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Terreno acumula entulho e atrai ladrões


Angela Martins
Especial para o Diário

14/06/2006 | 07:55


Há mais de dez anos, os vizinhos do terreno do número 436 da avenida Príncipe de Gales, no bairro de mesmo nome, em Santo André, sofrem com o abandono do local. Após a demolição de três casas, uma montanha de entulho, móveis velhos e lixo atrai ratos para as casas vizinhas. A área virou ponto de tráfico de drogas e o local ermo serve de esconderijo de pessoas que assaltam casas e comércios da vizinhança.

“Desde que venderam esse terreno, não temos mais sossego. Já ligamos várias vezes para a Prefeitura relatando o problema, mas informam que a única coisa que podem fazer é desratizar a área”, revolta-se a dona-de-casa Leonilda Marques, 62 anos. A casa dela faz fundos com o terreno abandonado e ela diz que virou alvo dos bandidos. “No último dia 26, durante a tarde, entraram na minha casa, roubaram aparelhos eletrônicos, roupas, dinheiro”, conta.

Com o prejuízo beirando os R$ 10 mil, Leonilda diz se sentir ameaçada constantemente. “Vivemos com medo. Além de conviver com os ratos, temos de lidar com os usuários de drogas e com os bandidos. Não sabemos mais a quem recorrer”, diz.

Situação semelhante diz viver o mecânico Fernando Ferrari, 36 anos. A oficina em que trabalha fica ao lado da área abandonada e também relata ter tido problemas. “O pessoal começa a jogar lixo e os ratos invadem todas as casas vizinhas. Assaltantes levaram ferramentas da minha oficina e bicicleta de funcionário. Temos que ficar de olhos abertos”, afirma Ferrari.

“Quando temos que fazer uma modificação em casa, a Prefeitura logo multa. Mas quando precisa fiscalizar, ninguém aparece”, reclama o taxista Arlino Ricci, 71 anos.

A família de Ricci também virou refém na própria casa. Os ladrões pularam o muro nos fundos da casa e levaram um pneu, roda e toca-CDs do carro. Para impedir mais invasões, a família mantém um cachorro nos fundos da casa, que faz divisa com o terreno abandonado. “Estamos apavorados”, diz a analista de Recursos Humanos, Rosane Ricci Dota, 35 anos.

A Prefeitrua informou que notificou o dono do terreno para que a limpeza seja feita e exigiu a construção de um muro para evitar o acesso de estranhos. Segundo a administração, o proprietário tem 30 dias para cumprir a notificação. Caso não a cumpra, será multado.

No 4º DP, que cobre o bairro Princípe de Gales, não há registro de ocorrências por conta do terreno abandonado. Mesmo assim, a polícia informa que vai investigar o caso e aconselha a população a denunciar o tráfico de drogas e os assaltos ocorridos. O telefone do Disque-Denúncia é 181 e o da delegacia, 4427-5700.


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Terreno acumula entulho e atrai ladrões

Angela Martins
Especial para o Diário

14/06/2006 | 07:55


Há mais de dez anos, os vizinhos do terreno do número 436 da avenida Príncipe de Gales, no bairro de mesmo nome, em Santo André, sofrem com o abandono do local. Após a demolição de três casas, uma montanha de entulho, móveis velhos e lixo atrai ratos para as casas vizinhas. A área virou ponto de tráfico de drogas e o local ermo serve de esconderijo de pessoas que assaltam casas e comércios da vizinhança.

“Desde que venderam esse terreno, não temos mais sossego. Já ligamos várias vezes para a Prefeitura relatando o problema, mas informam que a única coisa que podem fazer é desratizar a área”, revolta-se a dona-de-casa Leonilda Marques, 62 anos. A casa dela faz fundos com o terreno abandonado e ela diz que virou alvo dos bandidos. “No último dia 26, durante a tarde, entraram na minha casa, roubaram aparelhos eletrônicos, roupas, dinheiro”, conta.

Com o prejuízo beirando os R$ 10 mil, Leonilda diz se sentir ameaçada constantemente. “Vivemos com medo. Além de conviver com os ratos, temos de lidar com os usuários de drogas e com os bandidos. Não sabemos mais a quem recorrer”, diz.

Situação semelhante diz viver o mecânico Fernando Ferrari, 36 anos. A oficina em que trabalha fica ao lado da área abandonada e também relata ter tido problemas. “O pessoal começa a jogar lixo e os ratos invadem todas as casas vizinhas. Assaltantes levaram ferramentas da minha oficina e bicicleta de funcionário. Temos que ficar de olhos abertos”, afirma Ferrari.

“Quando temos que fazer uma modificação em casa, a Prefeitura logo multa. Mas quando precisa fiscalizar, ninguém aparece”, reclama o taxista Arlino Ricci, 71 anos.

A família de Ricci também virou refém na própria casa. Os ladrões pularam o muro nos fundos da casa e levaram um pneu, roda e toca-CDs do carro. Para impedir mais invasões, a família mantém um cachorro nos fundos da casa, que faz divisa com o terreno abandonado. “Estamos apavorados”, diz a analista de Recursos Humanos, Rosane Ricci Dota, 35 anos.

A Prefeitrua informou que notificou o dono do terreno para que a limpeza seja feita e exigiu a construção de um muro para evitar o acesso de estranhos. Segundo a administração, o proprietário tem 30 dias para cumprir a notificação. Caso não a cumpra, será multado.

No 4º DP, que cobre o bairro Princípe de Gales, não há registro de ocorrências por conta do terreno abandonado. Mesmo assim, a polícia informa que vai investigar o caso e aconselha a população a denunciar o tráfico de drogas e os assaltos ocorridos. O telefone do Disque-Denúncia é 181 e o da delegacia, 4427-5700.

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