Andradina. Elevado a município em 1939, quando se separa de Valparaíso. O nome homenageia o fundador da cidade, Antonio Joaquim de Moura Andrade.

Falecimentos

José Sebastião Witter

(Fernando Prestes, SP, 20-1-1933 – Mogi das Cruzes, SP, 7-7-2014)

Professor Witter dizia sempre que seu grande título era ser professor. E o professor José Sebastião Witter escreveu livros, dirigiu por mais de 10 anos o Arquivo Público de São Paulo. Dirigiu o Museu Paulista, no bairro do Ipiranga. Conseguiu mesclar a vida de intelectual e educador com a de amante do futebol, paixão que o trouxe a Santo André por ocasião da realização do 1º Congresso de História, em 1990 – para participar da mesa Futebol no campo da História.

Da sua obra: Breve História do Futebol Brasileiro (FTD, SP 1996); O que é Futebol (Coleção Primeiros Passos, Editora Brasiliense).

Professor Witter lecionou durante 52 anos. Sempre por concurso público, fez carreira no Departamento de História da USP (Universidade de São Paulo), do qual era professor emérito.

Parte aos 81 anos. Seu corpo foi conduzido ao Crematório de Vila Alpina. 

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