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Discurso de ACM pode desencadear CPI da Corrupção


Do Diário OnLine
Com Agências

29/05/2001 | 00:26


A tarde de quarta-feira é esperada com expectativa em todo o país, especialmente em Brasília. A data marcará a renúncia do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), seguida de um discurso em plenário que promete ser bombástico. Os cerca de 35 minutos de fala do cacique baiano podem causar um abalo que o Palácio do Planalto teme intensamente: a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado para apurar denúncias de corrupção no governo federal.

A oposição já conta com 22 nomes garantidos, de senadores que subscreveram um requerimento pró-CPI. A conta subiria para 25 com a prometida adesão da bancada do PPS, que deve juntar-se à lista até o final desta semana. O número mínimo para a CPI entrar em vigor é 27 – marca que pode até mesmo ser ultrapassada, criando uma margem de segurança para a oposição barrar uma eventual nova tentativa de 'operação abafa' do governo.

Os caminhos são múltiplos. Uma adesão poderia partir de Lindberg Cury (PFL-DF), substituto de José Roberto Arruda (sem partido-DF). Pouco depois de o ex-líder do governo renunciar a seu posto no Senado pelo envolvimento com a quebra do sigilo do painel de votação da Casa, Cury deu entrevistas acenando com a possibilidade de 'rebelar-se' dentro do PFL e aderir à CPI.

Outras três assinaturas podem partir diretamente do próprio ACM, dependendo do impacto de seu discurso de despedida (cujas linhas gerais já são conhecidas, mas os detalhes são mantidos estrategicamente sob sigilo). O cacique baiano pode ordenar que seu suplente, o filho Antonio Carlos Magalhães Júnior (PFL-BA), e seus dois aliados diretos na Casa, os também pefelistas baianos Paulo Souto e Waldeck Ornelas, assinem o pedido de CPI só para contrariar o Planalto.

Somados todos os apoios, a oposição atingiria a confortável margem de 29 assinaturas e dificilmente seria derrotada no Senado – como foi na Câmara, quando tentou implantar uma CPI mista e 20 deputados recuaram na última hora (em troca de verbas e outros favores). Uma nova manobra do governo para impedir a comissão, desta vez só entre os senadores, traria mais desgaste político ao presidente Fernando Henrique.

"Os preços dos parlamentares subiram muito", ironizou a senadora Heloísa Helena (PT-AL), afirmando que a 'operação abafa' do governo "inflacionou o mercado" do Congresso.



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Discurso de ACM pode desencadear CPI da Corrupção

Do Diário OnLine
Com Agências

29/05/2001 | 00:26


A tarde de quarta-feira é esperada com expectativa em todo o país, especialmente em Brasília. A data marcará a renúncia do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), seguida de um discurso em plenário que promete ser bombástico. Os cerca de 35 minutos de fala do cacique baiano podem causar um abalo que o Palácio do Planalto teme intensamente: a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado para apurar denúncias de corrupção no governo federal.

A oposição já conta com 22 nomes garantidos, de senadores que subscreveram um requerimento pró-CPI. A conta subiria para 25 com a prometida adesão da bancada do PPS, que deve juntar-se à lista até o final desta semana. O número mínimo para a CPI entrar em vigor é 27 – marca que pode até mesmo ser ultrapassada, criando uma margem de segurança para a oposição barrar uma eventual nova tentativa de 'operação abafa' do governo.

Os caminhos são múltiplos. Uma adesão poderia partir de Lindberg Cury (PFL-DF), substituto de José Roberto Arruda (sem partido-DF). Pouco depois de o ex-líder do governo renunciar a seu posto no Senado pelo envolvimento com a quebra do sigilo do painel de votação da Casa, Cury deu entrevistas acenando com a possibilidade de 'rebelar-se' dentro do PFL e aderir à CPI.

Outras três assinaturas podem partir diretamente do próprio ACM, dependendo do impacto de seu discurso de despedida (cujas linhas gerais já são conhecidas, mas os detalhes são mantidos estrategicamente sob sigilo). O cacique baiano pode ordenar que seu suplente, o filho Antonio Carlos Magalhães Júnior (PFL-BA), e seus dois aliados diretos na Casa, os também pefelistas baianos Paulo Souto e Waldeck Ornelas, assinem o pedido de CPI só para contrariar o Planalto.

Somados todos os apoios, a oposição atingiria a confortável margem de 29 assinaturas e dificilmente seria derrotada no Senado – como foi na Câmara, quando tentou implantar uma CPI mista e 20 deputados recuaram na última hora (em troca de verbas e outros favores). Uma nova manobra do governo para impedir a comissão, desta vez só entre os senadores, traria mais desgaste político ao presidente Fernando Henrique.

"Os preços dos parlamentares subiram muito", ironizou a senadora Heloísa Helena (PT-AL), afirmando que a 'operação abafa' do governo "inflacionou o mercado" do Congresso.

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