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Bancada do PT mantém negativa a Araújo e governo busca saídas

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com nova rejeição à aliança com PSD, cúpula do Paço de Sto.André cogita Montorinho de vice ou buscar coligação proporcional com PMB ou PSL


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

22/05/2016 | 07:00


Os cinco vereadores que compõem a bancada do PT em Santo André assinaram na semana passada carta de reprovação ao plano da cúpula do partido de formalizar coligação proporcional no município com o PSD, cujo maior expoente é o vereador José de Araújo, em seu sétimo mandato. O ato dos parlamentares colocou o governo do prefeito Carlos Grana (PT) contra a parede para encontrar alternativa e assegurar Araújo e o PSD no arco de aliados para a eleição de outubro. A indefinição pode gerar o rompimento da união com o petismo.

O reforço do manifesto da bancada foi realizado em reunião do diretório municipal. A preocupação de alguns petistas é de que a junção das chapas reduza a bancada da sigla, uma vez que Araújo registra em sua trajetória votação expressiva. Em 2012, recebeu 5.303 votos, ficando entre os mais votados. No encontro partidário, os vereadores defenderam chapa pura para o processo eleitoral.

Uma alternativa colocada à mesa de negociações pelas legendas da coalizão de Grana é alçar o vereador José Montoro Filho, o Montorinho (PT), como candidato a vice. Com longa trajetória no petismo, Montorinho serviria como resgate da história do partido na cidade e abriria espaço para coligação com o PSD de Araújo sem intercorrências maiores. Outro debate é conduzir o PSD para coligação com siglas de menor expressão do arco de aliados do PT, como PMB (do vereador Tonho Lagoa e da vice-prefeita Oswana Fameli) ou PSL.

Articulador da gestão Grana e secretário de Governo, Arlindo José de Lima (PT) minimizou problemas. “Estamos discutindo essa situação com os 11 partidos que apoiam o nosso projeto. Está ocorrendo de forma transparente esse debate. Os arranjos necessários estão sendo providenciados para que o Araújo se coligue com uma legenda para garantir sua reeleição. Pode ser com o PT”. Na eleição de 2012, o PT formalizou coligação proporcional com o PPL e conquistou 73,8 mil votos. A diferença é que não havia no outro pleito postulante com expressiva votação que ameaçasse as lideranças petistas.

Arlindo revelou que a estratégia ainda não está fechada, evitando dar parecer sobre sua preferência no impasse. “No momento a discussão não é essa se faz coligação com o PSD ou não. É se faz ou não (alguma coligação). Enquanto não se resolve fica difícil dizer quando vai avançar”, argumentou.

No mês passado, a bancada petista formalizou documento no diretório solicitando que não ocorra coligação proporcional. O PSD em Santo André expõe hoje cenário esvaziado, com poucos nomes como pré-candidatos. A legenda no passado estava nas mãos do ex-vereador e ex-secretário Paulinho Serra, hoje no PSDB e pré-candidato a prefeito. Entre 2012 e 2015, Paulinho fazia parte do arco de aliados de Grana, ingressando no primeiro escalão do governo no início de 2013 – permaneceu até setembro de 2015.

Araújo evitou polemizar. Salientou estar ciente dos argumentos defendido pelos petistas, mas que confia no plano a ser traçado pela cúpula do partido e pela gestão de Grana. “Estamos conversando com o governo, mas sobre esse assunto ainda não teve nada resolvido. Eu prefiro não comentar nada mais aprofundado até que haja um desfecho. O que sei é de uma discussão interna para encontrar uma saída. De qualquer forma isso não tira meu apoio ao projeto de reeleição do atual prefeito”, ponderou Araújo. 



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Bancada do PT mantém negativa a Araújo e governo busca saídas

Com nova rejeição à aliança com PSD, cúpula do Paço de Sto.André cogita Montorinho de vice ou buscar coligação proporcional com PMB ou PSL

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

22/05/2016 | 07:00


Os cinco vereadores que compõem a bancada do PT em Santo André assinaram na semana passada carta de reprovação ao plano da cúpula do partido de formalizar coligação proporcional no município com o PSD, cujo maior expoente é o vereador José de Araújo, em seu sétimo mandato. O ato dos parlamentares colocou o governo do prefeito Carlos Grana (PT) contra a parede para encontrar alternativa e assegurar Araújo e o PSD no arco de aliados para a eleição de outubro. A indefinição pode gerar o rompimento da união com o petismo.

O reforço do manifesto da bancada foi realizado em reunião do diretório municipal. A preocupação de alguns petistas é de que a junção das chapas reduza a bancada da sigla, uma vez que Araújo registra em sua trajetória votação expressiva. Em 2012, recebeu 5.303 votos, ficando entre os mais votados. No encontro partidário, os vereadores defenderam chapa pura para o processo eleitoral.

Uma alternativa colocada à mesa de negociações pelas legendas da coalizão de Grana é alçar o vereador José Montoro Filho, o Montorinho (PT), como candidato a vice. Com longa trajetória no petismo, Montorinho serviria como resgate da história do partido na cidade e abriria espaço para coligação com o PSD de Araújo sem intercorrências maiores. Outro debate é conduzir o PSD para coligação com siglas de menor expressão do arco de aliados do PT, como PMB (do vereador Tonho Lagoa e da vice-prefeita Oswana Fameli) ou PSL.

Articulador da gestão Grana e secretário de Governo, Arlindo José de Lima (PT) minimizou problemas. “Estamos discutindo essa situação com os 11 partidos que apoiam o nosso projeto. Está ocorrendo de forma transparente esse debate. Os arranjos necessários estão sendo providenciados para que o Araújo se coligue com uma legenda para garantir sua reeleição. Pode ser com o PT”. Na eleição de 2012, o PT formalizou coligação proporcional com o PPL e conquistou 73,8 mil votos. A diferença é que não havia no outro pleito postulante com expressiva votação que ameaçasse as lideranças petistas.

Arlindo revelou que a estratégia ainda não está fechada, evitando dar parecer sobre sua preferência no impasse. “No momento a discussão não é essa se faz coligação com o PSD ou não. É se faz ou não (alguma coligação). Enquanto não se resolve fica difícil dizer quando vai avançar”, argumentou.

No mês passado, a bancada petista formalizou documento no diretório solicitando que não ocorra coligação proporcional. O PSD em Santo André expõe hoje cenário esvaziado, com poucos nomes como pré-candidatos. A legenda no passado estava nas mãos do ex-vereador e ex-secretário Paulinho Serra, hoje no PSDB e pré-candidato a prefeito. Entre 2012 e 2015, Paulinho fazia parte do arco de aliados de Grana, ingressando no primeiro escalão do governo no início de 2013 – permaneceu até setembro de 2015.

Araújo evitou polemizar. Salientou estar ciente dos argumentos defendido pelos petistas, mas que confia no plano a ser traçado pela cúpula do partido e pela gestão de Grana. “Estamos conversando com o governo, mas sobre esse assunto ainda não teve nada resolvido. Eu prefiro não comentar nada mais aprofundado até que haja um desfecho. O que sei é de uma discussão interna para encontrar uma saída. De qualquer forma isso não tira meu apoio ao projeto de reeleição do atual prefeito”, ponderou Araújo. 

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