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Incêndio em casa de shows deixa seis mortos em BH


Do Diário OnLine

24/11/2001 | 15:14


Um incêndio na casa de shows Canecão Mineiro, em Belo Horizonte, causou a morte de seis pessoas na madrugada deste sábado. Uma queima de fogos de artifício no início da apresentação de um grupo de pagode provocou o acidente. De acordo com balanço oficial do Corpo de Bombeiros, outras 341 pessoas ficaram feridas.

Cerca de 1,5 mil pessoas estavam no local no momento em que o incêndio começou. Como a casa estava em situação irregular e não tinha saída de emergência, muitos acabaram pisoteados. Uma porta de apenas dois metros de largura era a única passagem por onde a multidão podia escapar.

Os Bombeiros ainda usaram cordas e escadas para resgatar as pessoas que tentavam fugir pelo telhado da danceteria.

A fumaça também causou intoxicação, asfixia e queimaduras em algumas pessoas. Os feridos foram encaminhos para diversos hospitais da região. Como muitos deles não tinham estrutura para atender as centenas de vítimas, o secretário de saúde do município precisou intervir para conseguir vagas em outras unidades.

Os mortos identificados até agora são Luciana Flávia Caetano Ferreira, 21 anos; Roseane Perez, 30; Ivanildo Raimundo Miranda, 37; Geraldo Soares de Souza, 41; e Everlaine Renata Martins.

Irresponsabilidade - A Prefeitura de Belo Horizonte havia concedido alvará de funcionamento aos proprietários do local para a instalação de um kartódromo, e não para uma casa de shows.

O fogo se propagou rapidamente porque todo o teto da danceteria estava revestido por isopor. Já as paredes, eram cobertas por tecidos. Ambos os materiais são altamente inflamáveis.

O local não tinha liberação do Corpo de Bombeiros. A corporação alega que, por não ter poder de polícia para interditar imóveis irregulares, cabe à prefeitura fiscalizar tais arbitrariedades e tomar as providências cabíveis.



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Incêndio em casa de shows deixa seis mortos em BH

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24/11/2001 | 15:14


Um incêndio na casa de shows Canecão Mineiro, em Belo Horizonte, causou a morte de seis pessoas na madrugada deste sábado. Uma queima de fogos de artifício no início da apresentação de um grupo de pagode provocou o acidente. De acordo com balanço oficial do Corpo de Bombeiros, outras 341 pessoas ficaram feridas.

Cerca de 1,5 mil pessoas estavam no local no momento em que o incêndio começou. Como a casa estava em situação irregular e não tinha saída de emergência, muitos acabaram pisoteados. Uma porta de apenas dois metros de largura era a única passagem por onde a multidão podia escapar.

Os Bombeiros ainda usaram cordas e escadas para resgatar as pessoas que tentavam fugir pelo telhado da danceteria.

A fumaça também causou intoxicação, asfixia e queimaduras em algumas pessoas. Os feridos foram encaminhos para diversos hospitais da região. Como muitos deles não tinham estrutura para atender as centenas de vítimas, o secretário de saúde do município precisou intervir para conseguir vagas em outras unidades.

Os mortos identificados até agora são Luciana Flávia Caetano Ferreira, 21 anos; Roseane Perez, 30; Ivanildo Raimundo Miranda, 37; Geraldo Soares de Souza, 41; e Everlaine Renata Martins.

Irresponsabilidade - A Prefeitura de Belo Horizonte havia concedido alvará de funcionamento aos proprietários do local para a instalação de um kartódromo, e não para uma casa de shows.

O fogo se propagou rapidamente porque todo o teto da danceteria estava revestido por isopor. Já as paredes, eram cobertas por tecidos. Ambos os materiais são altamente inflamáveis.

O local não tinha liberação do Corpo de Bombeiros. A corporação alega que, por não ter poder de polícia para interditar imóveis irregulares, cabe à prefeitura fiscalizar tais arbitrariedades e tomar as providências cabíveis.

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