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Narciso volta e comemora a vida


Do enviado a Santos

30/08/2000 | 00:16


Quando um atleta se contunde, a sua maior preocupaçao é recuperar-se o mais rápido possível para poder voltar ao seu time e, se possível, nao perder a condiçao de titular. Mas o caso do volante Narciso fugiu da alçada do departamento médico do Santos e estendeu-se até o Hospital das Clínicas de Curitiba, onde no mês de maio o jogador foi submetido a um transplante de medula. Recuperando-se em Santos, o volante conversou pela primeira vez com a imprensa ontem e ressaltou que seu principal objetivo no momento é continuar vivo, deixando no ar se um dia ainda terá condiçoes de disputar uma partida de futebol.

A princípio, segundo informou Evandro Trocolli, diretor do departamento médico do Santos, Narciso só deve iniciar alguma atividade física em janeiro de 2001, mais precisamente oito meses após o transplante, conforme determinaram os médicos que o operaram no hospital paranaense. "Mas ainda nao está nada definido. Como o caso do Narciso é pioneiro, estao sendo realizadas pesquisas no Brasil e no exterior que possam determinar o tipo de tratamento e a quantidade de exercícios a que o atleta poderá ser submetido", explicou.   O mais importante, de acordo com o médico santista, é que Narciso se recupera bem da delicada cirurgia. "No último exame que realizamos ficou comprovado que o corpo dele já recebeu 95% dos glóbulos vermelhos da irma, sua doadora. Faltam apenas 5%, o que é uma vitória nesse curto período de tempo", garantiu.

Mas se agora Narciso pode sorrir e comemorar sua boa recuperaçao, a mesma atitude nem passava pela sua cabeça nos 35 dias seguintes ao do transplante, durante o período pós-operatório. "Foi um dos piores momentos da minha vida", lembrou o volante. "Como eu nao tinha glóbulos brancos e vermelhos, qualquer germe ou bactéria poderia me levar ao óbito. Por isso, eu recebia acompanhamento médico a cada duas horas e um enfermeiro entrava no meu quarto a cada meia hora para saber se estava tudo bem", completou.

Para tentar se animar e nao entrar em depressao, Narciso levava o pensamento a seus familiares, em especial ao filho Richard, de apenas quatro anos. "Fiquei 30 dias sem ver meu filho. Eu pensava muito nele", contou. "As vezes, fazia alguma coisa que eu já estava acostumado para nao ficar pensando na morte durante 24 horas", salientou Narciso, para ressaltar em seguida que "eu venci a primeira batalha, mas a guerra nao acabou." - AV



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Narciso volta e comemora a vida

Do enviado a Santos

30/08/2000 | 00:16


Quando um atleta se contunde, a sua maior preocupaçao é recuperar-se o mais rápido possível para poder voltar ao seu time e, se possível, nao perder a condiçao de titular. Mas o caso do volante Narciso fugiu da alçada do departamento médico do Santos e estendeu-se até o Hospital das Clínicas de Curitiba, onde no mês de maio o jogador foi submetido a um transplante de medula. Recuperando-se em Santos, o volante conversou pela primeira vez com a imprensa ontem e ressaltou que seu principal objetivo no momento é continuar vivo, deixando no ar se um dia ainda terá condiçoes de disputar uma partida de futebol.

A princípio, segundo informou Evandro Trocolli, diretor do departamento médico do Santos, Narciso só deve iniciar alguma atividade física em janeiro de 2001, mais precisamente oito meses após o transplante, conforme determinaram os médicos que o operaram no hospital paranaense. "Mas ainda nao está nada definido. Como o caso do Narciso é pioneiro, estao sendo realizadas pesquisas no Brasil e no exterior que possam determinar o tipo de tratamento e a quantidade de exercícios a que o atleta poderá ser submetido", explicou.   O mais importante, de acordo com o médico santista, é que Narciso se recupera bem da delicada cirurgia. "No último exame que realizamos ficou comprovado que o corpo dele já recebeu 95% dos glóbulos vermelhos da irma, sua doadora. Faltam apenas 5%, o que é uma vitória nesse curto período de tempo", garantiu.

Mas se agora Narciso pode sorrir e comemorar sua boa recuperaçao, a mesma atitude nem passava pela sua cabeça nos 35 dias seguintes ao do transplante, durante o período pós-operatório. "Foi um dos piores momentos da minha vida", lembrou o volante. "Como eu nao tinha glóbulos brancos e vermelhos, qualquer germe ou bactéria poderia me levar ao óbito. Por isso, eu recebia acompanhamento médico a cada duas horas e um enfermeiro entrava no meu quarto a cada meia hora para saber se estava tudo bem", completou.

Para tentar se animar e nao entrar em depressao, Narciso levava o pensamento a seus familiares, em especial ao filho Richard, de apenas quatro anos. "Fiquei 30 dias sem ver meu filho. Eu pensava muito nele", contou. "As vezes, fazia alguma coisa que eu já estava acostumado para nao ficar pensando na morte durante 24 horas", salientou Narciso, para ressaltar em seguida que "eu venci a primeira batalha, mas a guerra nao acabou." - AV

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