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Selic recua a 9,25%, menor taxa em 4 anos

Trata-se da sétima queda seguida; para especialistas, alta dos combustíveis não terá forte impacto


Gabriel Russini
Especial para o Diário

27/07/2017 | 07:00


O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), promoveu ontem a sétima queda consecutiva na taxa de juros que rege a economia brasileira, a Selic, ao reduzir o percentual de 10,25% para 9,25% ao ano. Trata-se da menor taxa em quase quatro anos – em agosto de 2013 a taxa estava em 9% ao ano.

A decisão do BC traz ainda outra marca. A última vez em que a Selic ficou abaixo dos dois dígitos foi em outubro de 2013, quando o comitê havia estabelecido que a taxa ficaria em 9,5% ao ano.

Para o economista e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Alberto Ajzental, a diminuição da taxa está atrelada à queda da inflação, que acumulou 3% nos últimos 12 meses encerrados em junho, conforme o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), além da crise econômica que assola o País. “O principal motivo é o baixo índice de atividade econômica. A população está consumindo pouco, o que não torna essa queda positiva. A nossa economia está bastante deprimida”, assinala.

Questionado se o aumento dos tributos que incidem nos combustíveis (PIS/Cofins) pode interferir em uma alta no IPCA e, consequentemente, num possível aumento da Selic, Azjental acredita que não haverá impacto. “Os gastos das famílias com combustível gira em torno de 3% de sua renda, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por conta disso, tanto a Selic, quanto a inflação continuarão nessa tendência de baixa”, justifica.

Na avaliação do coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, caso haja impacto por conta do aumento do preço do combustível, os efeitos só serão sentidos mais adiante. “Pode acontecer (alta na inflação e na Selic), mas é muito difícil”.

Ainda na opinião de Balistiero, há apenas três fatores que podem comprometer a trajetória de queda para ambos os mecanismos: as eleições presidenciais, o equilíbrio fiscal e alguma retomada na economia. “Espera-se que no fim do ano nós estaremos com 8% de juros (Selic) e inflação um pouco acima de 3% (IPCA), é possível que o cenário possa melhorar um pouco até lá, o que, no futuro, pode gerar pressão inflacionária e impulsionar processo contrário do atual.”

Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o Copom está devagar nos cortes. “O Banco Central está com a preocupação errada. A inflação está sob controle. O que o Brasil precisa, no momento, é retomar o crescimento e gerar empregos. E isso só vai acontecer com juros mais baixos.” A taxa básica de juros tem a função de balizar a inflação. A meta do IPCA é 4,5% ao ano e, o teto, 6%.  



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Selic recua a 9,25%, menor taxa em 4 anos

Trata-se da sétima queda seguida; para especialistas, alta dos combustíveis não terá forte impacto

Gabriel Russini
Especial para o Diário

27/07/2017 | 07:00


O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), promoveu ontem a sétima queda consecutiva na taxa de juros que rege a economia brasileira, a Selic, ao reduzir o percentual de 10,25% para 9,25% ao ano. Trata-se da menor taxa em quase quatro anos – em agosto de 2013 a taxa estava em 9% ao ano.

A decisão do BC traz ainda outra marca. A última vez em que a Selic ficou abaixo dos dois dígitos foi em outubro de 2013, quando o comitê havia estabelecido que a taxa ficaria em 9,5% ao ano.

Para o economista e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Alberto Ajzental, a diminuição da taxa está atrelada à queda da inflação, que acumulou 3% nos últimos 12 meses encerrados em junho, conforme o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), além da crise econômica que assola o País. “O principal motivo é o baixo índice de atividade econômica. A população está consumindo pouco, o que não torna essa queda positiva. A nossa economia está bastante deprimida”, assinala.

Questionado se o aumento dos tributos que incidem nos combustíveis (PIS/Cofins) pode interferir em uma alta no IPCA e, consequentemente, num possível aumento da Selic, Azjental acredita que não haverá impacto. “Os gastos das famílias com combustível gira em torno de 3% de sua renda, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por conta disso, tanto a Selic, quanto a inflação continuarão nessa tendência de baixa”, justifica.

Na avaliação do coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, caso haja impacto por conta do aumento do preço do combustível, os efeitos só serão sentidos mais adiante. “Pode acontecer (alta na inflação e na Selic), mas é muito difícil”.

Ainda na opinião de Balistiero, há apenas três fatores que podem comprometer a trajetória de queda para ambos os mecanismos: as eleições presidenciais, o equilíbrio fiscal e alguma retomada na economia. “Espera-se que no fim do ano nós estaremos com 8% de juros (Selic) e inflação um pouco acima de 3% (IPCA), é possível que o cenário possa melhorar um pouco até lá, o que, no futuro, pode gerar pressão inflacionária e impulsionar processo contrário do atual.”

Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o Copom está devagar nos cortes. “O Banco Central está com a preocupação errada. A inflação está sob controle. O que o Brasil precisa, no momento, é retomar o crescimento e gerar empregos. E isso só vai acontecer com juros mais baixos.” A taxa básica de juros tem a função de balizar a inflação. A meta do IPCA é 4,5% ao ano e, o teto, 6%.  

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